reunião diagnóstico
Apr 17, 2026 00:57
· 59:26
· Portuguese
· Whisper Turbo
· 3 speakers
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Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Aí, seguinte, se tiver alguma coisa também que você não souber responder, não tem problema, a gente vai vendo depois, e também se chegar no horário que a gente vê que tá bem cansadinho, a gente pode parar também e ir acertando depois, porque é o que já aconteceu. Como eu falei, na sexta a gente teve tipo uma consultoria com os nossos professores, e aí eles sentiram que tinham muitas informações essenciais que estavam faltando da gente entender. E aí são essas informações que a gente quer principalmente entender com você, então vai ser muito mais.
0:28
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Série de perguntas, ok? Show. É uma entrevista. É quase uma entrevista, é. Então, primeiro, sobre o que é a ONG de fato, na prática? Quais são os objetivos dela? O que ela é? O que a ONG é? É um, vamos dizer, um coletivo de voluntários que pretendem
1:03
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
dar protagonismo para crianças em vulnerabilidade social. A partir de atividades socioeducativas. A partir de atividades. A gente vai entrar nesse ponto das atividades para entender melhor depois também. E aí, como e quando que ela surgiu? A Carol deu um overview sobre isso, mas a gente queria ouvir de você também.
1:36
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
A ONG, na verdade, como eu falei, eu usei a palavra coletivo exatamente porque ela é exatamente isso, é um coletivo de voluntários. Por que que eu digo isso? Porque, na verdade, a ONG surgiu depois que o sonhar acordado acabou. Essa é a grande questão.
1:58
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
O Sonhar Acordado era uma ONG também. O Sonhar Acordado era uma ONG patrocinada pelo Reino Uncriste, que é um apostolado católico, que tinha mais ou menos praticamente a mesma dinâmica que a nossa ONG executa. Ao passar dos anos, o Sonhar Acordado era uma ONG gigante, ela já está em mais de sete países, ela é muito grande mesmo.
2:28
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Então, a gente tinha só aqui em São Paulo, a gente devia ter pelo menos uns 200 voluntários, divididos em várias instituições. Se eu não me engano, a gente devia estar atuando em quase 17 instituições, 15 instituições, por aí. O que aconteceu? Eu vou passar só a história oficial, tá?
2:57
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Em determinado momento, durante a pandemia, a ONG teve que ficar paralisada por conta do isolamento social, então a gente não estava conseguindo atingir...
3:14
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Speaker 2 (reunião diagnóstico )
as crianças que a gente gostaria, da forma que a gente gostaria. A gente até executou alguns encontros online, algumas das instituições, algumas das instituições não, algumas das etapas, elas realizaram atividades online com as crianças e adolescentes, mas não era a mesma coisa, e com o tempo isso foi diminuindo a participação.
3:42
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Não vou dizer que nem que durou um semestre, porque não durou. Então, com isso, a ONG, o Sonhar Acordado, ele decidiu por encerrar as atividades do Sonhar Acordado São Paulo. Quando a ONG decidiu encerrar as atividades do Sonhar Acordado São Paulo,
4:09
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
houve uma indignação muito forte dos voluntários em si, principalmente de quem era da coordenação e diretoria, e isso fez com que essas pessoas da direção e da coordenação decidissem criar a própria ONG delas. Então surgiu toda uma movimentação dentro do Instagram, com a hashtag...
4:38
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
A ONG somos nós e tudo mais. Por quê? Porque, na verdade, a ONG não dependia do patrocínio, porque a ONG era subsidiada, basicamente, por aquele valor que vocês...
5:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
doaram no mês. Então, praticamente todas as etapas, elas funcionavam subsidiadas pelos próprios voluntários, tirando algumas, alguns eventos que seriam grandes festas, alguns demais eventos que tinham, vamos dizer, que necessitavam de um valor maior ali de budget.
5:28
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
a maior parte dos eventos contínuos, eles não necessitavam de um patrocínio. Então, a partir daí, surgiu todo esse movimento de que a ONG é nossa, e a gente decidiu por continuar com o projeto da ONG e por continuar a realizar as atividades. Nesse ponto, os diretores que toparam isso, eles entraram em contato com as instituições nas quais a gente já trabalhava.
5:55
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
e a gente seguiu fazendo esse trabalho nessas instituições. Algumas dessas instituições a gente já encerrou o trabalho com elas, a maioria por conta da instituição, foi uma decisão da instituição, por questão de funcionamento mesmo, de dinâmica de trabalho, mas seguimos aí, essa que vocês foram visitar, é uma das que...
6:22
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
seguem desde que a gente saiu do sonho acordado. E aí foi por conta desse apaixonado, desculpa. Então, foi exatamente assim que surgiu a ONG, a partir daí foi um...
6:35
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Foi uma promessa das pessoas que deram o start, vamos dizer. A gente até ia perguntar essa questão das instituições para entender se eram vocês que escolhiam elas, se eram elas que escolhiam vocês, mas é isso, era um vínculo que já existia e só se manteve, foi isso?
6:53
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Nas primeiras, sim. Hoje, não. Hoje, as instituições, a maior parte das instituições é a gente que vai atrás das instituições para oferecer o nosso trabalho. A grande dificuldade é que a maior parte das instituições, elas não trabalham de final de semana. Então, é muito difícil eles terem o deslocamento de funcionários no sábado.
7:18
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então essa é a nossa grande dificuldade para achar instituições. E é uma coisa que vocês estão procurando no momento também? Hoje não. Por falta de voluntários? Por causa da quantidade de voluntários.
7:33
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Se tivesse mais voluntários, a gente poderia buscar. Tanto é que a gente tinha três etapas e agora a gente diminuiu para duas. Eu lembro de você comentando disso. Interessante. E aí, sobre essas pessoas que saíram da diretoria da antiga ONG, foram para o Estrelar com você. Quantas pessoas são? Porque a gente precisa entender quem é o dono da ONG. Entende? Quem é o cliente?
8:01
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
É o Lucão hoje, ele é o diretor-geral da ONG. Imaginei que era ele mesmo. E aí, cada instituição, cada etapa, tem um diretor e uma equipe de coordenação, mais os voluntários. Vamos dizer ali que...
8:25
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Deve ter por volta de sete coordenadores, um diretor mais seis coordenadores, vai seis pessoas ali na equipe de coordenação e mais os voluntários. É seis por instituição ou é seis total? Por instituição. Eu estou chutando aqui pelo que eu tenho de conhecimento, tá? O número exato, mas é mais ou menos isso.
8:48
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Sim, ótimo. Perfeito. E aí, cada instituição nessa equipe de coordenação é uma pessoa diferente que monta os jogos, né? Porque eu lembro que você chegou a mostrar pra gente quem era lá que estava com a gente, a Gabi. Isso. Então, que era ela que montava, cada instituição é uma pessoa diferente que monta esses jogos. Isso, exatamente. Quando eu estava na coordenação e estava ali meio que...
9:17
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
assumindo um papel de vice-presidente da ONG, eu tentei fazer uma... tentei montar um...
9:28
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
grupo de atividades, um grupo de pessoas geral para tentar montar atividade para todas as, para todas as instituições. Não necessariamente a mesma atividade, mas, tipo, eu tentei montar pelo menos um banco de dados de todas as atividades que todas as instituições estão fazendo, para que a gente conseguisse reciclar e, ah, fiz essa atividade na etapa 1, funcionou, vamos fazer na etapa 2.
9:51
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
E assim por diante. Eu tentei montar isso, mas não deu certo. Interessante, mas você acha que essa questão de...
10:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
atividades é uma outra questão que vocês têm para resolver, de conseguir fazer isso fluir melhor ou algo do gênero? Eu acho que numa questão gerencial, sim. Eu acho que funcionaria melhor se nós tivéssemos algo mais estruturado.
10:19
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Para, como eu falei, um banco de dados de várias atividades, para a gente se organizar, realizando. A gente realiza as atividades, mas a gente, vamos dizer, eu comecei na época a montar um docs, onde eu colocava todas as atividades, e eu colocava quais foram as falhas, quais foram os sucessos da atividade. E assim a gente conseguia ter um banco de dados para saber o que funciona, o que não funciona, o que tem que mudar, se for repetir ela.
10:47
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
mas, no fim das contas, a gente não conseguiu levar isso para frente, porque eu acabei saindo da coordenação. Mas eu acho que falta ali uma questão gerencial. Isso por quê? Porque eu digo isso, hoje, na etapa que vocês foram, a gente tem a Gabi, que é uma professora de ensino fundamental.
11:10
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, ela tem já esse conhecimento, ela já estuda isso e ela pode trazer a bagagem que ela tem. Mas, algumas, na etapa 1, por exemplo, a gente não tem nenhuma professora de ensino, nenhuma pedagoga de ensino fundamental. Quem a gente tinha era a ex-diretora da etapa, ela era pedagoga, porém, ela teve filho e acabou saindo da ONG.
11:36
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Mas hoje, por exemplo, eles não têm uma pedagoga para auxiliar na realização de atividades, então é algo meio feito por pessoas de boa vontade, mas não preparadas. Acaba que a gente cai na mesma questão de poucos voluntários, né? Sim, também. É isso também, mas já teve vários pedagogos que passaram pela ONG, mas é aquela coisa, tipo...
12:02
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Eu já faço isso a minha semana inteira, eu não quero usar meu tempo livre para fazer de novo. Várias das pessoas, vários dos pedagogos que acabaram passando pela ONG, eles acabaram saindo por conta disso. Tipo, eles preferiam, por exemplo, trabalhar numa ONG de animais, porque não é trabalho para eles. Entendi. Desligar melhor a cabeça.
12:27
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
É, senão ficava entendido como um trabalho, mas um extra de trabalho. Volta a ser mais uma hora aí. Isso é bem interessante. Tá.
12:35
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
E aí eu até aproveitar para perguntar como que funciona nos outros dias, fora os dias de atividade, porque as atividades acontecem só no último sábado do mês, não é? Só no último sábado do mês. No restante dos dias. A gente entende que todo mundo trabalha, tem as responsabilidades da vida, mas existe alguma outra interação entre vocês, algum outro funcionamento disso durante o resto do mês? A principal interação que a gente tinha quando, hoje na etapa 2, 3,
13:04
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
A interação é muito baixa, muito baixa mesmo, por quê? A gente tem dois principais tópicos para tratar sobre o evento. Um, atividades, dois, alimentação. Então, o que que acontecia? A gente formava, a gente dividia os voluntários entre equipes, uma para falar de alimentação, uma para falar de atividades.
13:31
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
E a gente montava as atividades com essa equipe. Então, ao longo do mês, vamos dizer, o coordenador de atividades, ele ficava ali perguntando pro pessoal, e aí, pessoal, quais atividades a gente vai realizar? E aí, marcava, falava sobre as atividades, o pessoal trazia ideias e tudo mais. Mesma coisa na alimentação. Na alimentação também tinha um time que ia decidir qual que era o cardápio.
13:54
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Ia decidir como que ia arrecadar, como que quem ia fazer as compras, quantidades, se ia precisar fazer a arrecadação de valores para conseguir isso. Então, a gente tinha essas duas equipes. Entendi. No caso da etapa 1, eu acredito que essas duas equipes ainda existam. Ainda existe uma equipe de atividades e uma equipe de alimentação, porque lá...
14:19
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
não tem, como eu falei, uma pedagoga, então é o próprio time que monta, e lá não tem alimentação da instituição. No caso da etapa 2 e 3, as atividades, quem está montando é a Gabi, então, eu não sei se vocês repararam, mas eu gosto muito de trabalhar as atividades. Então, quando estava rolando o evento, eu sento com a Gabi, entendo quais são as atividades, e eu fico dando pitaco nas atividades dela, é isso que acaba acontecendo.
14:47
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Eu que dei vários pitacos no sentido de, nessas que a gente fez, nem foi tantos pitacos, mas nas outras, por exemplo, eu que...
15:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Lembra que eu estava perguntando para vocês estilos de música? Eu que estava decidindo os assuntos. Eu que decidi, eu que dei a sugestão, decidi não, né? Eu que dei a sugestão de como funcionaria aquela atividade mímica. A ideia na cabeça, eu mudei um pouquinho a ideia, sugeri uma mudança na ideia dele. Então, eu como gosto muito, sempre faço isso, mas eu faço isso no próprio evento.
15:26
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
porque o pessoal manda na última semana, então não pega para fazer antes, mas no próprio evento eu faço. E até porque é quando ela explica realmente a atividade, aí eu entendo para eu conseguir dar meus pitacos. Não, justíssimo, eu lembro também que isso aconteceu no dia que a gente estava lá, mas eu ia fazer uma pergunta, que eu não sei se eu deixei passar, ou se você realmente não comentou, mas hoje você é coordenador dessas duas etapas? Não. Ou você só é uma das pessoas que mais tem bagagem de tempo de...
15:55
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
É, eu só sou um voluntário mais antigo, mas eu não sou coordenador, não. Tá. Eu sou você.
16:03
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
O quê? Eu só gosto muito. Eu nem pertei bagagem, é só que eu gosto muito mesmo. Já, já, suficiente. Então, realmente, o tempo que vocês mais dedicam à ONG é esse sábado, né? É esse sábado, e aí, de vez em quando, isso na etapa dois, né? Na etapa um, o pessoal ainda tem essas questões, essas mini questões que acontecem para fazer, falar de alimentação e atividades.
16:30
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
E aí também, fora isso, a gente tem algumas, algum processo de comunicação para a gente falar de arrecadação quando chega ali mais perto do final do semestre. Por quê? Porque no final do semestre a gente tem, em geral, a gente faz o evento externo. Então a gente sempre tenta levar no último evento do mês ou no penúltimo, do mês não, do ano.
16:54
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Do semestre. Ou no último evento do semestre, ou no penúltimo evento do semestre, a gente tenta fazer um passeio com as crianças para levar elas para um lugar onde elas não têm oportunidade. Então, a gente já levou as crianças no Hopi Hari esse ano. A gente fez no primeiro evento porque a gente tinha ingressos que sobrou da etapa 1. A etapa 1, quando foi, ganhou o replay. Então, eles acabaram passando os ingressos do replay deles para a gente conseguir usar com as crianças da etapa 2 e 3.
17:24
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
A gente, por exemplo, levou as crianças para a praia. A gente leva as crianças, a gente aluga a chácara e leva as crianças para uma chácara, com piscina, com campo, para elas poderem jogar pó, entrar na piscina. É um dia diferente. Então, esse é um dia que é mais livre, sem atividades, mais para a gente...
17:45
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
brincar mesmo e criar conexão com as crianças. Então, eu poderia dizer que as atividades realizadas ao longo do semestre são mais pedagógicas, são mais que, de alguma forma, ensinam e dão soft skills para essas crianças, podemos dizer assim, e no final do semestre é algo de diversão, é algo para elas aproveitarem quase como uma recompensa. É tipo uma festa, vamos dizer assim. Uma festa. Festa de encerramento do semestre.
18:14
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Sim, perfeito. E aí, muda alguma coisa de funcionamento de semestre para semestre? Às vezes muda as crianças que vêm, ou coisa do tipo? A intenção era que mudasse. O que eu mais posso falar aqui é da etapa 1, porque foi a época que eu era coordenador e que eu ajudava, eu estava muito próximo.
18:39
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Nas outras etapas, em teoria, eu não sei como isso se deu. Hoje, por exemplo, na etapa dois, três, eu acredito que não exista. Mas na etapa um, existiu um cronograma de atividades, um cronograma de temas nas quais as crianças iam, nos quais a gente ia trabalhar ao longo de quatro semanas. Legal, legal. Então, o primeiro semestre, a gente, a intenção era que a gente trabalhasse quem somos nós.
19:08
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Aliás, quem somos nós não, quem sou eu? Então era algo muito voltado para as crianças entenderem quem elas são, no sentido de conhecerem suas emoções, no sentido de aceitarem a sua realidade, aceitarem a sua cor, o seu cabelo, eram atividades muito voltadas para autorretrato.
19:31
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
atividades para trabalhar, características emocionais e tal, o segundo semestre, ele era, ele é no sentido, o tema era quem nós somos, e aí era quem as crianças são em coletivo, aonde elas moram, qual é a cidade, qual é a realidade, qual é a...
20:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
construção social da classe delas, a cor, de novo, né, de um modo geral, então, no segundo semestre o objetivo era quem nós somos. No terceiro semestre, se eu não me engano, era expressão artística.
20:23
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, o objetivo era trabalhar mais a parte de esportes, a parte de artes, dança, trabalhar atividades mais voltadas para isso. E eu estou tentando lembrar do último semestre, que eu não estou lembrando agora. Mas a gente tem o quarto semestre que era, como eu falei, a diretora da etapa 1, que era a pedagoga, é quem montou esse cronograma com o conhecimento dela de pedagogia.
20:51
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Não, fofíssimo. Eu acho que parece realmente ser uma coisa muito interessante. O que eu ia perguntar agora, voltando naquele assunto das instituições, se durante o planejamento a gente vê uma oportunidade de crescimento para estrelar entrando em algum outro tipo de instituição, considerando um cenário onde existam mais voluntários, você acha que seria uma possibilidade entrar para novos tipos de instituições, novos...
21:19
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Meios de comunicação com as crianças? Novos meios de comunicação com as crianças? É, eu não consigo imaginar um exemplo agora, mas alguma ação que fosse realizada em outros lugares, tipo um CEL, tipo centros culturais, coisas desse gênero, que trouxessem novas coisas para estrelar também, novos voluntários, novas doações, você acha que seria uma... algo...
21:49
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
de interesse? Ou vocês realmente querem enfocar no CCA? Não, para mim é interessante, sim. Durante, como eu falei, ao longo desse período, a gente teve, a gente passou por algumas instituições por conta desses desalinhamentos com as instituições que a gente estava trabalhando.
22:10
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Entre essas instituições que a gente passou, a gente buscou diversas possibilidades. E a gente passou um semestre trabalhando em uma casalar. Na verdade, em um conjunto de casalares, que são de crianças que estão afastadas dos pais por questões legais, né? E aí a gente trabalhou com eles durante um semestre.
22:41
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
mas não deu certo por conta, por diversos motivos, mas a gente tem sim intenção de trabalhar com outras instituições, outros modelos de instituição, não teria nenhuma restrição quanto a isso. Perfeito. E quantos voluntários que vocês têm hoje, você sabe dizer? Vamos lá.
23:13
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Eu vou te falar o número que a gente tem na etapa 2, na cidade de Júlia. Aliás, não, porque eu consigo pegar os dois, acho que eu tenho acesso ainda ao drive da ONU. Deixa eu pegar aqui. Estrelar Atividades Apoio CNPJ Estrelar Direção. Vou abrir aqui no outro drive.
24:12
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Que é o que eu tô no meu PC do trabalho. Eu também. É, eu só tenho um. Não sou chique igual a vocês, desculpa. Comunicação, etapa 1. Dá sorte que você é PJ. Voluntários, não, 18 de março. E esses voluntários normalmente eles chegam como? Boca a boca? Um amigo chama o outro?
24:45
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Basicamente boca a boca, porque como vocês podem ver, a nossa divulgação no Instagram está muito ruim. Não, é que a gente vai entrar para melhorar. Inclusive, eu estava revendo...
25:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Instagram e eu vi que... O que? Esse link que eu tenho tá muito desatualizado. Ah, tá. Eles devem ter feito na conta de alguém, direto. Ou na conta do lutão, ou na conta de... Mas se você quiser falar dividido por etapas, não tem problema não, a quantidade. Aí a gente soma e é bom que até um dado a mais.
25:25
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, eu diria... Então, se você quiser perguntar depois, depois fala para a gente. Eu posso perguntar para o Lucão, o Lucão consegue me falar com certeza. Mas, ó, se eu pegar hoje, no grupo de voluntários da Cidade de Júlia, tem 31 pessoas. E eu vou dizer aqui que voluntários reais, eu chutaria...
25:52
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
20, vai. Caramba! Realmente vão nos eventos. Porque muitos daqui eu vejo, eu olho na cara e eu nunca vi na vida. Eu sei que elas nunca foram em nenhum evento, porque eu vou em praticamente todos. Sim. Então, essa é uma questão de problema com os voluntários também, né? Até os que são voluntários ainda não são muito engajados, não são muito presentes. Sim, exatamente.
26:20
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
A nossa maior dificuldade com voluntários é exatamente essa, é a presença. É a única coisa que a gente cobra e é muito difícil. Entendi. E na etapa 1, talvez tenha um pouquinho mais, talvez, vai ter mais ou menos aí.
26:40
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Eu lembro que você tinha comentado com a gente que as inscrições, elas são semestrais, que vocês abrem as vagas, né? Mas isso é por questão de organização, para facilitar o processo? Ou tem alguma outra questão nisso? Desculpa, repete. Tudo bem. Na verdade, eu estou conversando com o Lucão, porque eu estou vendo se ele consegue entrar aqui.
27:08
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Ah, legal. Tá, tá bom. Então, é... Ih, esqueci que eu ia perguntar também. Essas pessoas... Ah, você tinha comentado com a gente no dia que a gente foi visitar a ONG que as inscrições são semestrais de voluntários. Isso é para facilitar a logística ou tem alguma outra questão nesse meio?
27:38
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Agora eu parei. Eu estava respondendo ele que ele me respondeu, eu estava respondendo ele porque eu estou tentando fazer. Vai, agora vai, sério. Tudo bem. As inscrições para voluntários são semestrais. Isso é só para facilitar a logística ou tem alguma outra questão? A questão é criar vínculo com as crianças. Então, a gente tem que os voluntários permaneçam durante um semestre inteiro.
28:03
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Entendi, não chegar do nada e não ir embora do nada também, né? Exato, o nosso objetivo é que crie-se vínculos com as crianças. Então, por exemplo, como você viu, as meninas ali, a Valentina e a Heloísa, se não me engano com a certeza que é a Heloísa, se apegaram muito a mim ali naquele dia.
28:27
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, o objetivo é que a gente continue fazendo as atividades com essas mesmas crianças e criando vínculos, porque assim a gente acredita que a gente possa ter maior influência na formação dessas crianças. Se torna exemplo, né? É, por exemplo e tudo mais. Eu, por exemplo, no final, foi no final do ano? Acho que foi no começo desse ano. Final do ano ou começo desse ano?
28:59
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Eu recebi, recebi não, o Lucão me mandou uma foto de uma mensagem, as crianças estavam escrevendo alguns, acho que era alguma atividade de gratidão, elas estavam escrevendo mensagens e tudo mais, e uma das crianças da etapa 1, que eu já saí faz, fazem um ano e meio, se eu não me engano,
29:24
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
mandou uma mensagem agradecendo por eu ter incentivado ela a continuar na capoeira. Que legal! Então, tipo, um ano e meio depois, e tipo, não é só por isso, né, porque eu acabei indo na festa deles de final de ano, então eu brinquei um pouco, tal, eu ouvi eles, mas mesmo assim, pra mim foi muito gratificante, assim, receber essa mensagem.
29:54
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Muito legal, muito legal. Provavelmente ele lembra disso toda vez que vai pra lá também, né, que vai pra aula de capoeira.
30:00
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Eu acho que acaba isso ficando como um dos principais objetivos mesmo. Porque, assim, só abrindo um ponto pessoal, que eu comentei que eu moro perto de onde é o Sociedade de Júlia. É muito perto da casa da minha avó, é muito perto de lugares que a minha família inteira cresceu. E eu sei como é meio tenso a região e como é muito fácil de crianças se perderem por ali. Porque tem parente também que não...
30:29
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
seguiu por um lado esperado, vamos dizer assim, um lado bom. Então, ver essas crianças tendo acesso a esse tipo de coisa, a esse tipo de cultura, de exemplo, de ver outras pessoas que elas se identificam é muito legal. E eu consigo, eu achei muito fofo de ver isso no dia, acabei esquecendo de comentar com vocês, mas eu achei muito bonito porque tira de um mau caminho, sabe? Mostra, leva mais uma boa possibilidade para essas crianças. Eu achei isso muito, muito legal. Mas é só esse ponto mesmo que eu queria comentar.
30:58
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Não, é exatamente esse o objetivo, e eu acho que é mais do que isso, eu acho que muitas dessas crianças, elas, por mais que algumas, elas podem seguir esse caminho, por exemplo, mas algumas podem simplesmente seguir esse caminho só por...
31:22
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
saber que existe essa possibilidade. Achar que é a única possibilidade. Não, então, a gente leva para eles um conhecimento de algo que eles não sabem o que é. Quando eu estava no sonho acordado, na verdade, no sonho acordado, a gente trabalhava com adolescentes na minha etapa. Então, a gente trabalhava com adolescentes ali de 12 a 18 anos, que é a idade que eu mais gosto de trabalhar.
31:51
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
por conta da profundidade que você consegue atingir. E o tema das atividades de um semestre, na época, era profissões, e eles não sabiam o que era um engenheiro, eles não sabiam o que era um físico, eles não sabiam o que era um designer, uma pessoa que trabalha com marketing e publicidade, eles não sabiam o que era.
32:22
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Não é nem que, ah, não, eles vão seguir o caminho porque eles me viram fazendo. Não, eles nem sabiam que esse caminho existia. Então, para eles era muito difícil, porque é isso, é o filho do mecânico, é o filho da manicure, é o filho da diarista.
32:44
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, eles têm desconhecimento de diversas profissões. Eles conhecem as profissões básicas ali, o ator que eles veem na TV, o influencer que eles veem na internet. O professor. O professor. E os diversos subempregos que a gente tem no Brasil hoje, infelizmente, que é, como eu falei, o mecânico, a cabeleireira, a manicure. Mas eles não veem profissões. E o crime, claro, com certeza.
33:13
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
mas eles não vêm profissões mesmo né eu não falo que eu não dá muitos não consideram nenhuma profissão né mas assim mas a realidade dele é para eles é uma profissão quase não é um caminho é um dos caminhos aí que que seu pai faz meu pai tá preso e aí é isso que a gente tá falando é
33:39
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Acho que você não tava lá quando eu falei, porque eu falei pra ele na saída, mas aquelas pessoas na esquina da ONG, elas são aviãozinho. Você talvez saiba que você mora lá, mas minha irmã não sabia. Esqueci o nome do amigo de vocês. O João também não sabia.
34:03
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Minha namorada não sabia. E é isso. Eles estão ali convivendo com eles no dia a dia. Então, a gente está tentando mostrar outra realidade. É. A realidade que eles mais têm em contato sempre é essa. E se não tiver esse outro lado que é trazido por vocês, vira...
34:21
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Só essa possibilidade, que é isso que vocês estavam falando. E ainda nessa questão dos voluntários, existe algum perfil ideal, alguma coisa que seja necessária, estritamente necessária para ser voluntário ou ter vontade? Força de vontade. Vontade e gostar de criança.
34:45
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Alguma vez que vocês tentaram alguma estratégia, alguma dinâmica, sei lá, qualquer coisa para tentar melhorar a participação desse pessoal que só fala que vai e não vai?
35:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
a gente tenta é basicamente, hoje é realmente se humilhar, pra ser sincero. Eu, eu e o Igor, o Igor vocês não conheceram, ele tá viajando o mundo agora, porque ele conseguiu atingir o objetivo de vida dele. Maneiro. A gente sempre, a gente sempre, o Igor talvez você tenha conhecido. Acho que sim.
35:31
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
A gente sempre teve na nossa cabeça que a forma de você trazer a presença dos voluntários em si é criando vínculo entre os voluntários, é criando amizade entre os voluntários, é criando um ambiente agradável para os voluntários, fora da ONG. Isso é o que eu e o Igor acreditamos. Então...
36:02
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Hoje em dia é muito difícil, mas antigamente, até que eu não era coordenador, eu sempre insisti muito em ir no bar depois da ONG. Todos os eventos. E antigamente isso funcionava muito bem, na época do sonho acordado. Porque na nossa cabeça, a minha e do Igor, a gente acredita que quando as pessoas criam um vínculo, elas criam...
36:34
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
motivo pra ir pra ONG, além de só ajudar as crianças. Vai pra ONG porque, ah, porque eu vou ver aquelas pessoas que eu só vejo nesse sábado. Ou você vai pra ONG porque, ah, porque a fulana me deu um toque aqui, me falou, ah, você não vai pra ONG? Pô, por quê? Vamos aí, é nóis. Então, o vínculo e a amizade que se cria entre as pessoas, pra mim, é o que fortalece a presença dos voluntários.
37:02
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
E na época do Igor era muito mais forte que na minha ainda. Na minha eu criei muito vínculo com várias pessoas, com várias pessoas que eu tenho amizade até hoje. Na época do Igor, as pessoas, mano, as pessoas viajavam juntos, são pessoas que se veem até hoje depois de 10 anos. Que da hora. Muito amigas até hoje. Que da hora. Muito bom. Tipo, pra mim é isso que funciona para a presença das pessoas.
37:31
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Tipo, a gente teve muito esse problema quando eu trabalhei no grandes festas da ONG, que era uma atividade muito chata, assim. A gente só tinha evento no final do ano e no final do semestre. E, mano, era uma puta organização, uma festa para 3 mil pessoas. Era gigantesco, tipo, dava um trabalho pra caralho. E aí a gente tinha que fazer reunião todo mês, na verdade a gente fazia reunião quase toda semana.
37:57
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
E era muito difícil a gente ter as pessoas indo nas reuniões, participando e fazendo as atividades. Isso no sonhar, né? Isso na época do sonhar. E eu sempre, o que acontece, vamos dizer assim, eu sempre falei, até para a equipe do Grandes Festas, eu tinha muita amizade com a Malu.
38:15
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
E aí acontecia que eu tinha muita amizade com a Malu, tinha muita amizade com os outros rapazes lá. O que que acontecia? A pessoa mandava no grupo, ah, meu, preciso descarregar todos os equipamentos de cozinha aqui que estão na ONG e a gente precisa levar para o armazém. E, mano, em teoria, é a equipe de alimentação que tem que fazer. Mas eu sou amigo da Malu. A Malu tá me pedindo ajuda, eu vou falar, vou aí tirar uma mão.
38:43
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
É isso que acontece, você acaba, pela amizade, você acaba se forçando a fazer coisas que você nem quer, mas você faz por causa da amizade. É, no final, os vínculos que levam, vínculo com as crianças, vínculo com quem também é companhia de voluntário, é isso que leva o pessoal realmente aí, interessante. Eu acho que isso, de forma geral, é óbvio que tem várias pessoas que criam um vínculo com as crianças enorme e as pessoas não querem faltar.
39:10
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Eu tenho voluntários na etapa dois, não, mas na etapa um, eu tenho uma voluntária que, mano, é amiga íntima das crianças quase, que ela conhece os pais, de vez em quando leva eles no shopping e tal, muito amiga das crianças. Então, ela tem um vínculo com as crianças que ela independe de ter amizade com pessoas da ONG. Ela vai no evento porque ela quer ver as crianças.
39:36
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Mas quando a gente fala de massa, acredito que é o vínculo entre os voluntários. Certo. Ô, Bu, rapidinho, você não falou quantos tem na etapa 1, né? Não, não falei, mas eu consigo pegar esse número e colocar um depois. Tá bom. E sobre doações, como que está essa parte? De onde...
40:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
que vem esse dinheiro, o que elas ajudam a custear, como que é isso? Como eu falei, mesma coisa que eu falei quanto as atividades e tal, na etapa dois, a maior, a gente não tem gasto mensal, basicamente, porque quem fornece a comida é a instituição, então a gente não gasta nada com alimentação.
40:30
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Na etapa 1 tem gasto com alimentação todo mês, então basicamente aquele valor que a gente arrecada, os 25 reais que a gente arrecada dos voluntários, é usado para alimentação e aí sobra um pouquinho que a gente tenta acumular ao longo do ano, ao longo do semestre, ao longo do ano, que no final do semestre, final do ano, vai ser utilizado para quê? Pagar principalmente transporte e ingresso do, ingresso ou locação do Event Star.
41:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Quando chega ali próximo do final do semestre, os coordenadores, eles tentam verificar qual que é, precisamos de tanto, precisamos arrecadar tanto. E aí a gente vai no boca a boca dos voluntários pedindo dinheiro, pedindo arrecadação para amigos e entes próximos conseguir valores.
41:26
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, aí é a movimentação de voluntários mesmo. Por exemplo, hoje em dia, antigamente, vou voltar para a época do sonhar, na época do sonhar, com grandes festas, eu tinha que arrecadar em torno de mais ou menos 1.800 presentes para crianças. Presentes específicos, não é um presente qualquer.
41:56
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, a gente pegava toda a equipe, toda a ONG, e a gente falava, ah, quem vai querer cartinha das crianças? A gente distribuía. E aí a gente começava a distribuir, a encher o Instagram de postagem. Ah, quero cartinha, quero cartinha, quero cartinha. Legal. A gente se organizava para arrumar esses presentes. Hoje em dia está bem menor, né? A gente arrecada em torno de...
42:22
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
200 presentes no máximo, 100 presentes. E aí, tá bem fácil, porque a gente já distribui praticamente só entre os voluntários ali, o próprio voluntário que fica com a criança acaba pegando essa cartinha, e aí sobram algumas que a gente fala com amigos e pessoas que a gente sabe que ajudam, por exemplo, eu tenho alguns amigos, por exemplo, amigos da FOC, todos eles sempre ajudam quando eu preciso. Eu tenho amigos da...
42:50
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
É, meu pai e minha mãe, meu pai e minha mãe, na verdade, eu nem peço, na verdade, eu espero eu precisar de uma emergência, que daí eu falo, ó, vou precisar desse presente aqui para amanhã, preciso que você me dê o dinheiro para comprar. Então, aí eu pego com eles. Então, tipo, esses presentes que ficam faltando, dá para distribuir entre amigos. Mas, então, vocês não têm nenhum canal de doação grande hoje? Hoje não.
43:19
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Hoje não. E quando eu fui ver lá no Instagram, na bio, tá o formulário de voluntário. E não tem nenhuma forma de comunicação mostrando como que podem doar pra vocês. Isso é por algum motivo específico? Tipo, não queremos... Meu irmão. Temos alguma seletividade nessa forma de doação ou só não colocar? Não tem um motivo específico. O que que acontece?
43:47
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Outra coisa que eu tentei estruturar quando a gente estava, quando eu estava na coordenação, foi formas de fazer arrecadações. Quando eu comecei a tentar fazer essa movimentação, eu ia, vamos dizer, no semestre que eu tentei, eu estava pensando em fazer uma rifa geral para todas as etapas, porque essas arrecadações estavam sendo
44:16
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
por instituição individual. Então, cada instituição só fazia para si mesmo. E aí eu queria fazer algo geral para atingir mais pessoas, para tentar arrecadar mais dinheiro, até para melhorar os prêmios e tal, tudo mais, de uma rifa. Só que a gente esbarrou que hoje a ONG não tem o CNPJ formado. Como a ONG não tem o CNPJ formado,
44:41
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
A gente não tem uma conta bancária, então a conta bancária é a conta de um voluntário, de um dos coordenadores. Esse é o grande problema. Entendi. E por que vocês não fazem o CNPJ? A gente começou esse processo...
45:00
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
É um processo bastante burocrático, que tem um custo, vamos dizer, um custo por volta de uns 2 mil reais, para fazer no mínimo. Só que o grande problema não é nem o custo inicial, o problema é que a partir do momento que você tem CNPJ, você precisa contratar um contador. E o contador vai custar ali por volta de 400 reais por mês. E aí a gente falou, não tem sentido eu abrir um CNPJ, sendo que isso só vai aumentar um custo.
45:30
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
pra mim, sem me dar nenhum valor. Sim. Eu prefiro não pagar esses R$400 pro contador e tentar juntar esses R$400 de alguma outra forma pros eventos, porque só esses R$400 já é o suficiente pra eu fazer o evento externo, provavelmente. Só esses R$400 por mês. Só esses R$400 por mês já dá ali, já dá R$4.800, que é o que eu preciso pra um evento externo. Sim. Faz sentido.
46:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
ia ser, não ia compensar, ia desbalancear as coisas, né? E aí vocês têm medo e têm receio de divulgar esse canal de doação e as pessoas não confiarem por não ser um... Acredito que esse seja o motivo por parte da diretoria. Ah, é uma decisão da diretoria, nem chega na... Tá, interessante. E... Mas eu acho que hoje eu falar, eu acho que o pessoal aceita, tá?
46:32
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Tá. É, porque aí é uma... Estava esperando chegar o... Estava esperando chegar o CNPJ. Não vamos fazer, decidimos não fazer o CNPJ. Então, hoje, se a gente criar, vamos dizer, vamos criar um e-mail bonitinho e vamos colocar ele como pix, é, estrelar, arroba, e vai mandar para a conta de um voluntário, eu acho que hoje aceitariam.
46:58
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Não, eu acho que é uma opção interessante também, um e-mail. Eu acho que pode ser inteligente. Porque pelo que a gente conversou lá no grupo também, essas são as duas questões, né? Dinheiro e voluntário, principalmente. Sim. E aí agora em questão de comunicação. A gente já comentou sobre como as redes sociais estão desatualizadas.
47:19
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Mas isso é mais porque não existe alguém dedicado a isso? Porque não existe tempo? Vocês não entram em acordo? O que é? Não existe ninguém dedicado a isso hoje. A gente até tinha pessoas que minimamente se dedicavam a isso, mas elas são minhas amigas, mas eu digo que eram bem braço curto.
47:52
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Não pode falar essas coisas. É, meu irmão, você aperta, não pode falar coisas baixas. É que é capacitista. Ah, desculpa, o braço curto está. Ah, tá, entendi. Uma das pessoas que tentou fazer isso foi minha irmã que largou também. Nossa, que feio. É. Não foi a minha fada da minha vida, gente. Desculpa.
48:19
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Tudo bem, agora a gente vai recuperar. Estou fazendo meu trabalho de novo. Estou aqui, estou me esforçando. A gente vai recuperar. E agora a gente vai fazer o trabalho completo, porque tem o João, tem você. Eu não sou ninguém. Então, o que existe de comunicação é o Instagram. É o Instagram. Facebook, não tem site, não tem...
48:48
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Um detalhe aí, que eu fiz a crítica às pessoas que cuidavam de comunicação da ONG, mas mais ou menos que as pessoas que cuidavam de comunicação da ONG caem na mesma questão das pessoas, dos voluntários pedagogos que não quiseram continuar. Todas eram pessoas da área de marketing e comunicação que estavam fazendo marketing e comunicação da ONG. Então, era um som...
49:17
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Uma hora extra não remunerada. Sim, tá, entendi. Interessante. Em defesa delas, apesar das críticas, tem essa questão. Tem uma defesa ainda, tá. E teve alguma vez que vocês usaram alguma ação de comunicação, seja para voluntários, seja para doação, que deu certo, assim, que você pode...
49:42
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
comentar como foi? Foi que tenha sido mensurado? Não. Não sei te dizer. Até porque eu não cuidava dessa parte, então eu não posso dizer. Talvez a DIB na época...
50:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
tivesse uma coisa ou outra que ela sabia que dava mais certo. Sim. Mas mesmo sem números. Tem alguma coisa que você lembre? Não precisa ser de dinheiro, não precisa ser de voluntário, pode ser? Não? Não, não lembro. Não lembro. Eu acho que a minha irmã ainda tem acesso ao Instagram. Então vocês podem até... Eu consigo a senha de novo, sem problema. Vocês podem até olhar lá.
50:30
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
ver os stories antigos, ver os números. E aí, se vocês quiserem, pode ficar à vontade. Tá, tá bom. Deixa eu ver o que mais que eu posso perguntar aqui das perguntinhas do João. Tem mais alguma coisa, Carolis? Acho que não, amiga. Acho que o que a gente tem, a gente consegue fazer esse briefing aí. Sim, é bem que foi tudo sendo respondido junto também, então as perguntas estavam mais pra baixo, elas já foram...
51:12
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Sim, acho que a gente vai precisar pegar a gravação e montar o briefing de novo. Uma última pergunta. Própria, você acha que as pessoas entendem de fato o que a ONG faz? Não. E aí a gente desliga para ficar bem impactante a gravação. Eu acho que poucos voluntários entendem realmente o impacto do trabalho da ONG. Eu acho que poucos coordenadores.
51:49
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Eu acho que muitos entendem como o trabalho da ONG como só levar um dia legal para as crianças. Só que o objetivo da ONG é muito maior do que esse. Então, tipo, acho que não. Acho que falta um pouco de compreensão sobre o trabalho real da ONG. Acho que eles...
52:15
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Acho que nem todas as pessoas foram impactadas realmente, da forma que eu falei, eu vi crianças descobrindo profissões, eu vivenciei um adolescente fazendo uma, esqueci como é que fala, mas declarando, não é declaração.
52:46
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Especi a palavra agora, mas contando a sua história quando ele foi, ele sofreu um relacionamento abusivo com um traficante. Ele estava em um relacionamento com um traficante e ele trouxe esse relato, ele relatou o que aconteceu com ele enquanto companheiro de um traficante, no sentido de apanhar, no sentido de ter arma apontada para ele e tudo mais. Então, tipo,
53:20
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Quando você presencia esse impacto que você causa nas crianças, isso te move muito mais do que só ir lá para brincar. Acho que eu presenciei crianças aceitando cabelo crespo. Eu presenciei crianças que não falavam que a cor delas era negra.
53:52
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Eu presenciei uma transição, uma transição sexual. De gênero. De gênero. Não, porque ela não fez cirurgia, então é só de gênero. Mas ainda sim. Se eu tivesse feito cirurgia, podia ser uma transição sexual. Não, porque o sexo não tem nada a ver com o gênero. Carol, para de lacrar, Carol. Sexo não tem nada a ver com o gênero. Carol, olha isso. Tá tudo bem.
54:27
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, são várias coisas que eu presenciei ao longo dessa, ao longo de toda essa caminhada como voluntário, e que me faz saber qual é o real objetivo da ONG, mas eu acho que nem todo mundo tem essa profundidade. Legal, escutar isso e, enfim, a gente conseguiu presenciar só uma parte, mas eu imagino realmente que haja muito, muito mais além disso, principalmente pensando na evolução.
55:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
das crianças, na criação delas, como uma pessoa, tanto que isso faz parte, uma parte importante, uma parte que muda a trajetória delas.
55:09
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, também, muito obrigada, Frota, de verdade, por deixar a gente entrar nesse rolê aí, criar alguma coisa legal para a gente ir produzindo juntos. Dá esse tempo para nós também. Exatamente, é, pô, 10 horas da noite, quarta-feira, quarta-feira, eu já nem lembro o dia. Mas, enfim, a gente também vai organizar isso daí tudo bonitinho para poder retribuir para vocês uma...
55:32
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
A forma mais organizada, mais fazível possível. Porque, pessoalmente, também, a Carol não tem muito o que falar, né? Porque é sua irmã já, né? Então, ela já há muitos anos vê isso. Mas a gente que chegou agora também achou muito bonito ver o brilho no olho das crianças e no olhar de vocês também, vendo o quanto que elas podem evoluir, o quanto que elas aprendem lá. Então, é isso, cara. Eu acho que eu não tenho mais nenhuma pergunta. Carol, e se você tiver alguma? Não, acho que não.
56:00
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Se eu tiver também, eu vou na casa dele perguntando. Tem isso também. Mas então é isso, cara. Muitíssimo obrigada, de verdade. A gente vai fazer, tipo, um diagnóstico até sexta-feira. Aí eu acredito que a gente compartilha com você também. Mas o planejamento, o planejamento mesmo, a gente vai ir trabalhando pelos próximos meses e acredito que haja mais perguntas, né, que a gente vai mandando pra você. E a gente vai desenrolando junto. Porque o nosso professor achou que era tudo um esquema.
56:28
S…
Speaker 3 (reunião diagnóstico )
A ONG jogando todo um esquema. Aí a gente tá fazendo esse trabalho pra ele pra explicar que não é. Um esquema por quê? Não, é porque, tipo, na cabeça dele, eu não concordo com isso, mas na cabeça dele não faz sentido você ser voluntário e ainda assim ter que contribuir financeiramente. Isso pra mim é uma pessoa que nunca participou de uma ONG, porque a maioria das ONGs, os próprios voluntários...
56:55
S…
Speaker 3 (reunião diagnóstico )
contribuem com o dinheiro, porque sabem que boa parte do dinheiro que vem da ONG vem de doações, então, ou ele falar isso pra mim não fez sentido. Mas ele fala isso, porque por conta de algumas especificações, tipo... É, mas a gente não saber quem era a mente por trás, sabe? É, tipo, quem que é o dono, que nem a do sonho era acordado, era a tal do patrocinador lá oficial, era o tal do lugar lá.
57:25
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Então, ele estava com essas dúvidas, não que ele achava que era um esquema, mas ele falou isso. Eles, na verdade, estavam falando que a gente, como grupo, estava mais perdido de não ter buscado essas informações antes, sabe? As informações que a gente está buscando agora não ter pegou elas antes. Mas é isso, agora ele vai entender melhor o rolê também. É isso, é como eu falei, a nossa ONG é bem desorganizada.
57:54
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Mas ela funciona. Eu gostaria de fazer algo bem maior, bem mais organizado, com muito mais foco no objetivo final. Mas até lá, a gente vai trabalhando aí. Exatamente. E aí a gente vai entender também o quanto que esse trabalho que a gente vai fazer vai poder contribuir para essa parte organizacional de vocês.
58:17
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
Porque a gente vê como está atrelado também, então precisa de uma roda funcionar para as outras poderem gerar também. Não é isso? Show de bola. Bom, sem problema, vocês podem contar comigo quando vocês quiserem, eu estou à disposição. Como eu falei, eu amo muito esse trabalho, então tudo que eu posso ajudar a ONG, eu estou à disposição para fazer, mesmo que seja...
58:45
S…
Speaker 2 (reunião diagnóstico )
por meio de ajudar vocês no trabalho de vocês. E não, vocês são só, não são crianças nem adolescentes, mas são só jovens tentando se formar, então, do mesmo jeito que as crianças da ONG, eu estou aqui para ajudar vocês. Obrigadão, de verdade. E porque você é meu irmão, não tem muita opção, tem que ajudar.
59:23
S…
Speaker 1 (reunião diagnóstico )
Muito obrigada, Frota, obrigada, Carolis.
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