currículo 1
May 02, 2026 12:07
· 1:45:23
· Portuguese
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0:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
É um pensamento que faz com que você não consiga pensar em outra coisa. Tanto que eu sou uma das... ainda é um movimento muito pequeno, mas eu faço parte que defendem que se proíba a educação básica militar. Quem quiser ser militar, entrar na academia de polícia, no curso superior, mas a educação básica todinha tem que ser seguida. Depois você decide, porque criança não é saudável.
0:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, me dá dor de cabeça, assim, quando eu olho criança fazendo sentido, marchando, criança, adolescente, não é saudável. Isso ensina o quê? Obediência e submissão, mais nada. E tudo que tu deseja é chegar naquele patamar para submeter outros e ter, finalmente, parar de obedecer e ser obedecido. Só isso. Quer dizer, não tem sentido ter escola militar na educação básica.
1:02
S…
Speaker 1 (currículo 1)
ele tenta academias militares. Porque aí você terminou a educação básica e decide, não, eu quero seguir a carreira militar. Ou quem vai de soldado, mas é aos 18 anos, é quando você já deveria ter terminado a educação básica. Então, a função socializadora da escola, ela cria uma estrutura de pensamento. Ela cria um modelo de relação social. Outra síntese.
1:33
S…
Speaker 1 (currículo 1)
O currículo como elemento criador das práticas pedagógicas. Isso também está inserido no currículo. E as disciplinas também estão inseridas aí. Porque a prática pedagógica se desenvolve em função do ensino e aprendizagem de algum conteúdo. De uma matéria, de um conteúdo, não é? Então, o currículo é capaz de criar práticas pedagógicas? Sim.
2:12
S…
Speaker 1 (currículo 1)
influenciar, redefinir, a partir do momento que ele seja currículo, que ele não seja só o conjunto de disciplina. Quando eu critico o currículo de pedagogia, eu digo, ele não é um currículo, ele é uma lista de disciplinas que a comissão escreveu da melhor maneira que ela achou para ela. Só que um currículo é para toda a sociedade, não é nem só para essa instituição.
2:42
S…
Speaker 1 (currículo 1)
para toda a sociedade. Então, se mudou no papel, mas não se mudou as práticas, o currículo não mudou. Ele apenas mudou de mais coisa ou menos coisa, mas não mudou nada. Porque se fosse para mudar o currículo, nós íamos romper com elementos que são hoje, como é que eu digo, elementos que dificultam a melhoria do processo pedagógico.
3:14
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eu cito sempre uma. O excesso de disciplinas é um. E o segundo é sobreposição de conteúdo. Você cria duas disciplinas com o mesmo conteúdo. Não sei se você já tiveram essa experiência. Os meus orientantes traziam disciplinas que tinham o mesmo texto. Aí eu digo, já aguardo que você faz o mesmo trabalho, que entrega para tudo.
3:41
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Como o professor não fala, ninguém vai saber que não entregou o mesmo trabalho. E não perde tempo, irmã, estudar o que parece. A professora, você falou que o público é criar práticas pedagógicas e a gente só altera a disciplina. Então, não é o mesmo público porque as práticas pedagógicas são a mesma. A gente consegue alterar o público, alterando as práticas pedagógicas, sem alterar, essencialmente, essa... Também.
4:13
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, se, por exemplo, uma mudança de prática, de uma outra gestão, uma mudança de corpo docente, poderia alterar o curso? Só precisa. Nós já mudamos, porque eu não sou só bolsista, mas eu também preciso dizer para vocês que o curso que está gravando foi toda a fina semana. Isso é importante. Sempre teve divisão de dois departamentos, sempre teve muda pelo poder, mas nós tínhamos um pensado sobre o curso.
4:45
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, eu, quando eu trabalhei, cuidava comigo e ficava carinho. Então, só não tinha overdose de mim, porque era num velhinho, só tava com o outro, pegava o outro. E eu nem achava bom. Tanto que eu passei...
5:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
período para a noite, eu dava currículo à tarde e didática à noite. Então, nós nos juntávamos, os professores dos semestres, durante isso foi um semestre foroso, várias vezes. Nos reunimos, combinávamos com a turma e, por exemplo, Lília Saldanha dava didática 2. Então, reuni os alunos de currículo, que eram de didática 2, com o de didática 1.
5:31
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Nós passávamos termáticos, os alunos preparavam seminários e a gente juntava todo mundo no auditório, no dia da minha aula e no dia da aula dela. Conversava com os professores e fazia. Nunca teve uma experiência para casar. Toda vida os alunos saíram e esse seminário valia para as três disciplinas. Então, em vez de você estar estudando um pedaço para cada um, você fazia um aprofundamento.
6:00
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Porque a gente ia do currículo às práticas pedagógicas. Como o currículo chega na sala de aula? Então, passava pela fundamentação didática, pelas teorias do currículo e das práticas pedagógicas. Como eu planejo com base em um currículo integrado para uma aula com base em Paulo Flick? A gente fazia esse tipo de coisa.
6:25
S…
Speaker 3 (currículo 1)
Nunca foi ruim. Os alunos toda a vida acabam excelentes. Professora, eu estudei mais profundamente, menos, e o trabalho está muito melhor. Porque você usava o tempo de três disciplinas para aprofundar a consequência.
6:44
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Entendeu? E não foi uma nem duas. Já fizemos um pesquisa. Uma vez eu fiz com os alunos de biologia e Maris dava alfabetização. Eu dava didática para biologia. E aí começou essa coisa, não porque os alunos não comem de ciência, e aí não. É simples assim. Bora começar com gênero, como a ciência nunca foi para mulher. Vocês sabiam que o CCAT, quando foi construído, não tinha bairro feminino?
7:11
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Não tinha porque não ia ter mulher lá. Mulher não estuda física, matemática, química. Quando eu fui no CCH fazer chefe, aí foi que eles resolveram fazer um banheiro para a mulher. Não estou mentindo, gente, isso é história real. Eu já fui coordenadora de curso, chefe de departamento, já fui do conselho, do consumo. Todos isso aí eu passei, eu acompanhei essas coisas. O CCH não tinha banheiro para mim.
7:43
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Porque eram pouquíssimas professoras. Então, eles vieram no CCH. Bem assim. Aí eu digo, então, bora começar. Então, também, mulheres não seriam biólogas. Meninas não são incentivadas na escola a estudar ciência. E aí a gente foi fazendo isso. E segundo, as pessoas leem mal. Se compreendem mal, como é que elas vão entender um texto científico? Vocês trabalham com texto? Pois é, mas é importante.
8:14
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Não, bora conhecer um pouco o processo de alfabetização. Fizemos um seminário também. Como eu dou uma aula de biologia com bastante pessoal? Isso é possível? E não é para que está sendo de um. Por exemplo, é para quinto ano. Ah, quinto ano. Vai estudar e bora trazer uma aula aqui. Foi um sucesso. Eles trouxeram um monte de coisas, pipeta.
8:42
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Esse microscópio, não sei o que, ele deixava tudo em cima da mesa. A partir daí, pode ir pegando. À medida que os alunos vão pegar, nós somos para essa escola bem ali, que é bem aqui, depois do Matheus também. As crianças ficariam na casa. E aí, podia mexer, perguntar para que serviu. Pronto, você não está usando o material Montessoriado, mas você está usando a teoria Montessoriado.
9:12
S…
Speaker 1 (currículo 1)
E aí juntar uma alfabetização. Professora saiu com outra ideia de biologia. Pois é. Se você fala de uma mulher sim bióloga, que teve uma importância muito grande na história, você está incentivando as mulheres a postarem no centro. Mas ninguém fala que isso é importante.
9:36
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Se você trouxer uma bióloga preta que teve uma grande influência na ciência, você está incentivando meninas pretas a serem cientistas e biólogas. Então, conquistem os alunos do que vocês sabem. Esse é o mote. Eu falo do magistério.
10:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Ah, porque ele professou, está morto de fome, não sei o que. É muito o contrário. Eu venho diante de políticas sociais, eu venho diante de políticas de cotas e a universidade foi determinante. Então, eu quero que mais meninas pretas estejam aqui, porque eu sei da importância desse tipo. Eu não herdei nada, nem dívida, mas também não herdei nada.
10:32
S…
Speaker 2 (currículo 1)
O povo que eu tenho, eu olho muito desse de quanto. Digo mais, a Xarel, qualquer um pode ser, porque é um técnico de uso para de outro. Eles metem na cabeça deles que eles vão ser pesquisadores. Meu amor, o pesquisador é doutor, não confunda aplicador de questionário com pesquisador. São duas coisas diferentes. O da biologia, o pessoal vai fazer, eu vou ficar doido, todos os alunos. Agora, professor, ele pode pesquisar o que ele quiser.
11:05
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Tu é professor no curso de medicina, tu quer pesquisar a terceira bestauna do holístico? Pesquisa! E dá para alguém, mostra para os alunos o resultado da pesquisa. Agora o bacharel, ele vai fazer o que estou tomando. Então, tira essa besteira da cabeça, porque bacharel qualquer um pode ser. Agora, professor, poucos nomes. É só quem pensa além, é quem vai ser professor.
11:34
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Porque não adianta eu publicar 400 livros com o Estado de pessoas analfabetas. Eu estou escrevendo para quem? Para o meu colega, para disputar com ele quem escreve mais. Não, eu quero escrever para a população. E para isso eu preciso. Então, se você muda as práticas... Eu já fui com aluno de didática para a escola. Hoje a gente não pode mais, mas já fiz isso.
12:10
S…
Speaker 2 (currículo 1)
As alunas tragam logo a escola toda, fizeram uma revolução lá dentro, estudando de casa. Então, como a gente pode ler essa tua linha? Era a nossa Bíblia, era o livro Baixão de Conhecer o Mundo, que eu recomendo para todo mundo que quer trabalhar na educação infantil e alfabetização, precisa ler sim. Ele é um livro dos anos 80, mas é um clássico. Tem 300 lá na biblioteca.
12:36
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Comprado no rosto. Ele é um clássico, ele é da Madalena Freire, que é a filha do Paulo Freire. Ela faz quase um diário do desenvolvimento de uma experiência. E aí nós trabalhamos com isso e também foi muito bom. Todas as vezes que nós tentamos renovar o sucesso do projeto. Mas você precisa querer.
12:57
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Teve um semestre que eu convidei com a professora, tudo certo, eu organizei meu planejamento para fazer o seminário. Quando chega uns três, uma semana antes do seminário, ela manda as alunas dela e dizer para mim que não ia fazer, porque ela estava no hospital. E aí não fizeram. Os meus fizeram, porque estava tudo planejado.
13:25
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Não, pra cá não. Tem que entrar pra lá, porque senão eu fico de costas pra ti. Puxa uma caminhada ali. Ou ali, ou ali. Eu fico de costas. Eu já tô preocupada com mais de costas pra ela. Porque a gente precisa ter um canto de forma que você tenha uma visão da sala. Isso é dito até quando eu for quarto. Um dia eu vou dar aula no quadro pra falar pra vocês. Mesmo usando o quadro, nós precisamos ter uma posição que a gente não perca a visão da turma.
14:00
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Mas, ando pra diante. Então, você pode, com as disciplinas que tem, você construir novas práticas. Currículo. Currículo tem uma relação direta com a didática. Se nós juntarmos didática 1, didática 2 e currículo, e organizarmos um projeto, e nós podemos desenvolver cada um no seu horário, e marcar o dia 2. Os alunos aprenderiam mais, estudariam mais, fariam essa relação, e nós estávamos desenvolvendo uma prática pedagógica sem mistério.
14:38
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, tanto você pode mudar de disciplina, se não mudar de tráfego, como ele pode mudar de tráfego, se não mudar de tráfego. O ideal é todos os dois, abrindo espaços para ele. Quando eu fui coordenador da Peração do Gelo Parcó, eu criei um elemento que eu acho que está pré-tirado, chamava Seminários Interdisciplinares.
15:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
O currículo é composto por núcleos. Ao final de cada núcleo, tinha um seminário interdisciplinar, uma temática que os alunos deveriam utilizar os conhecimentos que eles tiveram daquela disciplina.
15:17
S…
Speaker 1 (currículo 1)
e fazer um trabalho e apresentar. Então fazia tipo uma semana pedagógica para convidar os professores da rede, secretários de educação, todo mundo, e fazer aquele evento científico. Teve cidade que assim movimentou a cidade, porque ia daqui com a ordenação, ia todo mundo, e convidava os professores da rede, e sempre lotava. Então isso são elementos conectores.
15:46
S…
Speaker 1 (currículo 1)
importantes, que mudam, transformam as táticas. Isso você depende de uma coisa, de querer e sentar na turma melhor. Então, o currículo, ele cria táticas pedagógicas. Outro, o currículo como uma relação entre o conteúdo da profissionalização dos documentos.
16:16
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tem uma discussão que precisa fazer sobre o que é profissão, profissionalização e profissionalidade. Diferentes elementos. Profissionalização, a ação de profissionalidade. Profissionalidade, o controle sobre os arquivos da profissão. O Conselho de Medicina, ele tem ou ele pôs para as universidades uma prova de habilitação com a profissão.
16:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
O AB fez a mesma coisa. E vai ter os dos docentes. Ou seja, você tira da universidade o poder de formar. O que te abriga é uma prova. E uma prova não prova nada. Nem quando o cara, ah, porque tem dentro de tudo. Gente, se fosse por isso, não tinha dificuldade comigo. Todo mundo era perfeito. Porque não passou na prova.
17:22
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Quer dizer, você quer reduzir quatro anos de informação a uma prova. E aí o que acontece? Nós vamos começar a transformar o curso do curso de profissionalização, de formação, para o curso preparatório para o teste. Dizer, não, eu já quero que bote logo enquanto eu estou aqui incluindo, porque eu me aposento e vou abrir um cursinho, porque vai dar uma grana.
17:58
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Você só pode ser professor se tiver passado de prova. Já tem um cursinho para essa prova de medicina. Tem para dar o AP. Então, não tem para que parar e discutir o curso e ver onde estão os problemas e ir lá e resolver. Refrutamento de componentes. Pedagógicos, políticos, administrativos, recursos didáticos, controle, inovação, etc. Olha o que ele está dizendo aqui.
18:36
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Essa palavra, nem é uma palavra que exatamente está na boa maneira, mas é a tradução do espanhol. Porque não é só cruzar. Quando ele fala entrecruzar, é no sentido de construir uma lista. Só esses elementos se encontrando. É no sentido de estabelecer relações entre eles. Então, componentes pedagógicos. Todos os componentes...
19:09
S…
Speaker 1 (currículo 1)
que envolve o processo de ensino-aprendizagem, a comunicação, a metodologia, os procedimentos metodológicos, os objetivos, todos esses elementos. E agora, sobre a volta da BMCC, competências, habilidades. Então, todos esses componentes, com componentes políticos. Graças a Deus que está passando, eu estou muito preocupada.
19:42
S…
Speaker 2 (currículo 1)
para a gente voltar a respeito a como é que se diz agora a palavra. Mas a minha nascima de que? Não se fala de política em sala de aula.
20:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Não pode falar de partido, não pode falar de candidato. A gente não pode porque se essas pessoas que são candidatas, que forem eleitas, elas vão definir o que eu ensino, quando eu ensino, para quem eu ensino, quanto eu vou ganhar, qual é o material que eu vou ter para trabalhar, como vai estar o espaço do seu trabalho.
20:33
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Se eu não discuti isso, alguém vai. E eu não quero passar essa procuração para outra pessoa, porque quem vive sou eu. Então, como é que eu não vou falar de político em sala de aula? Como é que eu vou fazer a sala de aula no discurso de crítica? Para vocês terem ideia de como, quando você escolhe um candidato com base no amor, no ódio, para a gente colocar os dois estranhos, eu vou votar em fulano porque eu gosto de fulano. Eu vou votar em bel trânsito porque eu odeio fulano.
21:06
S…
Speaker 4 (currículo 1)
Nós passamos a procuração para definir coisas muito sensíveis, muito refinadas, que atingem a nossa vida e a gente não presta atenção. O emprestado mudou nove membros do Conselho Nacional de Educação. Nove. De 15. Hoje, a configuração do Conselho Nacional de Educação são...
21:39
S…
Speaker 1 (currículo 1)
10 membros ligados a bancos e financeiras, os mercados financeiros, 3 professores de carreira e um técnico do CNP. E já. Não tem ninguém que criei da educação básica. E antes o conselho era fundamentalmente formado por professores. E a gente achava meio que era o maior número de professores do Instituto Superior.
22:14
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, é um olhar sobre a escola, não é um olhar de dentro da escola. Mas aqui, lá, tinha alguém que veio na carreira e veio da escola. E, mais de qualquer forma, eram pessoas com contato direto da escola. Hoje, não. Tantos votaram nele, se preocuparam com amor, né? Ninguém imagina que um conselho nacional de educação, com maioria de pessoas ligadas ao mercado de conselho, ia limpar a BNCC.
22:48
S…
Speaker 1 (currículo 1)
impor a profissionalização da educação básica, que é outra questão que a gente não discute. Vocês viram os colégios de classe média alta profissionalizando alguém? Profissionalizando. Ou seja, você reduz a educação básica para as classes menos abastadas. Porque educação básica é aquilo que é o mínimo necessário para todo mundo se desenvolver na vida.
23:21
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Ir para o ensino superior não é nem uma questão de vontade. São raras as pessoas que realmente não vão porque não têm vontade. É uma questão de oportunidade. Se tua necessidade é tão grande, tu tem de trabalhar, tu não consegue entrar no ensino superior. E aí isso vai ficando distante, casa tem filho, não sei o quê, você vai ficando mais longe.
23:42
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Se não tiver uma política de apoio, de incentivo, não vai, né? Enquanto quem tá, que é aquela coisa, ah, ensino integral. Eu tenho uma sobrinha neta com meu xandó, que tava na escola, ensino tempo integral. Tá, o que que se estuda nesse tempo integral? Aí, de manhã, química, física, biologia, português, matemática. Uma aula de física por semana, uma de biologia, a única coisa que eu tinha todo dia era português e matemática. Ditar empreendedorismo.
24:13
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Era a disciplina, tal técnica, que nem preparou o técnico, nem com a porcaria nenhuma, porque não tinha laboratório, não tinha nada, era um par de contas. E aí tinha dias que não tinha almoço, tinha que ir para casa, tinha dias, pronto. E isso era de ensino integral. Enquanto isso, quem ia concorrer com ela, que estava lá numa escola primária da cara, estava tendo todo dia de manhã de tarde química, física, biologia, português, história, biografia, matemática, tudinho.
24:41
S…
Speaker 3 (currículo 1)
Então, que escola integral é essa? É a escola para tirar as possibilidades das classes populares. E quem aprova isso? O Congresso? O IUPO.
25:04
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Mas na hora que a gente vota, a gente não pensa nisso. Que se pode cortar os recursos da universidade. Trump fez isso, Milley fez isso. Aí é o que que vão fazer? Nós passamos quatro anos com salário, com salário. Nós, professores. Não tinha um equipamento, ainda não tem. Estava esperando agora com TV que deram para ver se esse dinheiro chega.
25:32
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, eu tenho que pensar nisso, que um currículo ele tem um elemento político fundamental, porque você determina o que ensinar, para quem ensinar, onde ensinar e como ensinar. Pela BMCC eu tenho que desenvolver competências e habilidades.
25:55
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tem um livro da Mariana Chauê, que é o que é ideologia, que é o livro da coleção Previdência de Passos, tem um capítulo chamado A Ideologia da Competência. Vocês conhecem esse texto? Que didática começa muito com ele. Eu acho que o livro é online, eu vou até ver, eu tirei para quem não tinha o livro. É um livro que é interessantíssimo, que é o que é ideologia, mas eu acho que eu tenho esse trecho, eu vou disponibilizar para vocês. A Ideologia da Competência.
26:25
S…
Speaker 1 (currículo 1)
que se deixa de ter objetivos e passa a ter competência. Porque os objetivos foram reconfigurados. O objetivo, ele nasce no tecnicismo. Ao final da aula, o aluno trata a partir de fazer essa coisa. A pedagogia crítica, a partir dos anos 80, ela vai ganhando protagonismo e ela diz, não, o objetivo deve existir como uma trajetória.
26:55
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Ao traçar um objetivo, eu vou pensar qual é a concepção de cidadão que eu quero, qual é a concepção de país que eu quero, de sociedade que eu quero. Então, eu traço um objetivo que seja uma trajetória, que seja uma trajetória que abra diferentes perspectivas e não um ponto de chegada. Então, o objetivo era o quê? Ao final da aula do Néfica Partido?
27:25
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A gente tinha compreender as relações entre o conteúdo e a realidade em que vive, buscando discutir diferentes elementos. Então, quando nós começamos a fazer essa trajetória a partir da pedagogia crítica, isso não é bom para o capital. Você ter trabalhador cheio de ideia não é uma coisa muito boa.
27:54
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, você precisa ter uma elite pensante e o grosso do operacional. Porque, por exemplo, o programador de computador, ele acha que ele é uma elite pensante. Não é. Ele é operacional. Tanto ele quanto quem usa o programa. Porque ele cria o programa a partir dos recursos da plataforma. Na verdade, quem é elite é quem tem a plataforma. Quem tem o domínio da plataforma.
28:26
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Nós estamos em 2026, os países desenvolvidos não estão tirando o computador e o celular da sala de aula. O Ministro da Educação está dizendo que um dos grandes problemas do mundo não tem internet, não tem banheiro, água para lavar a mão, caramba. Por isso que eles têm raiva e eu larguei de ir nessas reuniões, porque eu ia só para me estressar. Ah, que ia para cá, ia para cá, tudo sim.
28:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A IA, vocês estão muito empolgadas. E a inteligência natural, aquela que ensina que quando a gente termina de ir no banheiro, a gente tem que ter sabão para lavar a mão, água na fronteira e um papel para enxugar. Quem discute essa parte? Não, essa não é preciso. Então vamos catar. O negócio da qualidade não podia colocar infraestrutura. Meu amor, desculpa. Nós estamos virando prefeitura de interior.
29:24
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eu não posso dizer o que eu preciso. Eu comprei isso aqui para não morrer de raio. Ele não é o melhor. Dá para na sala de aula funcionar direitinho. Porque eu teria que subir três andares, chegar lá em cima para talvez ter um negócio desse aqui livre. Aí eu descer da aula, quando terminar eu tenho que subir três andares, vai deixar ou ocupar os alunos pedidos para fazer isso. Eu digo, eu vou comprar um que vem na minha bolsa.
29:55
S…
Speaker 2 (currículo 1)
e já fiz a solução da minha questão.
30:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, quando se discute as questões políticas, a gente acha que ela não chega na sala de aula. É o contrário. Ela é determinante para a sala de aula. E aí, eu preciso votar de acordo com o que quero para mim e para a sociedade em que eu vivo. Porque nós temos que pensar nisso.
30:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Quando teve eleição para prefeito, ele dizia, não, você vai votar para vereador no cara Leidal, que é da igreja, que é líder na igreja. Agora você tem que pensar uma coisa, esse rapaz honesto desse senhor Leidal, se ele for para o PR, ele não é dono do voto dele, nem da vida dele, nem do projeto dele.
30:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, ele não vai dizer, não, eu vou votar a favor do passe livre, porque eu quero, quer dizer, eu te expulso. Isso significa a perda de... E aquela pessoa que não tem nenhum herdeiro, nem nada, ele é muito mais frágil diante de toda estrutura de poder. Então, eu digo, você precisa escolher um partido, ver as alunças que ele faz, no que ele vota, enquanto partido, aí ele escolhe o candidato.
31:22
S…
Speaker 1 (currículo 1)
O candidato é o último. Não, a gente começa pelo candidato. Eu votar na pessoa. Enquanto a gente votar na pessoa, nós vamos sair do caralho. Porque a pessoa, quando está no poder, ela nem te conhece. Todo candidato chega aí. Ah, Ana, eu vou defender a educação. Tá, como? Vocês já fizeram essa pergunta? Como? Você vai defender como? Você vai votar a favor do reajuste do salário de professores?
31:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Você vai votar a favor de que não se coloque o recurso da educação? É o mínimo que a gente tem que saber. Então, os aspectos políticos no currículo são fundamentais, porque eles determinam, não é nem que eles disputem conosco, eles determinam. Os partidos de direita, uma das coisas que eles mais querem fazer é acabar com o piso.
32:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Como vocês são muito jovens, vocês não tem noção. Eu sou do tempo que a extensão a gente ia dar curso para professor no interior. Tinha professor que ganhava 10% do salário mínimo. Quanto é o salário mínimo hoje em dia? 1.600. 1.600. Então o professor ganhava por mês 160 reais. Aí essa professora, gente, eu vi e ninguém me contou. Outro dia eu estava achando até uma...
32:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
com as fotos, me dava pra mim, dizendo agora que estava com uma foto e eu tô na foto. Meu Deus, era só canela. Eu levei pro almoço, estava com o menino, fazendo extensão no interior. Tinha escola, que a escola era uma casa da profissão, multi-feriada.
33:12
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Na casa dela. Aí vinha a merenda escolar, no fogão dela, fazendo a merenda. Aí ela vinha, bora, menino, escreve, faz isso. Abria lá, mexia na favela. Na hora do lanche ela estava. E não sei porque, depois voltava. Aí mandava o menino embora, ela ia lá para a louça. E ganhava 160 reais. Estava tudo certo.
33:37
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Com o piso, um monte de prefeitura, porque eles querem embalsar o dinheiro do Fundeb e não complementar para pagar o piso. Tinha um município, isso tem 4 anos, mais ou menos, 5 anos, mais ou menos. Eu fui, não vou dizer qual é, os alunos todos eram professores. E aí ele dizia...
34:01
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tinha duas ou três que eram efetivas, compensadas, e o resto tudo era contrato. Aí eu disse que ninguém, gente, fica contratado 15 anos, tinha professores 18 anos de contrato. Eu disse, gente, isso não existe. Você entra na justiça, você tem que ser efetivado. Contrato tem prazo. Não é assim que funciona. Esse professor, o problema da gente entrar na justiça é, nós não temos nenhum documento. O contrato é de bolsa.
34:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Aí eu, mas tu não tem o contra-cheque, o comprovante? Não, não, já está por fora como é. O dinheiro do contrato sai no salário de uma cativa. Aí ela saca e repassa para essa pessoa o transferro. Só que para fazer isso, ela cobrava 100 reais. Então, o salário mínimo, hoje é de 60, não lembro quanto era na época. Eu sei que na época tirava os...
35:00
S…
Speaker 2 (currículo 1)
o senho da pessoa e tudo ele recebeu 800 reais por mês. Agora, não sei se ainda é senho, se tirar, é 1600, responde a INSS, aí eles descontam o INSS, mas nunca pagaram o INSS. A pessoa quando chega na idade que vai se aposentar, não existe, ela não existe, muito sequer. Mas todo mês é desfrutado de salário que é do INSS. Então, assim, tem, e o Ministério Público não vê, mas isso não é que ninguém sabe.
35:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
É comentado em todas as esquemas. Então, os aspectos políticos da discussão, isso é fundamental. Porque um professor insatisfeito, enraivado, ele altera o corrente. Aspectos administrativos. Isso aqui é muito interessante, porque aqui na UFMA se criou essa imagem. Aspectos administrativos. Não existe nenhuma ação puramente administrativa em nenhum ambiente espalhado.
36:07
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Toda ela é pecadora. O carinho que não foi posto, o sistema que não funciona, tudo é pecador. E tudo é corrido. Um exemplo, eu não queria tirar férias, agora, queria tirar só no meio do ano, 45 dias, se eu precisar, de 45 dias. A projetoria me explicou porque ela não vai pedir. Eu só podia tirar no máximo de 30 e todo mundo tinha que tirar, porque são 45 dias.
36:41
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Do tempo de 20, 25 ou de 30, 15. Então, não tinha como tirar 45. Para eles, é administrativo. Não é. Porque eu vou precisar, e eu queria ter oferecido uma turma de estado. Porque as escolas comunitárias precisaram de aula no ano de fevereiro. Se a gente fizesse esse começo de março, a gente estava terminando. Aí, não. Não. Quando chegar no meio do ano, eu vou meter o atestado. Eu já tenho a minha responsabilidade.
37:17
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, eu não vou começar no direito. E isso é uma alteração pedagógica e curricular. Então, vocês entendem, não existe nada administrativo. E além do entrecluzamento disso com isso, porque isso aqui é escolhido pelo aspecto político. Quando eu vou votar no reitor, eu estou votando no pro-reitor que eu não sei quem é. Porque ele não diz. Depois que ele ganha, ele vê os acordos dele.
37:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Por isso que eu disse que a próxima vez que a Prorectora de Ensino mandar fazer estudo dirigido, eu vou descrever para ela, mandando dizer para ela, professora, não recomende não, porque isso está vergonhoso, não. Estudirigir na metodologia, é o contrário, pode atrapalhar a metodologia que você está fazendo. Ele é só uma técnica de ensino que é a base do tecnicismo. Embora estejamos tecnicistas, mas ele também não pode adquirir o que nós incorporamos.
38:22
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Recursos de idade. Outra coisa que se dá pouca importância de comer. Mas ele tem uma influência direta nos processos de absentizagem. É por essa pandemia. Tinha que ver aula de um jeito ou de outro. Tinha parado em dois semestres. Aí, aula online. Faz reunião online. Online era só para dizer o seguinte. Não canse o aluno, não dê muita aula.
39:02
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Usem metodologias ativas. Está em pandemia numa aula, mas usem metodologias ativas, que eles adoram essa aula. Metodologias ativas e não sei o quê. E vai ter curso online sobre isso. Eu vou me inscrever e provavelmente eu tenho alguma coisa que eu preciso estudar melhor. Mas era a verbo online. Porque não se bota, não se respeita o estudo das pessoas. A online não existe.
39:36
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Atividade síncrona e assíncrona é da EAD. Atividade assíncrona na EAD não é o que tu faz na tua casa. Tu faz com o tutor. Porque na EAD tem o tutor presencial e o tutor online. São duas figuras internacionais. E aqui não. Atividade assíncrona. Hoje eu leio texto. Tu não tem aula.
40:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Aí, não se faz online um texto de livro. Você tem que escrever um texto, porque não tem que ter o texto, estímulo, resposta, recuo. É a vez que escreveu o texto. E não era nada disso. Quando nós voltamos, perguntei. Sim, aí quando nós íamos para o online, disse, gente, por que nós não aproveitamos para fazer algumas experiências?
40:30
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Vamos fazer planejamento de processos pedagógicos. A professora de didática dá um tampo e a gente vai revezando e reconstruindo.
40:49
S…
Speaker 1 (currículo 1)
O tema, né, vai reconstruindo o tema. Eu dou 20 horas, a outra dá 20, a outra dá 20. A gente faz um seminário, aí volta de novo, a outra dá 20. E aí nós vamos trabalhar com três disciplinas dentro de uma casa. Este não é o momento de investimento. Me lembro das meninas. Ah, professora, nós tivemos aula de 15 minutos com a professora do trânsito falando com o machucante no celular, enquanto ela deriva o carro, e quando ela chegou de casa, acabou.
41:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Aí quando voltou, ainda não recebe a professora, teve a luna que fez de novo, a disciplina que tinha feito online, fez como ouvinte, atento, fez como ouvinte, porque a professora é muito difícil de ser sério. Assiste qualquer coisa, um documentário, qualquer coisa, mas não é na galerizão, no computador, no celular, e depois pega um texto para ler. Duvido o professor. Por quê?
41:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A tecnologia estimula a função cerebral, ela acelera, por isso a ansiedade que a gente tem, depois depressões e tudo. Porque ela faz uma estimulação da humanidade. Essa imagem vai e volta. Aqui ela está parada, mas aqui ela vai e volta. O celular vai e volta mais rápido ainda. Então, está te estimulando. E você, num tempo mais longo, você não consegue mais acompanhar.
42:25
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, reduz o tempo. O recurso, ele altera a forma de aprendizagem, a forma de ensino e a função da aprendizagem. E isso foi trazido por presencial. A gente dá um texto, os alunos fazem leitura dinâmica. Pega as palavras-chave na véspera da discussão. Não teve a compreensão do texto.
43:09
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Aprender a estudar e nunca ter um grupo se reunir para fazer o texto. Por exemplo, passa o trabalho, cada um faz um pedaço, anda pelo WhatsApp e o trabalho para qualquer outra. Não, se reunir para estudar o texto. Cada um compreender, discutir, discutir. E não adianta a gente fazer um pedaço do leite, o resto fica só ouvindo e aí fica tirando conclusões do que eu ouvi. Mas é, sentar e entender.
43:44
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Quando eu estudava, eu sabia que isso. Até porque não tinha xerópolis, a gente se reunia e comprava o livro. E a gente se reunia para estudar o livro. E aluno estuda. Faz trabalho demais, a gente já ouve demais e estuda o livro. Então, é uma possibilidade de ser maravilhoso. Fundamental para desenvolvimento da humanidade. A tecnologia, ela opera com o braço por base no signo. Por base no ímpano. E o texto por base no signo.
44:24
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Não adianta o patrocinador de vocês, que vocês irem na IAPA, que, como diz o Nicoletes, é considerado o maior cientista brasileiro visto, ele diz que a inteligência artificial nem é inteligente e nem é artificial. Ela é programada para te encaminhar para uma compreensão daquilo. Porque é essa compreensão que vai te levar a uma visão de mundo.
44:54
S…
Speaker 2 (currículo 1)
É muito comum, inclusive hoje na pedagogia.
45:33
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Não sabia, né?
45:35
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Ah, achei que você soubesse um sociólogo, filósofo, contemporâneo, conhecido aqui, nacionalmente, ele não faz bem para o YouTube, porque é a fila de mundo, mas ele não é essa. Não conheço.
46:03
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Espera aí, não sei se está vindo aqui na minha frente, não estou lembrando no momento, mas eu acho que eu já podia ser isso. O que eu quero te dizer é o seguinte, ele vem, não sei qual é o programa de pós-graduação, mas ele tem relação com aquilo que eu vejo hoje muito, que os alunos cobram que a gente seja jovem. Todos os que me olhamos, não fale comigo com um recado de novo. Fala comigo cara a cara, olho a olho. Termina a aula aqui.
46:33
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Era o tempo de eu chegar em casa, tentar o aluno da professora, mas na hora que a senhora falou não sei o que pelo WhatsApp, gravando áudio. Não mandem mensagem de áudio para mim, que eu teleto sem dúvida. Manda escrito o que é que você quer, mensagem de áudio para o teleto sem ouvir. Então, era uma coisa que era na aula. Por que não perguntou lá? Se pensou depois, anota e pergunta na próxima aula.
47:02
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Mas não, quer estar numa coisa online que eu não fico. Tem tudo no celular. A última coisa é a mesma coisa. Domingo de tarde, sábado de tarde, eles mandam legislações, uma boa coisa.
47:27
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Quando um dia que a chefe, ah, eu precisava de manifestação, olha, eu estou num bar bebendo. Estou num bar bebendo e eu não vou parar de beber, nem sair de casa e nem vou responder. Portanto, vai ser esperado. Quer dizer, invade a tua vida criando uma obrigação quando tu não tem, né? E tem muito isso.
47:59
S…
Speaker 2 (currículo 1)
recursos direitos. Eles são muito mais importantes do que a gente imagina. E, fundamentalmente, eles estão presos no capital. Editoras, fábrica de celular. Então, tudo isso. Você compra um negócio que eu comprei, minha tradução queimou e aí eu comprei uma televisão. Aí vem lá, cadastro-se no Google TV. O que está passando? Google TV.
48:32
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Se tu não fizer isso, a televisão não funciona, não abre. Aí eu tive que fazer isso. Depois do Google TV, baixa esses aplicativos. Então, aí tem os aplicativos que tu tem que baixar. Depois que tu faz isso tudinho, é que abre um negócio pra te ligar o carro pra tu conseguir ir à televisão. Tu compra um celular, não é uma coisa? Tem Samsung pra pagamento, Samsung pra não... Gente, eu não quero pagar nada pelo futuro.
49:01
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Eu já tenho o meu banco, para que que eu vou querer isso? Mas, vocês entendem? Vem junto a pouco. Dava show, foi segundo andar de rua. Dava um pau aqui, era parede cheia de cartas. Porque quem vendia isso tinha interesse. Quem vendia notebook tinha interesse. E agora isso está sendo transferido para os professores. Não tem.
49:30
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Você tem que ter seu celular, tem que ter sua internet para poder olhar o seu recado, porque aqui mesmo não tem. Se quiser, não, vou deixar para abrir as mensagens para eu chegar na rua. Você não vai conseguir ler. Não abre. Controle. Isso aqui é uma questão que nós precisamos. O controle sobre as escolas é um dos elementos principais de restrição da escola.
50:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque a escola pública, ela não é pública, ela é de governo. Então, cada um que assume o poder, ele faz uma transformação. O currículo, ele é, como é que a gente chama? Há uma instabilidade curricular. Nós vamos ver na retrospectiva histórica, que você tem a 4.024.
50:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Estabelece lá o currículo mínimo, o currículo mínimo através de toda a ditadura militar, mesmo eles reformulando a educação básica e superior para o mesmo grado para sistema de crédito. Ele mantém o currículo mínimo. Quando chega 93, 94, nós tivemos parâmetros, diretriz, referenciais, aí volta para diretriz de novo para todo mundo e bem o CC.
50:58
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, nós temos, de 96 para cá, cinco reformas curriculares, com elementos e bases teóricas distintas. Então, quando o professor está incorporando, vem outra coisa. E aí ele tem que desacreditar no que ele fazia para fazer outra coisa. Ou seja, todo o tempo tu está... E aí, para estabelecer a obrigatoriedade, se cria o quê? Mecanismos de conteúdo. E isso...
51:31
S…
Speaker 1 (currículo 1)
está se estabelecendo nas universidades públicas também. Todas as universidades. Agora, onde tem patrão, o patrão tem que ter o controle sobre o dinheiro dele. Mas e nós? Por que alguém tem que nos controlar? Ciência exata. A gente começa o semestre com um projeto. Se esse projeto vai de antes, só o tempo vai dizer. É aquilo que eu disse, tem greve de ônibus, tiroteio, alagamento.
52:03
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Verdade, nessa época de chuva, não foi uma nem duas alunas. Elas mandavam vídeo. Eu disse, eu não estou duvidando da sua palavra. A professora não consegue sair de casa, porque está tudo alagado. Não tem como eu sair para ir pegar um transporte. Então, uma universidade que quer dormir, ela tem que lidar com esses elementos. Tem que pensar em todos esses elementos. Mas não são pensados. Uma vez que a aluna foi dormir na minha casa.
52:36
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Desabou um torol. Era esse horário de século e meio de uma luta. Desabou um torol daqueles barbelos. E aí ficando aqui, faltou um truiz e não sei o que, ficando. Aí ela disse, professora, não tem, perdi o ônibus, não tem mais transporte lá para o truiz. E agora? Vou lá para essa menina aí.
53:03
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Aí, lá dentro, até que eu tô se dando, aí o celular não entende, não sei o quê. Eu digo, olha, o que eu posso fazer é que eu moro lá pra casa. Não tem problema. Eu moro só, e não tô. Tem lá no quarto, dorme, mas tenta entrar em contato com a família. E aí, eu acho que, às 11 da noite, a mãe, desesperada.
53:27
S…
Speaker 1 (currículo 1)
e disse que bom que tu não vieste, porque o ônibus não entrou, porque ele não podia mais entrar, e o pessoal está todo no focho para esperar para a casa. Falando de um carro, você não acha que vai ter um quarto separado na residência do estudantinho para a residência do estado? Porque pode ter pessoas que vão passar uma semana sem poder voltar na sua casa. E aí tem que contar com os colegas, porque Paulo...
54:04
S…
Speaker 1 (currículo 1)
nada aconteceu. Então, os mecanismos de controle burocráticos, eles servem para reduzir o debate. Então, hoje nós estamos cheio de burocracia, cheio de prazos, um monte de coisa. Por isso que esse negócio de semana pedagógica, elaborar planos, não é elaborar planos nenhum. Eu tenho que elaborar o programa de disciplina. Não vou fazer isso. Será que o que nós mais estamos precisando da pedagogia é isso? Então,
54:38
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tudo isso são mecanismos de controle burocrático, porque isso reduz o tempo da gente estudar, da gente fazer um debate mais profundo, porque naquele dia eu tenho que botar a nota. Eu tenho que botar a nota. Sabe como que a gente fazia?
55:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
No geral, no currículo, eu terminava com a investigação da escola, os alunos faziam relatório para apresentar. A gente corrigia, devolvia, mandava de um cartário, mandava de novo, aí que a gente dava nota. Porque o aluno ficava com um trabalho para apresentar em qualquer vídeo sem dia. Hoje não. A pessoa não passa mais trabalho escrito na terceira aula. Apresenta que já acabou, porque a gente tem que botar nota naquele curso.
55:35
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque o sonho deles, sabe o que eles queriam fazer? Eles suspenderam o nosso pagamento se a gente não botasse a nota no cigarro. Foi aí que o sindicato disse que um homem vai mexer, porque não é o correto. Mas mesmo assim, se você for recorrer uma aula, for fazer uma prova depois, você tem que mandar dizer para eles que dia, porque essa nota não é de um patroa.
56:19
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Simples assim. Agora não, a gente tem uma patroa. Então os mecanismos de controle, eles influenciam muito no desenvolvimento do coelho.
56:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Muito. Porque se tem um prazo, chuga, termina de qualquer jeito e manda a mão. Tem que fazer isso. Inovação. Essa palavra aqui, na verdade, não é uma palavra, é um conceito. Pra gente analisar o nome, ela é preferida. Inovar. Inovação. É possível inovar. Gente, dá. Eu não sei nessa sala. Porque tinha uma sala da rapazinha dele ali atrás e aqui ficava parada.
57:07
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A gente está escrevendo meio no escuro, Paulo. E continua a ver. Tem muito tempo que fechou. E eu estou vendo ela escrever aqui no escuro. Inovar. O que é inovação? Muitas pessoas confundem com tecnologia. Por exemplo, eu estou usando um notebook que ele projetou. Aparentemente são recursos modernos, inovadores. Não são.
57:40
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque essa aula está extremamente tradicional. Eu trouxe pronto e vou fazer, vou incluir o livro e o ela vai. E o que é que eu estou inovando? O fato de não estar escrito no papel? É isso. A gente diz que os arquivos de computador agora viraram as dicas fichas dos professores.
58:02
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, pode ser que uma aula no quadro, ela seja muito mais dinâmica do que eu estou usando isso. Porque se eu estivesse no quadro, eu não tivesse trazido, eu trazia só o roteiro. Eu ia perguntar para vocês, o que vocês acham que é corrido? Ah, conjunto de disciplina, eu boto a aula. Aí é um conjunto de disciplina, por quê? Eu fazia uma série. É só isso? O que influencia? Eu vou escrevendo e daqui a pouco o quadro vai lá. Eu desmanjo, eu faço um desenho e aqui não.
58:33
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então isso aqui inovou, inovou. A mesma aula tradicional que era do Parma, veio. Uma vez eu fui num evento, tinha um programa de pós-graduação que era o meu sonho de consumo. Lembra que eu falei que eu queria fazer um pós-doc fora do Brasil? Na Ilha da Madeira, na Universidade da Madeira, ela tem um programa de pós-graduação inovador.
59:06
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque, até então, o currículo era essa organização que se vivia usando o controle do trabalho dos professores e da escola. Então, os estudos curriculares nascem a partir do momento em que se quer ampliar esse controle. Olha a loucura. Se quer ampliar o controle sobre o currículo e ali nascem os estudos curriculares.
59:34
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque o que se ensina, como se ensina e para quem ensina, sempre foi objeto de controle. A igreja, os estados, mas sempre foi o mecanismo de controle. Então, os estudos curriculares, eles não nasceram da necessidade intelectual, da necessidade de compreensão.
1:00:00
S…
Speaker 2 (currículo 1)
de ver efetivamente como é que isso se desenvolve. Ele nasce da necessidade da administração dos sistemas escolares a partir do processo de industrialização dos Estados Unidos. Pelo menos essa é a máxima que os estudos e as correntes teóricas que são estudadas no Brasil acreditam.
1:00:30
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Há controvérsias. Por exemplo, os europeus acham que foi na Grécia. O mundo começou na Grécia. Mas os estudos dos historiadores já colocam no Egito escolas regulares. Só que elas não eram escolas para trabalhar simplesmente o conhecimento. Mas elas tinham as escolas navais.
1:00:55
S…
Speaker 2 (currículo 1)
que buscava preparar o pessoal que ia trabalhar com a navegação. Então, como sempre, eu dei aula na filosofia, os alunos quase piram, porque ficavam, a filosofia nasceu na Grécia, e eu digo, ah, controvérsia. Sócrates estudou no Kémex, então ele é bem mesmo, é pirata. Pirata mesmo.
1:01:23
S…
Speaker 2 (currículo 1)
E quando eu fui assistir, um sábado, teve um cara que fez um show naquele Teatro da Cidade, ele toca rock com violão e uma base de sintetizador e um violão. Acuspo, exato. E como era rock dos anos 80, que eu gosto de legião e tal, aí eu fui.
1:01:48
S…
Speaker 2 (currículo 1)
E aí ele mostra um pintor que inspirava Renato Russo, e que este pintor era um grande gênero. Quando ele mostra a pintura do cara, o que a minha amiga dizia, isso ali são os símbolos adictas do conto. Pelo que, quando saí, foi no celular que eu gostei, ele só botou cor. Eles são preto e branco, né?
1:02:17
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Igual aquelas graves de casas antigas, todos cheios de rebuscados, de ferro. As graves são símbolos, a dica. Está ali São Cofa, Ayá, todos esses símbolos estão lá. Aí eu disse, cara, o grandijinho da pintura opera mesmo, é muito pirata. Porque tudo bem que usasse uma peça, o crédito, né? Inspirado, não quer ter que copiar? Ah, inspirado, os símbolos.
1:02:48
S…
Speaker 2 (currículo 1)
foi uma qualquer descarada. Então, para as correntes, em prazo de estudo, nascem nos Estados Unidos, mas os europeus dizem que nascem na Grécia e os historiadores da história africana encontram os currículos já do Egito Antigo. E se estudasse outras civilizações antigas, tinha formação de soldados, isso tudo é currículo.
1:03:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, essa necessidade da administração dos sistemas tinha como causa principal, segundo eu, o descaso com a compreensão do ensino e da educação. O que é a compreensão? É efetivamente você não ter uma ingerência na sala de aula, que é isso que esses mecanismos de controle buscam.
1:03:46
S…
Speaker 2 (currículo 1)
No momento em que eles nos empurralam e dizem, se os alunos tirarem nota baixa na prova é porque você não ensinou o que nós mandamos. Então, nós ficamos empurralados. Isso é o que? Um mecanismo de controle sobre a sala de aula. Então, não havia essa compreensão porque é muito diverso.
1:04:09
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Então, a partir do momento que é muito diverso, você tem um leque de conhecimentos, um leque de formas de desenvolvimento do pensamento, que pode se contrapor à necessidade do Estado ou das elites dominantes, porque é quase a mesma coisa. Então, por isso, era necessário criar mecanismos de controle. E, para controlar esse corrido,
1:04:43
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Foi criada a gestão científica do Instituto. É daí que vem essa falácia de que currículo é complicado, é difícil e não sei o que.
1:05:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A administração, e não é na administração escolar, a administração, enquanto área, tem seu auge nos anos 70. Então, pegando essa questão dos Estados Unidos, que é a nossa era, mas ainda é muito forte, a nossa grande influência, fundamentalmente, a partir dos anos 50.
1:05:26
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A partir do pós-guerra, pós-segunda guerra. A influência dos Estados Unidos no Brasil foi muito grande. Porque até então a nossa influência era francesa. O positivismo francês. Está aí os liceus, o modelo dos liceus. Ele se dava a partir da influência francesa. Depois da segunda guerra, há essa ruptura. E a França cai em declínio cultural.
1:05:54
S…
Speaker 1 (currículo 1)
não da cultura deles, mas em termos de expansão cultural. Ela perde espaço no mundo e os Estados Unidos crescem, a partir dessa divisão que o mundo sofre depois da Segunda Guerra. Então, a gestão científica era você gerenciar os currículos como um sistema de produção.
1:06:23
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Você bota a quantidade de cargos horários, você bota a quantidade de conhecimento, você hierarquiza esse conhecimento e mais cargos horários, menos naquilo, ou segunda-feira é nisso, sexta-feira é aquilo. Então, a partir daí, a mão e as campos vão... Qual é a principal característica?
1:06:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
ele passa a ser um campo de decisões, do político e dos usuários administradores. Ele passa a ser uma burocracia. Nessa época, quando eu estudei, estudei, gente, nos anos 80. Então, eu peguei o currículo tecnicista dos anos 70 ainda. Eu formei em 84. Então, o currículo, ele tinha cálculo. Você tinha que fazer percentuais, estatísticos.
1:07:26
S…
Speaker 1 (currículo 1)
para quanto de conhecimento, não era o conteúdo que era importante. Você primeiro fazia o cálculo, distribuía, e aí você ia colocando as disciplinas e as áreas de conhecimento. Era muita polemilha, muita coisa assim, era um processo burocrático, efetivamente. Hoje o pessoal não pertence com isso, pega IA, vai do currículo pela IA.
1:07:57
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Exigência atual. Aí esse atual a gente precisa ler contextualizado no livro. Toda vez os meninos dizem que eu não engoli. Não é que eu não engoli, gente. É que eu não prestei o esclarecimento na época e aí a aluna usou o uniforme equivocado. Atual, mas esse livro, ele é dos anos 90. E por que eu continuo com esse texto?
1:08:23
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque não tem um texto de fundamentação melhor do que ele com data mais recente. Tanto que esse livro está na sexta edição. Toda vez eu pego uma edição nova e dou uma olhada para ver se mudou, se ampliou nada. O livro continua igual, só corrigiu. Porque do final dos anos 2000 para cá, não há muitos livros de fundamentação conceitual. Porque é sintomático.
1:08:57
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Você tem muitos artigos, muitas coletâneas, resultados de pesquisa, mas conceitual, para discutir o que é, quais as bases teóricas, nós não temos uma coisa mais recente, que fundamente, como o sacristão fundamenta. Até a própria bibliografia de sacristão, ele não vai mais nos conceitos. E ele cita a si próprio e outros autores citam ele. Então, esse ainda é um livro muito básico.
1:09:28
S…
Speaker 1 (currículo 1)
para os estudos curriculares. Inclusive, quem pretende por pós, faça o investimento, porque ele vai acompanhar vocês. Não tem nada mais recente. E a gente nunca ouve um livro pelardada, porque as pessoas têm isso, né? Ah, o livro é dos anos 90 e velho. Não. Esse esgotou aquela discussão daquele livro. Tem outro que veio e avançou. E avançou. Então, é nesse sentido que...
1:10:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
O livro está ultrapassado ou não. E não é que ele está velho, ele começa a ficar como referência histórica. Ah, nos anos 90, essa cristã política, um livro em que ele discutia esses elementos do político. Atualmente são outros. Não tem que eu encontrar, gente, a Benzema. Mas o que eu procuro na Amazon, nas livrarias portuguesas, tudo eu dou uma geral, tudo semelhante, para ver o que tem de novo.
1:10:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, a exigência atual, mas ela continua atual. Compreender as condições de ensino e aprendizagem de cada realidade para todos. As condições não são as condições materiais, mas as condições culturais, que são muito ignoradas. Nós vamos iluminar e nós fazemos o quê?
1:11:02
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Anulamos a cultura e trazemos o conhecimento escolar formatado que nós temos. O que vocês sabem não interessa. O que interessa a quem? Sadristan coloca que para se construir realmente uma concepção atualizada livre, é necessário essa diferença. Como a realidade produz o conhecimento?
1:11:40
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Todo mundo aqui nessa sala, quem não é de São Luís, quem já veio para São Luís, já crescido, de adolescente para frente, quem só saiu da sua cidade para vir estudar na universidade. Qual a diferença que vocês estudavam nessas duas cidades para o que vocês, como vocês começaram a estudar aqui? Vocês sentiram alguma diferença? Não lembro, mas foi no interior também, só dentro, né?
1:12:41
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Então, gestão ambiental. E aí a questão da didática dos professores, como eles lidam com a gente, é bem diferente de como é aqui. Apesar de que a maioria dos professores que eu tive lá são todos daqui. E tem muita aquela questão que a senhora falou sobre algo de não ter estrutura para ter um curso onde não ter pessoas qualificadas para trabalharem ali.
1:13:12
S…
Speaker 2 (currículo 1)
E aí eu percebi muito isso. É uma coisa assim que vai abrindo mais para o nosso cliente. Opiniões, pensamentos que eu não tinha antes. Eu comecei a ter depois que eu andei no curso das paulas de alguns professores, né? Que foram positivas para mim. O seu nome é? O seu nome é. O teu? O clássico de diferença é a questão do comportamento...
1:13:47
S…
Speaker 2 (currículo 1)
professores referentes à realidade, que aqui eles trazem mais a nossa realidade proletária, dessas faças sociais. E lá não, lá na escola, eu creio que todo mundo passou por isso. O ensino fundamental é o ensino médio, é a paz raso, a gente não transparece o professor. Não discute a realidade que vocês estão, vocês sabem, né? Quanto menor o lugar, maior os mecanismos de contato.
1:14:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
No passado, eu já tive uma média de entrevergo, principalmente anos de eleição, quando eu começo a criticar os partidos e as práticas, e trazer o que eles aprovaram, o que não aprovaram, então de alguma coisa. Aí, ela está fazendo campanha política na sua. Leve ele para quem? Qual candidato ele vai fazer? Me diz aí, para qual partido? Não disse, eu estou dizendo para vocês, é que vocês precisam analisar esse contexto. Mas é muito, o controle é muito...
1:14:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Muito mais próximo, entendeu? Então as pessoas evitam falar porque a fofoca rola e daqui a pouco a cabeça...
1:15:02
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A outra questão é o fato da gente estar na Universidade Federal. Se fosse uma escola municipal também muda muito. E nós também não somos idiosos para viver botando a cabeça do botelo. A gente tem que pisar de acordo até onde é possível. Tensiona até onde é possível. E isso aqui, a mudança de governo também.
1:15:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eu lembro que quando o emprestado entrou, eles diziam para os alunos filmarem o que a gente estava falando para denunciar. Se a gente criticasse ele, era para denunciar. Sério? Antes dele ser presidente, já era professora. Com base em que ele estava tirado aqui.
1:15:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Quando muda o governo, tu pode se relaxar, desde que tu não faça uma acusação criminosa, né? Você pode criticar o não que você quiser. E ninguém te ameaça nem nada. Então, mesmo aqui, tem essa diferença. Então, é muito do contexto e das relações. Quanto menor, maior o controle. Então, tu vai discutindo.
1:16:19
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Quando, na época da pandemia, a Luanda passou. Gente, eu tinha vergonha, vou pra vocês. Ela andava 4 quilômetros no povoado que ela morava, no povoado vizinho, porque no que ela morava não pegava internet. De jeito nenhum. E no povoado vizinho, a última deu um chip da Clara, mas lá só pegava ratinha. Então, teve que se virar pra comprar crédito lá e o chip pra ele.
1:16:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Agora, sabe onde que pegava? Só no cemitério. Meu Deus. Então, ela filmou para me mostrar. Ela sentada no tratamento. O marido com guarda-sol, com sol quente, ele com guarda-sol. Eu ainda pegava de um companheiro. Bom, ele não foi e ela no celular. Não é fazer de como? Mas não houve. Tinha.
1:17:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Porque os alunos dizem que tem acesso a dificuldades. Ora, tu ter um pacote de dados, o WhatsApp não sei o que, é uma coisa. Agora, tu ter dados suficientes para sustentar uma aula num vídeo, vai uma diferença na internet com velocidade, para baixar a imagem, para tudo isso. Aí, os alunos que votaram tem acesso com dificuldade, quem é mesmo?
1:18:20
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Meu amor, eu não sou longe de mim.
1:18:25
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eu tenho alunos, eu tenho alunos, eu tenho alunos, eu tenho alunos, eu tenho alunos, eu tenho alunos, mas eu sou muito diferente, normal. Eu tenho 4 anos, se todo mundo gostasse de mim, eu tinha alguma coisa que eu esqueci. Mas graças a Deus, os que gostam, eu sou maioria. Foram aí as alunas, vocês eram comigo lá depois. Não são as alunas, não. Então...
1:18:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Compreender essas relações, entender que essas limitações são compreender como a realidade produz um processo de aprendizagem. Uma das coisas que são óbvias e que não se respeitam é escolas quilombolas ou em áreas indígenas. Vocês sabiam que os postos originários aprendem mais pela memória oral?
1:19:20
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Todo mundo acha que aprender fazendo, não é pela memória oral. Isso é atravessado pela escolarização. Que quer registros, que quer... E não, eram os mais velhos, são os mais velhos, contando as histórias do seu lugar para os mais novos.
1:19:42
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tanto que eu gosto muito de contar histórias. Eu digo que eu sou descendente de alguma gele ou de algum riovo. Porque eu gosto de contar histórias. E era o que? Quem criou a creche? Pois, ficamos em igreja.
1:20:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Nas comunidades indígenas e nas comunidades africanas, a mulher não é sinistra, ela não fica em casa cuidando das crianças. Ela vai caçar, ela vai plantar, ela vai trabalhar e vai guerrear também. Algumas tem as guerreiras, elas vão guerrear também. Quem cuida das crianças são os griossos, colegérios, que são os pedagogos. Então ele...
1:20:26
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Se deixa a criança na casa dos criores, tem fotos das minhas figuras, né? Figuras que também registram e dizem. E fotos já. Ele sentado, as crianças todas sentadas e roda ao redor. E acaba a pessoa contando a história do curso. Para as crianças, né? Para as crianças. Enquanto os pais estão tratando da sua previdência.
1:20:52
S…
Speaker 1 (currículo 1)
A submissão das mulheres é uma cultura judaico-cristã. É um advento do cristianismo que as mulheres passam a ser submissas. Tem lugares que elas são a autoridade máxima. Alguns povos indígenas, a avó é a chefe da família. Ela que é doca. Os pais não mandam nada no irmão. Ela que diz que não tem que ser.
1:21:20
S…
Speaker 1 (currículo 1)
E ela lidera a família. E em alguns lugares elas lideram economicamente. Estava a trabalhar. E o cristianismo se coloca a mulher como submissa. Algumas culturas orientais também. Mas na África era muito comum você ter rainhas. A Europa ainda foi rainha do Egito. Se fosse patriarcal, ela não seria. Tinha que ser. Não. São...
1:21:53
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Histórias precisavam ser reescritas porque nós precisamos mudar o nosso processo de mensagem. Então, quando o aluno da filosofia falou pra mim, a filosofia foi criada na Grécia, ele falou, olha, ah, não é para a Grécia. É melhor tudo estudar um pouco mais. Porque só para tudo estudando, não teme a gente. E a Grécia foi a maior piratarela, o Pascuaio da época. Pirate outro.
1:22:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Os europeus que se acham reis da cocada, se não fossem pelos africanos, eles devem estar pegando na bosta e pegando na comida. Porque eles eram um mundo, não tinham noção de higiene, de civilização, de nada. Quem civilizou eles foram africanos. E hoje eles se acham superiores. Foram lá roubados, saqueados e se acham superiores. Por quê? A história é contada.
1:22:49
S…
Speaker 2 (currículo 1)
E no currículo não é difícil. Nós deixamos de compreender, e aqui está a base da inovação pedagógica. Compreender as formas e as condições que a realidade produz. E isso, gente, é quem é o teórico que fala isso? Gente, é o teórico que diz que a gente precisa compreender a realidade. Pô, bota essa pergunta. Pelo amor, o nordestino fernambucano.
1:23:46
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Ah, dá para o freio. Cheio aqui do céu. Autôno é novo. E fala, a realidade é ele. Tem cotidiano, tem um monte de outras coisas que se confundem com a realidade. Mas compreender como se produz, aí vem desse, vou ter pouco para o pessoal da vida.
1:24:30
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eles colocam que é compreender as relações cotidianas e reproduzi-las. E não compreender a realidade como a realidade produz no ensino e aprendizagem. Ok? Vamos ler a pergunta. Estou parecendo eu com Maria Costa, que foi no Enem, e eu fui corrigir a prova do Enem com ela. Não, de sempre. O que está perguntando? Ela teria que estar no monte se ela tivesse seguido.
1:25:00
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Mas como é geração de computador, faz a leitura, lê a primeira palavra, quando lê em uma dofinha, acha que já leu tudo e já responde a razão. Foi corrigir a prova. Não. O que é que está perguntando? Leia a pergunta. Vai fazer uma redação. Os desafios do não sei o que. Ela não lê desafios.
1:25:25
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Ela só lê o resto. O pé caiu de gênero, ela não sei o que. Ela escreveu tudo sobre ela. Pé feio. Menos no dia a feio. Que era o tempo. Porque é a geração da leitura de nada. Para pra comprever as coisas. Coitado da mulher. A mulher que dá uma conversa. Ele faz o tema de explicação da construção do discurso.
1:25:59
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Ele não está dando volta, ele está trazendo ela mesmo para que nós possamos compreender efetivamente o que é currículo. Então, tudo bem é aproximações, um primeiro esquema, a introdução da introdução. Então, o primeiro esquema de explicação dos processos de construção. Primeiro, opção cultural. O currículo como opção cultural.
1:26:29
S…
Speaker 1 (currículo 1)
É um projeto que quer tornar-se público. É o conteúdo do sistema educativo. Então vocês percebem que o conteúdo, ele não é meramente escolar. Ele é um projeto que quer tornar-se público. Como se faz isso? Desenvolvendo uma estrutura de pensamento. Lembra do que eu falei antes? Eu digo o que eu vou ensinar. E não é, gente, a disciplina. É o que eu ensino. Eu ensino.
1:27:14
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Minha área de conhecimento aqui com vocês é currículo. Então, vamos estudar currículo. Mas eu quero que vocês compreendam o currículo a partir do ponto de vista que é meu. Estou aqui para convencer disso. Não vem desde a educação infantil. Elas vêm moldando com isso comportamentos, relações, visão de mundo. Um exemplo. Aqueles mauricinhos que estupraram a menina coletivamente. É impressionante quando...
1:27:53
S…
Speaker 1 (currículo 1)
No noticiário, os jovens, se eles fossem da favela, eram os bandidos. Os jovens. Esse pessoal nunca passou fome, não foi criado até onde a gente estava em ambiente bom. Foram para a escola, boa, divertado. Eles poderiam fazer aquilo e rir. A mãe de alguém vai chorar, mas não é a nossa. Eles estavam fazendo aquilo para atingir a mãe.
1:28:42
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eles são orimundos de um processo patriarcal de famílias. Banalizam comportamentos violentos que protegem, mesmo quando eles estão errados. O pai do que é o principal lá, ele demonstrou a situação na internet, respondendo para uma pessoa. É o garotinho da escola que, quando tira a nossa página, o pai vem em cima do filho. É alguém que não pode ser contrariado.
1:29:27
S…
Speaker 1 (currículo 1)
que fundamentalmente é alguém que foi ensinado a objetificar as mãos. Inclusive a mãe dele. Porque se ele disse que vai ter mãe, tu vai chorar a menta dele. Então as mães choram quando acontece alguma coisa errada. Elas não acham. Isso é o que? Uma estrutura de pensamento. Quando eu trabalho um conteúdo voltado para fazer uma prova,
1:30:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
e eu não faço conexão nenhuma com o mundo real, eu estou contribuindo para formar trastes desse livro. Agora, no momento em que o conteúdo se relaciona com a vida, com onde nós estamos, com o que está acontecendo, eu estou contribuindo para formar pessoas capazes de pensar sobre.
1:30:38
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, se eu estou trabalhando no conteúdo e eu digo, ah, a princesa Isabel libertou os escravos porque ela era, como é que diz, boazinha, ela era uma mulher muito caridosa, ela era... Eu estou dizendo o quê? Que as mulheres, quando agem politicamente, é com base na caridade, na cristandade. Não é uma ação política.
1:31:10
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Agora, se nós formos ver qual que ela assinou, porque ela era uma articuladora disso. Tinha todo um conjunto político que estava debatendo com ela. Ela não foi só para assinar. Ela era uma das articuladoras disso. Qual foi a mulher do Pedro II na independência do Brasil?
1:31:38
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Mas elas são apagadas historicamente, embora sejam mulheres colonizadoras e tal da mesma coisa, mas são mulheres. Então é preciso apagar isso da história. Então quando eu digo que as mulheres são submissas, que mulher tem que ser gostosa, precisa pensar, eu estou educando homens. Que menina é chorona, eu estou educando homens. Então eles crescem se achando mais tortas.
1:32:11
S…
Speaker 1 (currículo 1)
como um objeto de desejo dele e que ele não precisa ter limite nenhum para que o seu desejo seja realizado. Porque aquela pessoa não tem querer. Então, o conteúdo tem que servir para embasar as nossas atitudes. É o que eu costumava dizer. Não adianta um colégio ensinar ópera em música clássica.
1:32:39
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Se, quando ele completa os 16 anos, ele pega o carro do pai, o dia de chuva, acelera e passa dentro da poça da obra para molhar todo mundo e ficar na parada do ano. A obra não serveu nada, a não ser para falar sobre. Mas ela não influenciou no teu comportamento, não influenciou nas tuas relações. Então, o conteúdo precisa chegar a isso. Então, o conteúdo, ele está num projeto que quer tornar-se um conteúdo.
1:33:10
S…
Speaker 1 (currículo 1)
E por isso ele é conteúdo educativo. Como quem der 5 são poderosos, eles pegam uma visão sobre nós. Quando se diz, ah, escala 6 por 1. Vamos botar uma escala 5 por 2. Ah, vai quebrar as empresas, vai quebrar todo mundo. E a vida do empregado. Principalmente mulher, porque nós não somos coisas. Pessoas são eles.
1:33:58
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Quando tu chega no sistema educacional e uma professora passa no mestrado e o médico vai se afastar de um horário pra gente estudar, e ele diz não, não puxa. E aí você pergunta, por que um secretário de educação pode viajar pra Brasília e ficar com o Facebook lá? Ninguém pergunta o que ele tá fazendo. O professor lá dá conta pra ele pra ninguém. Tem que estar na sala de aula e fazer funcionar.
1:34:40
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Agora eu não, eu sou autoridade. Eu tenho que ir agarrando, eu tenho que cuidar, entendeu? O que eu faço é mais importante, que é a libertação. O mais importante do processo educacional é a sala de aula. Todo o resto existe por causa dela.
1:35:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Mas eles criam uma dinâmica em si. Aqui é a mesma coisa. As progredorias existem em si. Elas criam coisas e mandam a gente fazer. E aqui, desde que você bote a nota, você pode até nem brindá-la. Ninguém quer anunciar e a nota aparecer com você. A nota é porque eles estão preocupados com você. Não, é porque eles têm um sistema operacional. Eu não sei o caso da cidade.
1:35:34
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Dizendo que a informatização na UFAM foi o único lugar que atrapalhou em vez de ajudar. Porque eu fui coordenadora quando a gente fazia na UNE. Entregava as cadernetas e o secretário digitava as notas no sistema. Quando passa a ser direto, piora. Aumenta a burocracia.
1:36:09
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Depois dessa discussão da opção cultural, ele disse, vamos fazer uma primeira aproximação ao que poderia ser um conceito de cultura. Primeiro, um projeto seletivo de cultura. Ou seja, você seleciona quais alimentos culturais estarão por dentro, porque não interessa o objetivo. A gente reduz os fundamentos, reduz...
1:36:40
S…
Speaker 1 (currículo 1)
filosofia, é dois... bota empreendedorismo, é dois artes, é dois esportes, e bota sei lá o quê. E se quiser saber sobre a minha neta, o dia o futuro não conecta nela. Porque a aula de empreendedorismo, ela era uma empreendedora pra fazer uma palestra pra ela. Quando ela chega em casa, ela podia fazer brigadeiro no fundo da cozinha dela. Nada contra fazer brigadeiro. Agora, gente, isso é um bico. Se fosse a dona de uma loja de brigadeiro, eu não entendi. Ah, eu fui lá.
1:37:10
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Eu digo, gente, vocês estão batendo a cabeça assim, não é? E fazer brigadeiro é porque, não, desculpa, não é nem negócio, é rico. Quando a gente está sem ter, por onde se virar, a gente faz boto de pote, brigadeiro, porque aparece, vem, é um rico. Você não pode formar uma pessoa na escola para fazer brigadeiro no fundo da cozinha dela. Você prepara ela, pode até começar assim, mas mostrando que tem possibilidade de você ter um negócio.
1:37:41
S…
Speaker 1 (currículo 1)
E que para isso precisa estudar. Eu vou na escola e pergunto para as crianças, o que vocês vão saber quando crescer? Jogador de futebol. Beleza. Agora, tu sabe, né, que tem que aprender e ler muito bem. Porque se tu não saber ler o contrato, o empresário te rouba. Aí eles me olham e assustaram. Se eu não saber ler bem, eu entendo que estava no contrato. E tudo o que eles dizem, eu relaciono. Leitura e escrita. Qualquer profissional.
1:38:12
S…
Speaker 2 (currículo 1)
É a mesma coisa. Então, eu seleciono quais elementos culturais. Ao mesmo tempo que é um projeto seletivo de cultura, ele é cultural. Seleciona e aproxima ao máximo da cultura que você quer que seja a mesma. Aí precisa estudar o que é. Se constrói algo que você quer que seja a mesma. Por exemplo, a farsa da avaliação da pedagogia. Construir um cenário.
1:38:51
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tinha aparelho de wi-fi na sala, bebedouro. Terminava, aliás, eu não tinha. Tanto que ia encontrar. Por quê? Na verdade, não existia. O currículo é a mesma coisa. Tem lugares que tem um projeto pedagógico maravilhoso, que ninguém nunca leu. Há anos atrás, quando minha filha era pequena, eu fui na escola, numa determinada escola para voltar, e aí a professora falou, nós temos baléia.
1:39:21
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Música, não sei o que, a parafernália toda. Eu, sim. E qual é a carga horária de história? E eu falei, a gente tem duas aulas de livro? Sim. Ela está dizendo quantas aulas de semana. Agora eu quero saber qual é a carga horária. Quanto por cento do currículo é dedicado ao ensino de história? Porque ela estava vendendo parafernália. Mas entendendo o currículo, ela não entendia. E era coordenador. Estavam me vendendo.
1:40:01
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Bagulho, né? Balé, tudo isso é uma beleza. Mas eu quero saber que é uma temática de história. História, eu acho fundamental estudar história. Porque eu quero saber qual é a tarborada. Porque não explico tão lindo sobre o projeto. Então, escreve uma coisa muito linda que ninguém lê. Quando um projeto, na hora que eu for fazer minha aula, por exemplo, vou fazer a aula, eu devia pegar o projeto de pedagogia para fazer. Principalmente quando chegar o grupo novo.
1:40:35
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Tendo competência definida. Os arquivos dos computadores, pontos. Era para mostrar como é. Mostramos agora. Volta tudo, não é? Porque a reforma curricular é o subtítulo da minha tese. Eu falo das políticas curriculares e aí eu digo, é preciso fazer alguma coisa para que tudo permaneça como está. Se reforma o currículo, para que nada mude. Não mexa no meu horário, não mexa na minha disciplina, então reforma.
1:41:14
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Então, é preciso fazer alguma coisa para que tudo permaneça como está. É um caso. Então, é um projeto cultural porque ele se aproxima das realidades para negá-las e estabelecer a cultura que ele efetivamente quer. É um projeto social, embora a gente não perceba essa questão. Tem um tempo que só a UF é uma formada professora.
1:41:51
S…
Speaker 2 (currículo 1)
Não tinha na UEMA. E não tinha faculdades particulares. Não tinha licenciatura nenhuma na UEMA. E não tinha faculdades particulares. Quando eu me formei, só alguns foram formados. Professores. De todas as áreas. Então, desde o Estado, nós já íamos lá dos embates. Tinha escola que não queria. Porque dizer que a gente chegava na escola e a gente trabalhava. A gente chegava pra fazer a revolução. Então, chegava pra criar muita coisa. É o quê?
1:42:28
S…
Speaker 1 (currículo 1)
É um projeto de sociedade. E nesse projeto de sociedade, a única coisa que não se quer é crítica. Criticar não é atacar. Vocês podem me criticar. Eu não tenho problema com isso. Absorvo algumas, outras não, mas é o argumento. E pronto. E se não acontecer isso, não muda, não avança. Projeto político, desde os anos 90.
1:43:13
S…
Speaker 1 (currículo 1)
Nos preparamos, enfim, nos preparamos a geração desde lá para o que está acontecendo agora. A desvalorização do emprego, a precarização do trabalho, a redução de direitos. O Miley está lá, volta com o rolo que ele arranjou, né? Aumentou o cargo horário de trabalho para 12 horas diárias. Vocês não estão acompanhando? Olha, gente, isso vai ser dever de casa. Vocês vão ter que acompanhar política.
1:43:50
S…
Speaker 1 (currículo 1)
geopolítica e a política local, para currículo ser importantíssimo. O Meleia aumentou a carga horária de trabalho para 12 horas, tirou férias remuneradas, não existe nada em dia. Ele estava lá, fazendo greve para manter lá. Esse é o projeto. Um projeto de maior concentração de riqueza. Porque o que produz a riqueza é o trabalho. Então, se tu aumenta o trabalho e tu não...
1:44:21
S…
Speaker 2 (currículo 1)
dá direito nenhum, não te responsabiliza por nenhum dinheiro, o lucro aumenta. O Lula tinha pedido para os estados reduzir o ICMS para ver se não aumenta muito os combustíveis. Os governadores meteram para a parede porque disseram que não vão fazer que mesmo.
1:44:42
S…
Speaker 3 (currículo 1)
O argumento é certo. Eles não vão fazer, não é por isso, mas o argumento está correto. Eles disseram, não vamos repassar porque isso não chega nas bombas. Não reduz o consumidor. Aí eles disseram, realmente, nos últimos quatro anos, houve uma redução.
1:45:00
S…
Speaker 1 (currículo 1)
de 16% para os distribuidores de impostos. Mas o combustível na bomba aumentou 27%. Quem impulsou essa diferença entre a distribuidora e a bomba se dilui esses benefícios.
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