currículo 4
May 02, 2026 12:38
· 1:24:05
· Portuguese
· Whisper Turbo
· 4 speakers
Ka ngaro tēnei tāruatanga i roto i 22 rā.
Whakahauhau mo te rokiroki tūturu →
E whakaatu ana anake
0:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Faz o trabalho e aí faz o BMCC, que é o momento atual, e aí tem outro trabalho. Então, eu não vou estar passando o trabalho pra gente. Porque é legal. A gente não vai faltar e passar pra lá. Então, falando sobre a Elisa Teixeira, que eu digo que a gente estuda pouco, é um educador de uma importância muito grande no Brasil, é um defensor da escola pública.
0:32
S…
Speaker 1 (currículo 4)
para todos, e uma escola de qualidade, defensor da educação integral. Olha só, o Luiz Teixeira Boa, se não me engano, em 66, 67, por aí. Nós estamos em 2026 e o Brasil não é universitário de escola de tempo integral. Até hoje, ainda somos um dos países do mundo com menos tempo de vida de escola.
1:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, quando se estuda Luís do Teixeira, ele foi muito estigmatizado e condenado por ele estudar a história do pragmatista, porque ele era um... Quando eu estudei, dizia que ele tinha sido orientando o Didi. Depois, uma professora veio fazer uma palestra aqui na Semana de História da Educação e disse que nunca foi. Ele só estudava as obras de Didi.
1:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Ou seja, as ideias dele também foi ser estudante de Dino e do pragmatismo. O pragmatismo é o quê? Quais as características da corrente pragmatista? É, quando eu faço assuntos, sabe que eu tenho como faço, mas eles chamaram a gente pra elaborar as provas de concurso, eu vou pegar essa pergunta. Gente, tudo que vocês estudam tem que ter uma conexão, filosofia, sociologia, didática, currículo, pra chegar na sala de aula. É pra isso que a gente faz essa aula toda.
2:05
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, a corrente pragmatista, qual é a principal característica dela? É uma corrente filosófica. Você não estudava tão de ouro? É a experimentação. O pragmatismo é você aprender algo para fazer. Então, a gente caracteriza muito como uma educação econômica.
2:40
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Uma educação em que você aprende aquilo para executar as coisas. Então, ela é utilitária, exatamente. Ela é utilitária, que é o que nós que estamos vivendo com a experiência. Ensinar o mínimo necessário para executar uma tarefa. E não para pensar na reflexão, para você fazer análise, para você proferir com seus estudos.
3:08
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Nada disso. Vocês viram um vídeo que foi atribuído a um empresário, de quase qualquer tráfico, que é um empresário, que ele dizendo que acabou a fábrica de pião. Vocês viram esse vídeo do PT? Que anda a cabeça de pobre, que ele teve que ir fazer universidade. Se todo mundo fizer universidade, quem é que vai ser pedreiro? Quem é que vai capilar no estado? Quem é que vai fazer o que? Gente, é um discurso fruto.
3:40
S…
Speaker 2 (currículo 4)
mais absurdo que vocês possam ouvir. Ele diz desse jeito, agora acabou a falar que é de piano. Fique pedreiro, não quer ser pedreiro, fica sem dinheiro. Aí ele vai dizendo os trabalhos da SAIS, desqualificando, é claro, e dizendo que eu sigo, essas pessoas realmente creem que estão precisando da mão de obra. Então, é a mentalidade. Nós tivemos um ministro da Educação que disse que universidade não pode ser para todo mundo, porque é inviável.
4:20
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então essa é a mentalidade. E o pragmatismo tem muito essa base. Embora os pragmatistas nunca tenham dito isso. Eles nunca disseram que é só para alguns praticarem. Tanto que essa base pragmatista que dá origem ao Tecnicismo, ela é usada em países de primeiro mundo. Só que você estuda e faz. Não é só aprender a fazer.
4:49
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Eu falei para vocês, eu fui na Universidade de Havana, em Cuba, o curso de pedagogia é de termo integral. É um turno na sala de aula estudando e o outro na escola.
5:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Você está no primeiro período, você é auxiliado. Aí, quando já está no terceiro em diante, você já é não sei o quê. Aí, no último, toma a turma e te vira. Eles vão criando etapas para os alunos, mas desde o primeiro período, você está no outro. O pragmatismo é meio que isso. Você trabalha o manual, o trabalho intelectual, não é que liga. Entendeu?
5:32
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Mas no Brasil se distorceu um pouco isso, porque nós sabemos que a porquê ser o presidente não faz nada, porque é escravo ao caráter. Tudo tem que ter quem faz, tem que ter clientes, tem que ter quem organiza. Isso é uma coisa que na escola nós reproduzimos muito. As escolas que têm crianças de classe médica, a criança não junta o papel de família.
6:05
S…
Speaker 1 (currículo 4)
A gente sempre faz isso na escola. Vamos botar o cestinho ali, para todo mundo botar seu lixo, não é? Não faz. No cinema, essa santa errou. Quando termina, parece que o furacão passou.
6:20
S…
Speaker 1 (currículo 4)
tem uma lixueira bem na saída. Ninguém quer pegar sobre o pacote lá, usar um pouco da pipoca, do refrigerante, e trazer para botar no livro. Então, termina entre uma sessão e outra, temos funcionário falando no bar, e isso é uma mentalidade extravocada. E sempre acha que tem que ir para você. Lembra da música do Chico com Gilberto Gil?
6:49
S…
Speaker 1 (currículo 4)
O negro sempre limpava o que o branco sujava. Porque é essa a mentalidade. E o pragmatismo, você faz exatamente como é que ele. E isso influencia tanto essa ideia de Elisa Teixeira quanto essa ideia de Elisa Teixeira. Por exemplo, eu estudei no SEMA. Quando terminava a aula, cada... Eu não me lembro se era de outra semana. Isso já não é normal, gente.
7:24
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, eu tenho uma equipe de 60 anos mais ou menos. Então, a gente terminava a aula e ia com 68, 65, 55, 56 anos por aí. Terminava. Cada equipe era responsável. A gente varria a sala, recolhia o lixo, botava o lixo lá na lixeira grande e entregava para o próximo turmo na turma ali. Cada turma varria. Teve gente que tirou o filho da escola.
7:54
S…
Speaker 1 (currículo 4)
para que não fizesse. Principalmente quando era menino, porque tinha que ser menino e menina, todo mundo varia. Então não era só as meninas que cuidavam, não. Varia, depois passava o empajador nas cadeiras para tirar o pó. Aí podia saber. E teve gente que tirava o filho da escola, porque achava que isso era uma humilhação. Então, e quando isso era educativo, cuidar do espaço. E lembrei, quem fez série na Coreia do Sul, morador e varrador, para deixar ser um bairro único.
8:33
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Imagina aqui, o pessoal da Península lá também.
8:54
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Então eles plantam rabonete e a mãe e a família tem que fazer uma receita desse rabonete e a criança tem que fazer uma observação sobre isso, uma observação crítica e tal. Aí no comentário tinha uma professora. Aí a professora falava assim, que hoje...
9:14
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Os pais não querem nem olhar as bolsas das crianças para ver se tem alguma roupa azulha. Imagina se recebesse um rabonete para fazer alguma comida. Então, ela fez uma crítica, né? A diferença entre os dois países. Aqui no Brasil, ou a mãe mandava a empregada fazer, ou ia para o restaurante comprar por cada páscoa.
9:36
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Porque eu conheço que a criança tem que fazer não sei o que. Ela manda, encomenda, faz e manda. Na minha escola, isso não era uma obrigação, mas era voluntária da gente. A turma se reunia porque a escola estava bastante suja, porque tinha funcionário trabalhado de uma terra onde a gente não sabe, isso não está certo.
10:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Nossa turma e outra turma de terceiro ano pegava e limpava a turma, tirava os papéis. Ou seja, a gente se reunia para limpar as outras falas e depois a gente tinha uma boa relação com a moça da limpeza. A gente via que ela era muito sobrecarregada até quando eles vieram.
10:15
S…
Speaker 2 (currículo 4)
E era muito sobrecarregada, muito sobrecarregada. E a escola sabia disso tudo e botava, ao invés de contratar mais funcionários pra que ajudassem ela, não, sobrecarregava tudo nas costas dela. E eu vejo que essa mentalidade não é só na escola, é pra todo boletariado. Porque quando a gente vai num restaurante, ou numa lanchonete, as pessoas fazem uma balbuja em cima da mesa.
10:37
S…
Speaker 1 (currículo 4)
e não ir pra nada. Eu sou a pessoa que eu estou acostumada. No shopping, né, que tem uma coisa, pra gente pegar. Eu lembro que no Matheus, quando eu vou comer no Matheus, eu pego ninho, pego a bandeira e levo pra moça, ele diz, não, deixa que eu vou, porque eu disse, não, mãe, eu já tô de saída. Tá aqui a passagem. É porque na passagem tu deixa a bandeira lá, a mesa fica limpa pra quem vem, o fluxo melhora, né?
11:03
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Quando eu faço isso, eu vejo muitas pessoas reclamarem comigo que ele está sendo preparado para limpar. Ele já tem quem faz para isso. Você vai pegar também a louça, vai levar na cozinha, vai levar para ela. Eu penso muito que...
11:18
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Eu estou trabalhando para a linguagem, como um todo, não para ser a minha serpente, e eu também não preciso de uma dedura que empolga e bagunça todo. Então, não tem nada de errado em eu pegar a minha bandeja que eu uso no lixo, botar lá e dar para o lixo e levar o prato para ela. Porque isso não é fazer o trabalho dela, você deve ter consciência. E as pessoas acham que quando uma pessoa está em uma lavagem de direito, principalmente proletariado, geralmente o proletariado, ele tem a obrigação de servir como se fosse misturado ou estragado nos nossos desejos, ao invés de a gente falar só o seguinte, não, como eu sujei muito...
11:47
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E as pessoas, elas veem isso como uma coisa que o trabalho da loja é mais rápido, menos cansativo, melhor feito, né? Tem esse conjunto, mas não temos essa sabedoria porque o nosso mercado é pra mostrar.
12:10
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Isso, é uma forma de educar, então a gente lá não os puja, que é para não ficar muito tempo limpando. Eu lembro que tinha uma turma aqui na cadeirinha, que é o tipo de banca todo que livrava.
12:30
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Da terça-feira. Era lá na rua. Bom dia para o Rio de Janeiro. Lá na escola laboratória. Aquela sala amarrada. Gente, quando tu entrava no primeiro, até toda vez eu aviso. Não coma na sala de aula aquela pipoca do saquinho amarelo. Porque eu vou sair, porque senão eu vou vomitar dentro da sala.
12:55
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E depois eu descobri que não é uma náusea que sofre do cheiro. O cheiro me dá alergia. Vocês sabiam que a gente pode ter alergia em malandro? Coisas. Gente que tem alergia a peixe. Se tu estiver cozinhando o peixe e ela cheirar, pode ele dar alergia. E eu os atribui a chatice mesmo, assim. A gente suporta esse cheiro. Depois, não. Não é nem... Eu tenho alergia a milho. Então, não posso ter propósito.
13:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
No cinema, eu boto a máscara por causa do cheiro da pipoca. Mas aquela tem um cheiro de rodinha para amanhã. Trofé na cama.
13:42
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Tempo, vamos para adiante. Então, isso é uma verdade. E o pragmatista, ele trabalha exatamente 16 mil. Entre o trabalho manual e o trabalho manual. Mas isso já chegou em Cuba, né? Os professores universitários dão aula e dão ensino. Eu não sei se há 30 dias por ano, tem que cortar. Não, pra mim não precisa. Inclusive, tinha uma época que tinha alunos universitários que faziam tipo um estufão.
14:08
S…
Speaker 1 (currículo 4)
e iam pra Cuba pra me cortar cana. Aí eu falo, não, melhor não, minha revolução não chega a cana. Mas é interessante, eles ficavam hospedados nas universidades de lá, encontravam com os estudantes, notavam informação e iam pro trabalho manual. Eles sabem muito disso. Então, aqui, a experiência é como base do aluno no aprendizado. Vivenciar para aprender.
14:36
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, em 1938, ainda nesse período de existência, década de 20, é criado o INE, neste até hoje, aqui que faz o ENEM e as avaliações, não é? E criaram também...
15:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
O programa americano, eu diria ao seguinte, a educação é a minha capa, que era um acordo de cooperação Brasil-Estados Unidos, que toda vez quando falam em acordo de cooperação, eu estava aqui, porque todos os acordos de cooperação deles é para tomar o que é nosso, fazer a gente comprar coisas deles, tanto que a gente tem...
15:27
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Nessa altura da vida, no quarto do século XXI, o Ministro da Educação Brasileira ainda está comprando tablet para a escola, quando todos os países que têm as melhores educações estão fazendo o caminho contrário. Ele está ouvindo a internet, aumentando as bibliotecas. Então, em 1938, o primeiro presidente foi o Lorenzo Filho e foi criado, no INEB, a Revista Brasileira de Estudos Cagabólicos.
16:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Essa revista existe até hoje, que é assim de A, A, A estrelado. Qualquer revista nela, publica nela. É uma revista muito conceituada. E no primeiro número, ela traz no prefácio lá, escrito pelo Lourenço, um programa mínimo.
16:23
S…
Speaker 1 (currículo 4)
um programa curricular mínimo, um programa mínimo de educação, com objetivos e estratégias. É a primeira vez que na educação brasileira o Estado, ele não obrigou, mas ele anuncia, pelo menos, que a educação deveria ter objetivos definidos e estratégias definidas comuns, porque já tinha.
16:50
S…
Speaker 1 (currículo 4)
mas aqui se fala em objetivos estratégicos comuns. E eu estou ficando cumprida também. O treinamento do Magistério do EFM, nesse Centro Brasileiro de Pesquisa Educacional, tudo isso criado nesse momento. Vocês percebem que as reformas anteriores diziam que deveriam ser, mas não tinham órgãos de fiscalização e planejamento. Vocês perceberam?
17:28
S…
Speaker 1 (currículo 4)
É a partir da década de 30 que isso se coloca. Então eles criam os Centros Brasileiros de Pesquisa Educacional e dentro dele as divisões de treinamento de magistério que davam cursos de planejamento. Qual é o detalhe? Os técnicos do MECA que faziam parte desses centros, eles iam estudar nos Estados Unidos.
17:54
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Quando voltavam, eles treinavam as secretarias de educação e treinavam os professores. E o nome era bem isso, treinamento do professor. Então, quando você fala que precisa treinar professor, é porque você está mudando o papel dele na escola, não é não? Da pessoa que pensa e determina absolutamente, como na pegada de educação, ele passa a ser o quê? Um executor.
18:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E é aí que os técnicos em habitação assumem um papel importante na escola. A divisão do trabalho na escola se acentua. Porque tem o administrador que cuida da burocracia, eles tinham os inspetores escolares, era uma habilitação da burocracia, que ia inspecionar a escola. Tinha o supervisor que ficava na cola dos professores e os orientadores da educação mais para marcar os alunos.
19:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Mas aqui ainda não estava definido, estava definido os papéis, mas não estava definido as formações. Mas começa a treinar professores para planejar. Daí o professor começou a adiar planejamento. Porque ele virou uma burocracia obrigatória. E não algo que seria você pensar a sua aula. Não. É uma burocracia obrigatória. As pessoas planejavam muito mais para o supervisor e o inspector do que para os alunos.
19:31
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Ainda hoje é assim. Foi lançado um livro em introdução ao estudo da escola primária, do João Roberto, que trazia claramente uma influência do Ralf Itaia. O Ralf Itaia diz, bom dia. Boa noite. Bom dia, bom dia. O Ralf Itaia é considerado...
20:02
S…
Speaker 1 (currículo 4)
do ídolo, centro, principal teórico da cultura e do pertencimento. Toda a base do pensamento do Ralfi Caer, que a gente pode ver mais claramente com mais detalhes, com mais detalhes, teorias do livro, todo o pensamento dele é comportamentalista. A base é o comportamentalismo. É estímulo, resposta, reforço. E eu estudei no tema Era Funda.
20:36
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Você tinha aula pela televisão, na sala só tinha um orientador de aprendizagem, que podia ser formado em qualquer coisa. Todas as aulas passavam na televisão, a gente tinha uma apostila. Quando terminava a aula, o professor deixava uma situação problema. Aí, essa situação problema, nós reuníamos as equipes e íamos resolver essa situação problema e apresentar para o resto da aula. Então, se estivesse correto, o orientador de aprendizagem...
21:07
S…
Speaker 1 (currículo 4)
reforçar. Se não, você tinha que fazer tudo de novo. Até conseguir estudar. Embora quem estivesse na sala necessariamente não soubesse estudar. Ele tinha que formar em letras. Aí tinha aula de matemática. Às vezes ela se virava assim. A fulana é de matemática, então fulano vem pra minha turma e eu dou de português a turma dele. Entendeu? Pra tentar contemporizar. Então, era uma educação.
21:40
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Tecnicista, centrado. A gente tinha uma disciplina chamada orientação para o trabalho. Isso, gente, no que hoje a gente fez, no meu tempo, era a quinta à oitava série. O produto está sempre bem a nove anos. Era da quinta à oitava série. Era só quatro anos, passou para cinco anos. Então, nós temos orientação para o trabalho. Era um nome que deve ser dele.
22:11
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Falava o tempo inteiro não de emprego, de formação. Falava do trabalho. A importância de você desenvolver um trabalho para sobreviver. Então tinha essas coisas culinárias. Quando eu fui no médio, a minha escola não era mais uma escola elitista, mas tinha ainda o resto disso elitismo. Eles reconfiguraram essa disciplina. Lá chamava artista.
22:46
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, o que eles faziam nas artes práticas, em vez de orientar para a gente comprar um emprego, não, eles davam o tipo de banho de civilização na gente. Então, você aprendia a comer de talher, a andar de salto, em febre, e não riam, porque eu nunca esqueci o que a professora fez pra mim. Ela disse, procurem aprender isso. Um dia, isso vai fazer diferença na vida de você.
23:17
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Até hoje eu fiz copo de vinho em todos os talheres, com guarda numa mesa francesa, nunca esqueci. Os talheres de fora pra dentro, prato de soco, prato principal e a sobremesa. Recebi o guarda-nato no colo. A única coisa que ela não conseguiu fazer foi a prender a Bissau. Porque eu era atleta, eu vivia de dentro. E aí eu podia te levar uma sandália de Bissau.
23:54
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E ali eu botava o livro na cabeça da gente pra morar lá, encargo o quadril. E olhe pra frente, e agora é um quadril. No dia dessa aula, comércio, tudo era diferente. Já tinha duas filas separadas, uma dos meninos, uma dos meninos. Então, ele chegava e ficava aqui do lado da porta e abriu a porta pra gente entrar. Porque homem não pode passar na frente de mulher. Depois, quando chegava na sala, puxava a cadeira, deixa as meninas sentar, depois você senta pro lugar que não sobrava. Discordo um pouco.
24:30
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Você ser elegante é ser machucado. O que não pode transformar em regra. Eu não me sento como não puxar cadeira pra mim. É diferente. Mas não vale o que eu gosto. Duma elegância, eu acho legal. Sem definir esses papéis. Era que a sociedade existiria de nós, como a gente vinha de classe pobre, onde a gente ia fazer isso. Então, ela ensinava de tudo. Mas pregava o cão também.
25:00
S…
Speaker 4 (currículo 4)
Ela se cuidar, que a gente ia que andava com uma costurinha na bolsa, porque um acidente você tem como se virar. Ela não ensinava maquiagem, mas exigia que a gente pintasse os cabelos e aí o racismo aparecia. Cabelo crespo tem que estar preso, não pode deixar tudo. Mas naquela década não se andava, no final da década de 70, que o Black Paula era assim.
25:28
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Eu venho de todas essas etapas. Eu tive o cabelo frio e venho de tranco. Eu odeio qualquer coisa na minha cabeça, até a luz. Não suporto nem prender o cabelo e nem botar nada. Nem fivela, nem minha fraca, nem nada. A gente aprendia a pregar lutão, tudo. Fervir o quê? Fervir o quê? O que torna vinho? Fazia tudo na história.
26:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
A vida seguiu, eu já professora aqui, um dia teve uma semana que ela usou a estelha e saiu de um grupo grande, em qual estava quem tinha carro, dava carona, e nós fomos almoçajantes, porque íamos voltar para a aula. Então, saí de um grupo grande para almoçar.
26:24
S…
Speaker 3 (currículo 4)
E fomos num restaurante e tal, pedimos a comida, e a assembleia continuava, né? A gente armando quando a próxima ia voltar no tempo que as pessoas se importavam em fazer o político também dessa universidade. E aí, quando a gente armava a voltar, não sei o quê, e seguimos. Perdeu o almoço, a almoçando, a congresso fluido. Na volta, redistribuindo os casos. Quem volta é o almoço, quem vai pra casa, não sei o quê. E...
26:54
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Eu dei carona com algumas pessoas no meu carro. E aí as pessoas, a conversa continuava. Então, só que um grupo grande se dividiu no almoço. Esse tempo não entrou em acordo. E aí vem, eu vou, vem no carro com algumas pessoas e as pessoas falam. Tu tá me suando. Agora que é um pouco as ideias do tempo. Tô falando masculino, mas necessariamente não é um pouco. Que é preciso.
27:28
S…
Speaker 1 (currículo 4)
com as ideias e não sei o que. Tu viste como ele come? Não sabe usar os talentos. Esse é o tipo de pessoa que é bom, caluno. Immediatamente veio aquela professora. Um dia da vida se fala. Gente, todos os espaços sabem se é igual. Porque nossa sociedade não é democrática. Se tu for um evento, ali em todos os professores, eles estão te analisando. Tem um pouco.
28:14
S…
Speaker 1 (currículo 4)
se tu fala de boca cheia, olha, no calor da emoção, eu não consegui ver o que essa pessoa viu. Nem sei se eu tinha com medo de falar de boca cheia ou não, porque eu estava ligada na conversa. Então, assim, hoje nós temos um número grande de professores pretos, nós temos um grande número de pessoas que vieram da escola pública, mas quando eu entrei aqui, não. Era um monte de madame de caderno, que foram os professores do Sul. E eu de jeans,
28:54
S…
Speaker 3 (currículo 4)
estandaria de couro, e hoje tem aqui jovens. E eu era tipo, filha, você tacou uma alguém que não esteja ali, sabe? Realmente, ela queria com o maior traço as minhas aulas pra ela. E eu disse, não, não, porque a senhora tá ali supervisionada? Não, porque não precisa... Aí ela não gostava do pelo pelo, ela só fez chacanhar. Botava música clássica, filme, e ela não conhecia. Você pode me emprestar? Não, não pode.
29:28
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Depois foi me largando de mão, porque eu comecei a fazer esse tipo de coisa. E não era porque ela queria me ajudar. É que ela queria dizer que eu não tinha conhecimento e nem comportamento adequado para estar aqui. E isso até hoje, gente, até hoje, a pessoa entra com estilo, com jeito e vai mudando. Eu não sei se tem que me dizer, eu fui mudando a idade. Não necessariamente porque eu queria me sentir vista como...
30:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Mas as pessoas vão mudando o comportamento. A forma de vestir, a forma de falar. Porque você vai se adequando, entendeu? Tanto que, por exemplo, se você é professora, por que você acha que eu sou professora? Porque tem um jeito de falar, tem um jeito de se comportar. Tudo vai dar logo na aula. Qualquer coisa dá logo na aula. Então, a gente ri, mas...
30:31
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Para quem veio de classe pobre, se eu tivesse entrado aqui só fazendo o meu espaço para o prato, ia ter dúvida. E não, se a gente está rodando no calheiro. A preocupação é botar comida no prato. Eu teria sido excluída absurdamente. Eu lembrei de uma professora de serviço social, que nós fomos colega no grupo.
30:58
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Fora daqui, somos mais ou menos da mesma idade. Ela dizia, Rose, a gente ainda fala alguma coisa, porque eles temem um pouco a gente. Nós não viemos aqui para... Porque não se submete. E você, para não se submeter, você precisa ao mundo. Então, sempre eu aviso as mulheres pretas, sempre vão botar a gente. Sempre. Qualquer espaço.
31:31
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Então, essa coisa burguesa, machista, não precisa ter o domínio para que a gente saiba se envolver. Porque o tempo inteiro a gente estava trabalhando. E acabou que essas aulas foram importantes para mim. Aliás, aquela escola que eu tive uma cultura editista, foi a primeira escola que eu vi Beethoven, foi o primeiro lugar que eu vi Beethoven, foi o primeiro lugar que eu vi Beethoven, foi o primeiro lugar que eu vi o Picasso sobre quem era Picasso.
32:08
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, eles tinham um respício ali nele, que estavam mudando para o tecnicismo, mas eles mantiveram isso. Lembra que a gente chegava nessa aula lá? Postura! Todo mundo sentar direto. É fato. Se tu faz assim, te arreia, tu dorme. Se tu for para uma reunião, tem gente que estuda isso. Cada postura assim, já é 1 a 0 para o que vai passar.
32:43
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Vocês nunca me viram num evento, porque ultimamente eu já não vou. Um aluno me convidava para fazer alguma coisa. A primeira coisa é a roupa. Ela vem com uma roupa chique. Roupa de lixo. Roupa de lixo. Tudo preparado. Se for no curso, tudo rigorosamente preparado. Como quem vai para a guerra. Com aluno, nem tanto.
33:25
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Teve uma aqui, ela já até morreu, Deus abençoa. Tinha uma mulher que vinha aqui e se colarcava todo mundo, todo ano fez a táxi, Samuel, fazia um encontro de história da educação, não sei se dá tempo. E era muito importante, vinha os alunos do interior, vinha sempre pesquisadores, um encontro muito bom.
33:50
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Por esses acaso da vida, era currículo, me chamaram para ir para uma mesa. E tinha uma mulher que era um fantasma. Ela humilhava os professores aqui. Onde você leu isso? Eu disse, cara, se essa mulher fizesse comigo isso, vai também. Está no meio do aluno de todos. Eu vou pular em cima dela. Porque eu vou dizer para ela, pelo menos respeito, alegância, no lugar que está convidando ela para uma coisa. Como é que eu gosto de sair daqui para ir esculachar os outros?
34:17
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E ela tinha feito no ano anterior uma vergonha, porque a professora foi com a turma e chegou lá, a professora falou não sei o que, e ela desfez e humilhou a mulher na frente dos alunos, aquilo estava na minha cabeça. E eu fui para uma mesa, notou, mas estava com essa história na cabeça, preparei mesmo rigorosamente tudo, como sempre faço, fui. Aí na mesa todo mundo apresenta, quando a bruxa aí, ela se sentou bem na primeira fila.
34:45
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Na minha direção, eu digo, é hoje. Não deu outra.
35:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
O presidente David Coutinho, olha a pergunta que ela faz para mim. Uma mulher estrelada de São Paulo e tal. Quando você fala que houve um avanço do capitalismo no Maranhão, do que você está falando? Isso é uma forma que você pergunta. Eu, pelo menos, nunca perco tempo a aluno. Dessa forma.
35:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Eu posso perguntar de que momento histórico você está se referindo? Você tem um jeito. Ela perguntou para mim desse jeito. Mário Meirelles do Morro. Estou dizendo que escola te ensina no Coelho. Cheio de Mário Meirelles do Morro. Fiz uma aula de história do Maranhão, parque industrial. Entrei pelo movimento sindicalista. Ela não sabia também a minha história. Sou filha de sindicalista. Quando ela fala proletariado, eu sou exatamente de origem proletária. Porque meus pais trabalhavam na indústria.
36:02
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, dei o sindicalismo numa reunião, a mudança na relação de produção. Aí ela, ah, tá, muito obrigada. Eu, não, não acabei. Não terminou. Samuel era o branco da cor dessa parede. Preocupado, porque ele viu que é eu.
36:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Eu achei indivíduo. Preocupado de que a mulher rebatesse e eu fosse para cima. Gente, quando terminou tudo que a gente está saindo...
36:40
S…
Speaker 1 (currículo 4)
As pessoas que estavam no evento do ano anterior, estavam vingadas, eu disse, não, mas esse ano eu vi com a mata no dente. Porque é ela que lê. Porque a pessoa te pega desprevenido, de cá que é tão assintoso, tão agressivo, que tu, né, até que tu vá se conectar e tenha aquele respeito, porque é alguém que publica o livro e tudo. Na universidade tem o trabalho que eu espentei na frente do meu aluno, e com a mata no dente, entendeu?
37:13
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, esse tipo de questão, a postura, todo, vai defender monografia? Se arruma, passa um batom, chega aqui no salto, se não usar salto, mas pelo menos com a postura elegante, vá lá e pode falar a pior besteira que você quiser, com um convite, um caramba, olho, e ponto. Porque isso muda a tua relação com a banca. Se você chegar lá, ah, que eu acho?
37:50
S…
Speaker 1 (currículo 4)
De repente, eu não sei se está bom. Aí, o negócio se arma e a gente nunca infla o adversário. Porque uma banca não deve ser adversária. Mas tem algumas que se comportam no caso. Então, é postura ereta, olho no olho, encarando todo mundo. Quem estuda do Nordeste e tudo, vai para os eventos a mesma coisa. Porque eles acham que só tem que olhar. Então, a gente tem que chegar lá.
38:22
S…
Speaker 1 (currículo 4)
virar a mesa, mostrá-lo a que veio. Então, essa questão do retomando afetá, ele coloca um equilíbrio entre o fazer e o aprender. No entanto, muda o papel da escola como que estuda a casa, o papel social da escola. Porque...
38:46
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Nas teorias clássicas, o papel da escola é de reproduzir as condições sociais. Você transfere para as novas gerações aquilo que foi produzido pelas gerações anteriores. Com o Tyler, é uma reprodução das condições sociais, mas uma reprodução de classe. Para as classes mais pobres, vamos aprender a fazer. Para as classes mais abastadas, vamos aprender a mandar.
39:19
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E essa lógica vem desde essa época se reproduzindo de diferentes formas. Os objetivos viraram competências, você vai mascarando, mas a ideia é que cada classe reproduza a sua própria. E o conhecimento, ele não é mais o elemento fundamental nas estruturas de poder, mas sim o capital que você traz.
39:53
S…
Speaker 2 (currículo 4)
o sobrenome, a herança, e não o conhecimento.
40:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Os professores são a fração dominada da classe dominante. Nós estamos aqui, não somos as classes menos favorecidas, mas estamos aqui para contribuir para que elas se reproduzam. Então, toda vida eu digo, eu dou aula para vocês, para vocês fazerem doutorado.
40:23
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Não é para ser empregada de madame e dona de colégio, que hoje em dia tem mais, agora é uma empresa, então não é para ficar lá de cada época, para fazer doutorado e criticar essa porteira toda. O currículo é estabelecido como área de estudo específica, com base no tecnicismo. Até hoje se diz que currículo é uma ciência. No Brasil não se estuda como uma ciência, mas como uma área de conhecimento.
40:58
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Na Europa, tanto didática quanto currículo são consideradas ciências. E ciências diferentes. Nos Estados Unidos, o currículo está inserido na didática. E a didática é uma área de conhecimento da educação. Só a pedagogia é ciência. Vocês veem a diferença. Mesmo com o BMCC, com toda a influência da UCDR.
41:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Os europeus ainda mantêm uma deferência em relação ao conhecimento. Para eles, o conhecimento ainda é fundamental. Tanto que eles reformaram a educação, implantaram o tecnicismo, mas eles não tiram filosofia e sociologia da educação mais. Porque, para eles, o conhecimento ainda é uma deferência brasileira. O Papaiê, programa de assistência brasileiro-americano,
42:02
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Eles queriam até mudar, porque a gente tinha escola primária, primária e secundária. Eles queriam colocar, porque nos Estados Unidos é elementar escuro e raio escuro. Então eles queriam mudar no Brasil e chamar de educação elementar. Acabou não entrando na lei.
42:22
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Esse programa era um acordo de cooperação entre Brasil e Estados Unidos e tinha como objetivo principal treinar supervisores de ensino primário, pré-federalização, professores de escolas normais e cursos de aperfeiçoamento de profissões. Eles vieram pegar a formação. Será que hoje isso é diferente?
42:54
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Embora nós não tenhamos os acordos de cooperação, mas nós temos o quê? As famigeradas fundações. Fundação Ayrton Senna, Fundação Itaú, tem fundação para todo o quanto é lá, que é uma forma dele não pagar imposto também. Mas as fundações, elas assumiram o lugar desses acordos de cooperação. Elas vêm para a educação para garantir o quê?
43:25
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Primeiro, se apropriar dos recursos da educação e garantir que se compre o que eles vendem. E segundo, se garantir a estrutura de pensamento capitalista. Eles vêm para as escolas basicamente para fazer com que a gente acredite, que a gente é pobre, porque é a culpa nossa. Nós não nos esforçamos. Todo mundo desse esforço vira milionário. Eles pegam um carro, um milhão.
44:06
S…
Speaker 1 (currículo 4)
e diz que aquele ali deu certo. O resto foi incompetência. Por isso, tem um texto da Marilena Schaul, que está naquele livro que é ideologia, vocês conhecem esse livrinho? Que é da coleção Primeiro Espaço. Tem um capítulo nele que tem a ideologia da competência, que é interessante. Eu acho que as meninas até visitaram os dados, vou até ver, se eu tiver um boto...
44:42
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Como complementar, tá? O livro já é pequenininho, eu acho que tem quatro páginas, sim. A ideologia da competência. Então, quando você vai, uma coisa é você discutir conhecimento.
45:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
O outro é de competência. Conhecimento é algo construído ao longo do tempo, que tem um tempo da ciência. Durante muito tempo nós ouvimos muitas piadas e contos de que a escola é atrasada, que a escola não acompanha as mudanças da sociedade. Vocês não já escutaram muito isso? Que pedagogos vivem para não fazer nada, porque não avançam, porque não soube.
45:32
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Isso é ideológico. Porque se você trabalha com ciência, a ciência tem seu tempo. E você não vai aprender os resultados da ciência. Por esses resultados, tu vai construir elementos para fazer ciência. Esse, pelo menos, deveria ser o papel do conhecimento na escola. Eu não vou ensinar, somar, como a gente ensina na escola.
46:01
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Faz uma conta sequinha, uns números aleatórios, mais outros, ou menos outros, ou vezes outros, e a criança tem que fazer aquilo. Não tem sentido nenhum. Agora, se tu ensinar o raciocínio matemático, aquela conta vai ser fichinha para ele. Então, o papel de conhecimento deveria ser criar essas estruturas. Eu não estou aqui para ensinar currículo, mas para fazer com que vocês busquem elementos para analisar currículo.
46:34
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Para pesquisar o currículo, para compreender o currículo. Eu estou desafiando as minhas ex-orientadas que estão trabalhando. Qual é o currículo da escola de vocês? Vocês estudaram o currículo comigo. Eu quero que vocês, lá na sala de aula, me digam que currículo é esse. É para isso que a gente está estudando o currículo. Para você chegar na escola e dizer, esse currículo aqui, ele não contribui para criar bases de aprendizagem para ninguém.
47:07
S…
Speaker 1 (currículo 4)
É ao contrário, ele existe para mostrar que você não tem competência para aprender e por isso deve comprometer. Pegar o dinheiro do pé de meia e dar entrada na moto para lhe entregar pizza. E não é que não seja um trabalho digno, muito digno, mas isso não é um emprego, não é uma carreira, isso é um mito. Até estudante universitário pode fazer isso para ganhar uma grana e se manter enquanto está estudando, mas as pessoas transformam isso em empreendedorismo.
47:38
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Você é um empreendedor, porque tu não tem férias, não tem seguro-desemprego, tu não tem direito à licença quando está doente, não tem direito a nada. Então, tu é empreendedor. Nesse período, era um período de expansão do capitalismo. Você começa lá nos anos 20, tem uma grande crise, os anos 30 é a recuperação da crise com a expansão do capitalismo. E aí...
48:12
S…
Speaker 1 (currículo 4)
A guerra, a Segunda Guerra. Sai da primeira uma crise, o capitalismo se reconfigura e vem numa sensibilidade na Segunda Guerra. Então, era preciso mudar o perfil de trabalhador porque mudou o produto. A industrialização passa, o núcleo passa a ser mais urgente a partir da Segunda Guerra.
48:46
S…
Speaker 1 (currículo 4)
mais urgente, o consumo passa a ser de produtos mais descartáveis. Então, você precisava mudar o perfil de trabalhador, mudar a concepção do trabalho e mudar o consumo. Isso é muito forte na vida da gente, quem tem avô, porque eu tenho a idade das avós de vocês. Então, quem tem avó, avô...
49:15
S…
Speaker 1 (currículo 4)
tenta ver como era a história dele familiar, o que ele comia, onde ele morava, como ele brincava. Porque como eu tenho 17 anos de diferença do meu irmão, eu sou, na minha casa, outra geração. Meus irmãos têm lá 3, 4 anos de diferença entre eles e eu tenho 17 como maior. Com a mais velha, é 23.
49:42
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Ela, quando eu estava na cena, ela estava casando. Meu sobrinho da minha idade. Então, eu fui a única filha dos meus pais que tomou leite em pó, que comeu farinha de lata.
50:02
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Porque como é que se fazia mingau para o menino? Ralava a macaxeira, passava na peleira, tirava aquele pozinho bem fininho, botava nos vidros e ia fazendo mingau para as crianças. Ia na vacaria comprar o leite. Então o dono da vacaria já reservava a vaca mais gorda, mais bonita, que era para vender mais saudável para quem tinha filho pequeno. Quando eu cheguei, já era leite em pó.
50:30
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E era muito interessante as análises que meus pais faziam. Essa vida viria doente, por causa disso, me enganava com isso. Porque os dois nunca fizeram isso. Tudo era assim. Igual eu achava a família da minha mãe, que tinha preconceito contra mim. Aí, meus filhos, tudo que não prestava, eu voltava para o lado para juntar com eles. Eu achava que era assim. Ah, não quer tomar banho? Olha as caízes.
50:58
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Aí os europeus, tudo que não... Ela ficava, tudo presta do meu lado. Pois é. Era uma forma de me depender do racismo. Era tudo que não prestava votava do lado branco da família.
51:18
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, aqui há uma mudança na educação, porque você precisa formar novos trabalhadores. Sempre que a educação sofre reforma, é porque você precisa reformar o perfil de trabalhador. E o perfil de consumidor. Nós estamos na escola ensinando as crianças que têm que comer alimentos muito aconselhados. Não, mas na aula de ciências eles aprendem diferente. Mas o que é que eles comem na escola?
51:51
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Quando tem comida mesmo, é macarrão e salsinha. É biscoito, é subindustrializado. Então, não adianta na aula de ciência tu dizer se o que você oferece não é nada saído da obra. Outro objetivo, produzir, adaptar e distribuir material na idade. Olha o golpe aí. O golpe do Gustavo Edmilho começou lá. Os livros didáticos sofreram reforma.
52:22
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Isso era outra coisa que meus pais falavam sempre. Antigamente, um irmão passava o livro com o outro, a gente não ficava com esse gato, estava em dinheiro, não faz nada. Todo ano eu comprava livro de novo para essa menina, porque eu distribuía livro. Tu comprava ou tu copiava. A minha irmã, Mazélia, contava muito, que foi a que sofreu o maior impacto da pobreza da família. Ela contava muito, que ela pegava o livro das colegas.
52:49
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E copiava a ideia do papel que eu estudava. E como eles já trabalhavam, eles diziam que eu sou a burguesa da família. Isso é verdade. Eu nasci burguesa, o dinheiro é que nunca acompanhou. Diga de comunismo. Mas eles já trabalhavam porque eu tive uma vida um pouco melhor.
53:15
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então tinha essa reclamação, que ela dizia que comprava um livro e no outro ano o irmão usava aquele livro. E comigo não, o livro não prestava mais de comprar outro, não podia passar para ninguém. Ainda hoje alguns pais fazem isso aí, como tem o caderno de exercício, a gente dá compra, não sei, o livro. Mas os livros passaram a ser brochuras apostiladas, você tinha que responder no livro. Então não usava, os textos foram reduzidos.
53:44
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Isso também eu lembro muito. Eu aprendi lá em casa, com a pedagogia da Dona Rosa, que era a minha senhora, a minha mãe, que estudou até 4 anos. Eu era muito atrevida, fui excelente, muito ligaruda. Então, ela comprou a cartilha de ABC e começou a me ensinar em casa. Com 3 anos, com 5 anos, eu sabia ler perfeitamente. E também porque vivia no meio de adultos.
54:11
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, na escola, ela dizia, a Ave Maria só tem essa folhinha de lição aqui, e quem aprende alguma coisa com isso? Desse jeito, gente, instinto matérico, que enviam os outros filhos. Antigamente, o menino tinha que estudar duas, três folhas, a gente perguntava a lição, hoje em dia se faz essa besteira aqui, e me afirmava isso aqui. Nossa, o colégio não tá bom. O colégio não tá bom. Como é que você ainda não aprendeu com isso?
54:40
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E o que que ela fazia? Me botava para ler em voz alta, o jornal, as coisas lindas que podiam ser lindas. Tanto que eu fiz sempre. E era muito interessante isso, quem tem filho pequeno pretende ter.
55:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
com a leitura. Quando a gente bota isso com afeto, não deixa de me levantar. Se não tiver alguma coisa, às vezes eu nem leio, mas se não tiver um livro, eu não durmo. Então, eu vou viajar, a primeira coisa que eu faço é pegar o livro e botar dentro da bolsa, porque senão eu não vou dormir, de fato, com remédio, com o que seja. Eu não consigo. Então, eu pego o livro, quando eu estou mais despertado, eu leio, quando não, eu fico passando folha, mas eu fico mexendo o livro.
55:30
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E quando eu tô naquela fase que você tá quase dormindo, mas ainda não dormiu totalmente, que eu fodei o livro, eu sinto o cheiro da minha mãe. Pra vocês, eu tenho 66 anos, minha mãe morreu faz 29 anos. Isso é da infância. Porque ela ia aqui, botava dormir, pegava o livro e ficava lendo pra mim. Quando eu aprendi a ler, ela disse, agora lê pra mim que eu tô aqui escutando.
55:58
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Aí ficava lá, aconchegada, lendo o livro. E ela dizia, mamãe, tu está escutando o professor? Pode ler. E aí ela dizia, lê pra mim. Então, essa relação, e todas as crianças da minha família, todas, porque a gente fica em cima, tem que ler pra eles. Tem que dar livrinho de pânico, tem que dar livrinho de plástico, tem que ter o livro deles, deles pequenininhos. E aí, gente, é uma memória, assim, que ficou...
56:29
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, a relação que eu tenho com o livro é afetiva. Não é porque o livro eu vou aprender mais e não sei o que. Não. Cheguei na livraria, eu me sinto bem. Sabe uma coisa? É uma sensação de bem-estar. De ficar mexendo nos livros, de invaliar com quem eu fico com o meu.
56:52
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E essa minha filhada, que a minha filhada hoje é a mesma, porque o meu neto tem tanto. Ele não convive tanto, viu? Mas a filhada, que é sobrinha-neta, é a mesma coisa. Ah, ia ter um aniversário. Fala no shopping, vou comprar alguma coisa. O que que se espera quando eu tenho 16 anos? A que age, volta, não é? Ela vai direto na leitura.
57:15
S…
Speaker 1 (currículo 4)
compra um monte, agora ela não me fechou, não sei o que vai ser da vida dela. Ela ia na livraria do autor maranhense fazer outro estrago. Era pior o gasto do que se eu comprasse o autor fatal. Mas ela só queria ir na galeria de artes. Isso não vai outro, só se a gente assistir. Meninas da calça tapeça. Não, não, é casa dela da calça, não precisa não. Agora vai no quarto dela, estante cheio, né? E é a pegada também do livro.
57:55
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então quem tem filho pequeno começa urgente, quem pretende ter sempre faz essa relação do afeto com o livro. Funciona gente, tu nunca vai precisar mandar ter filho ler, nunca vai. Porque relacionou o afeto com o livro, pronto.
58:20
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Isso aqui era uma forma também de vender material didático. Em histórias da educação, vocês devem ter visto. Quando começa o material didático, lá no final do século XIX, influência no positivismo, fazer feiras para mostrar o quadro negro, esponja, giz. Aqui, nesse período, eram esses livros didáticos, muitas traduções de livros dos Estados Unidos.
58:52
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Os autores brasileiros passaram um período de liberdade, porque foi um período de muita turbulência, porque tinha muita tradução. Era como se o que fosse produzido no Brasil não era bom. Então as escolas privadas, nossa, eles compravam materiais importados, mandavam traduzir para usar nas escolas, porque era diferencial. Isso é que era moderno. Tudo que era brasileiro era antigo.
59:22
S…
Speaker 2 (currículo 4)
E o outro, selecionar professores para treinamento em educação elementar. Isso aí nós vemos na história do Brasil em vários momentos. Por que a escola elementar? Não tinha educação infantil, cardíaca, fântica daquele tempo? Não tinha o secundário?
59:43
S…
Speaker 2 (currículo 4)
que era o normal, que era objeto deles, de visão, mas o científico, o clássico, eles não vestiam ali. Eles teriam a chamada de educação elementar, que era o primário e o genásio, que hoje seria...
1:00:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Os anos iniciais e os anos finais do ensino fundamental. Por que isso é o foco? Porque esses são os elementos básicos para os trabalhadores. A educação infantil, desenvolver habilidade, eles acham uma perda de identificar. De qual? Pra quê? Quando chega no primeiro ano, bota o lápis na montanha e manda ele se virar.
1:00:29
S…
Speaker 1 (currículo 4)
para aprender a ler até oito anos. Pergunta para o povo da classe médica com quantos anos o estudo dele lê. Cinco, quatro, cinco anos. Quando entra no primeiro ano, a criança está no leu, mas faz as escolas públicas. No terceiro ano, até os oito anos.
1:00:53
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E quando o pessoal vem com a história de educação infantil, porque não tem o data, pergunta para essas pessoas porque que os filhos dela faziam na educação infantil, se era só brincar e socializar. Com 4 anos, tira do quadro, escreve o nome dele, sabe reconhecer números, mas quando chega na educação infantil pública, diz que isso não é adequado. Então, aí você vem na ditadura militar.
1:01:25
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Primeira, oitava século. Reforma nos anos 80. Primeira, oitava século. Neoliberalismo do Hernandes Henrique Cardoso. Fundamental. Tanto que ele criou o FUNDEF, que era o fundo de desenvolvimento do ensino fundamental. Não tinha educação infantil, nem anos, nem ensino médio. Era o fundamental.
1:01:53
S…
Speaker 1 (currículo 4)
A BMCC, habilidades básicas, vai para o ensino médio profissionalizar, não é estudar, não é aprofundar as ciências, é profissionalizar. Então, se eu profissionalizo no ensino médio, eu estou reduzindo a escolarização. Tendo que tu estudar mais física, mais biologia, mais matemática, eles dizem que isso não é necessário.
1:02:20
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Porque tu vai nas escolas particulares, no 9º ano que lhe está fazendo educa, como treineiro. É a Olimpíada de Matemática, não sei o quê. A aula de manhã e de tarde, na escola popular, é um turno ciências, no outro turno profissionalização. Ou seja, é uma forma de reduzir a escolaridade das classes populares. Tu aprende menos tempo.
1:02:49
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Minha sobrinha é professora de Biologia do Estado. Ela disse que quando ela entrou, há uns 10 anos ou mais, quando ela entrou, há uns 15 anos, ela dava duas aulas de Biologia por semana, no primeiro e no segundo ano. E no terceiro ano, três aulas por semana. Agora é uma aula por semana em cada ano. Uma aula de Biologia por semana em cada ano.
1:03:17
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Agora, como ela tem que complementar a carga horária, eles botam projeto de vida, não sei o quê. Ela disse, gente, eu estudei para ensinar biologia. Aí diz que ela chega na turma e fala, o projeto de vida de vocês é passado de mim, então pode estudar biologia. E manda aula, e ela diz que os alunos preferem do que ficar um doido, um adolescente, fazer um projeto com a vida dele. Ele não sabe ainda nem direito onde é que ele está vivendo.
1:03:47
S…
Speaker 1 (currículo 4)
fazer um plano de vida. Como assim? É para você estar num leque de aprendizagem, praticar esporte, estudar música. Não é o maior leque de conhecimentos possíveis para você descobrir qual é o seu talento, o que você gosta, o que você pretende fazer. Eles reduzem esse leque porque o objetivo é caminhar para a execução de atividade.
1:04:16
S…
Speaker 1 (currículo 4)
A educação centrada na habilidade e não no conhecimento. Outra característica desse momento vai ser que até hoje disciplinaria. Com esse treinamento, a escola elementar deveria passar por uma estruturação desse imprimado. Eles já tinham uma estrutura, mas eles consideram que essa estrutura não era a mão.
1:05:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Vocês estão vendo como sempre se pega aí, como se fosse isso aqui é o que você precisa. Nada além disso. Aprender a assinar o nome e ler o manual de qualquer tipo de trabalho, já está levando a mão. Toda a gente fala com essas palavras, não está escrito em lugar nenhum, mas é isso que é preciso de novo. Sempre se buscando.
1:05:34
S…
Speaker 1 (currículo 4)
uma educação deduzida para as classes populares. Porque se vocês tiverem pessoas mais velhas na família, eles vão dizer que antigamente a educação pública era boa. Qual a educação pública que era boa? Liceu marimense só estudava classe média alta e burguesia. Por quê? Ele foi criado por base nos liceus franceses. E essa escola que eu falei para vocês, que aprendi um monte de educação, foi o liceu.
1:06:06
S…
Speaker 1 (currículo 4)
A aula de música, a professora sentava no piano e tinha um piano lá. A professora sentava no piano e mostava as músicas também. Isso é de todo ruim com as classes populares que têm acesso a estudar. E acredita, isso faz diferença. Desgraduação e mestrado aqui, só saindo doutorado. Quanto maior o livro de educação, mais as pessoas começam a te selecionar por esse livro.
1:07:01
S…
Speaker 1 (currículo 4)
visão, ela tem o foco no ensino primário. A partir do que? Da interpretação da estrutura dos programas de ensino. Isso aqui, gente, é o currículo existindo concretamente. Porque o currículo não é o que está no papel. O currículo é o que acontece na sala de aula.
1:07:26
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Tanto que toda vez o pessoal acha que é porque eu estou batendo defeito nas coisas dos outros. Não é. Eu estou alertando, estou com o pé mais para fora da linha, já enquanto eu vou me aposentar, e eu continuo batendo na mesma tela. E não é porque eu sou sabida, não. Eu estudei. Eu digo, eu não sei currículo. Eu estudo. Não se reformou e não consegui pegar o GD. Currículo é o mesmo. Tem marca linguista.
1:08:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Mas o currículo não é. Disciplinarizado, estratificado. É o mesmo comércio. Com dicotomia entre teoria e prática. Hoje de manhã teve uma casa de ano. Falei com as meninas que estavam aqui mais cedo. Para fazer aproveitamento de órgãos digitais fora da universidade com o estágio curricular. Não é com o estágio curricular. Você vai aproveitar a tarefa.
1:08:31
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Eu tive alunas, não sei se aqui tem alguma, que disse que foi para o estado de escola privada, passou dois anos nesses estados, nunca participou do planejamento, nunca deu uma aula. É só verificar se a criança copiou, se não sei o que, levar no banheiro, trazer. É uma experiência? É. Agora, para isso ser um estado de pedagogia, é uma coisa.
1:09:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Você não viver a experiência em planejar uma aula, ir lá para frente você sozinho, ter o controle de 30 crianças, estimular essas crianças, tentar fazer alguma diferença. Para mim, a maior perda era essa. E todo dia eu digo, esse currículo que vai entrar, que está no novo, que já, ele é pior do que esse antigo, que é pior do que o meu. Porque ele está enfatizando o que a gente sempre condenou.
1:09:30
S…
Speaker 2 (currículo 4)
formando executores. Para ir lá pegar o sistema e executar, ele está muito bom. E agora o estágio vai ser a mesma coisa. Gente, estágio é para você pegar o que você aprender e fazer uma proposta diferente. Eu sempre digo, façam alguma coisa nova, porque a professora vai ver que é possível. Isso influenciava os professores. Aí se reduziu o estágio para um dia, que virou visita. Porque eu não sei se vocês sabem.
1:10:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Os estágios aqui, eles começavam com dois dias na semana, aí o segundo estágio era de três dias na semana e no oitavo período eram quatro dias na semana e um de planejamento. Tu ia de segunda a quinta ou a sexta, dependendo da escola. Se a escola tinha planejamento sexta, você ia sexta. E aí tu fazia teu planejamento e tua organização na escola.
1:10:30
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Sobre isso, sobre essa discussão, eu acho que é só porque eu acho que tem a diferença, né? Porque eu faço PIBID, por exemplo, e aí eu acho que no PIBID é diferente porque a gente tem acompanhamento de um professor, a gente precisa pensar, a gente... E você está na escola todo mundo? A gente está na escola e a gente vai duas vezes na semana enquanto... É só duas, não é? Enquanto dia? Não.
1:10:57
S…
Speaker 1 (currículo 4)
São duas, pode ser até três, porque são até dez horas semanais, né? Aí até três a gente faz duas e o outro a gente faz planejamento e estudo.
1:11:10
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Dois vezes. Mas a gente vai, tem contato com a escola, passa dois anos, propõe algo diferente. Propõe algo diferente. E aí eu acho que é muito diferente dos nossos estágios, que teve estágio que eu já fiz quatro vezes na escola. Teve estágio que eu já fiz três vezes na escola. Que é só pra dizer que eu fiz, porque assim... Não, e depois que fazer o festejo, ok? E depois a mim, tá? E chama o auditório, bate o fotógrafo e bota no Instagram.
1:11:39
S…
Speaker 1 (currículo 4)
E é muito diferente da escola da CEMED, por exemplo, que o pessoal vai lá só pra limpar a bunda de menino, pra fazer igual é nas escolas privadas também. A única diferença é que a gente tá numa escola pública, que a gente conhece redor da escola pública, mas a gente não intervém na escola e tal. E eu acho um problema, assim, eu tive a experiência agora, eu não, pessoalmente, porque eu não consegui fazer, mas as meninas tiveram, que foi o estágio intensivo nas férias. Com esse estágio...
1:12:07
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Pelo menos, elas fizeram todos os dias na semana. E eu acho muito melhor. E desenvolver atividades mesmo. Eu vi as meninas que gravaram, né? Do aula e interagem com as crianças. Eu nunca tive isso. Eu já fiz cinco estágios. Tô fazendo o meu quinto estágio. Eu nunca tive isso nas escolas. Porque, infelizmente, a rotina tinha que ir uma vez na semana. Depois vão estar na outra semana. Tudo já aconteceu na escola. Eu preciso acompanhar tudo.
1:12:36
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Tem coisas mais sérias. Por exemplo, o aluno só vai um dia na semana. Aquele dia é o dia que a professora está de planejamento. Então, você passa o semestre. Todinha você deve ter contato com a professora da produção. Tu só tem a professora que substitui o dia do planejamento. Então, tudo está em contato com a professora da TAS. Efetivamente, tu não sabe calificar. Agora, se a gente pegasse esses cinco estágios, parece ser um novo projeto.
1:13:05
S…
Speaker 2 (currículo 4)
e fizesse três. Um semestre, só passava de aula, um semestre interino, só para enviar a gestão da escola. E tu não vê nem nada. Eu vou para um grupo de alunos, você planeja e organiza. Quem vê a gestão, quem vê depois troca. Aí esses daqui passam essa informação para eles, e eles já vão ver outra questão, como é a organização, como é a coisa. Ah, não tem projeto de pedagógico. Pois então, vamos embora para a educação.
1:13:44
S…
Speaker 2 (currículo 4)
o projeto político-pedagógico dessa escola, que é uma contribuição que você deixa lá, mas não, é tudo estratificado e fragmentado. Eu não participei, eu não participo de discussão de currículo aqui na curso pedagogia, eu já fui para a enfermagem, para a biologia, eu vou para outro lugar, mas aqui na pedagogia não, porque nós temos a capacidade de fazer os piores currículos da universidade.
1:14:12
S…
Speaker 2 (currículo 4)
A gente não criou um elemento novo. Currículo não é só disciplina. Aprendizagem não é só disciplina. Agora é disciplinarizar a extensão. Vai ser outra farsa. Fazer de conta que fez extensão e não vai fazer qualquer coisa. Porque a extensão não funciona no dia que tu vai lá. Eu quero passar longe dessa disciplina. Disciplinarizar. Extensão funciona no horário da comunicação. Eu me formei nessa extensão.
1:14:44
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Iam para o interior. O currículo do meu tempo era mais flexível do que o de hoje. Por isso eu digo que o de hoje é pior do que o meu. Porque eu ia para o interior do outro, trabalhar com a formação de professores exatamente.
1:15:00
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Ainda sou ligada até hoje. Fiz a tese sobre isso. Todos os professores foram informados ao professor. Corri, informados ao professor. Aí você ia passar uma semana no interior.
1:15:15
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Fazendo diagnóstico, vinha planejado, voltava, fazia mais outra semana. Eu não fiz pesquisa 2, porque quem fazia, eu fui de iniciação científica, então quem era de projeto de pesquisa, não fazia pesquisa 2. De extensão, eu não fiz o estado de orientação, eu não fiz, porque fazia o aproveitamento automático.
1:15:43
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Então, era um currículo mais flexível que hoje. Esses alunos, 200 anos no PIBID, não tem conexão nenhuma com o Estado. Agora vai ter. Agora escola privada, não. Quem está lá hoje? E eu não fui na reunião porque eu não queria acordar cedo, não queria me aborrecer. Eu digo, eu quero ver uma escola privada aceitar uma turma com o Estado.
1:16:09
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Porque uma coisa é, ela vai escolar, o Parnabela vai nascer, aí cada um não. Não é estádio. Tem que ir a turma de estádio lá dentro. Com um professor. Duvido. Eles não querem que a gente chegue perto. O município não quer, tu imagina, na escola privada. Parece que eles têm tudo a esconder. E tem. Esse que é o pior. Eles têm muito a esconder.
1:16:36
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Porque os B.O. deles são todos escondidos. Da escola pública, dá na televisão. E falando para a menina que está aqui, alguns anos atrás, a aluna soltou aqui, dizendo que não podia falar de chefe nenhum, porque senão ia ser processado, ia ser não sei o quê. Uma escola AAA, daqui de São Luís, uma delas bem destufou uma criança para a educação infantil, no banheiro da escola.
1:17:09
S…
Speaker 1 (currículo 4)
corre chamando todo mundo, rolou o dinheiro, porque parece que a criança pequena não era de família de muito dinheiro. E o esnufrador era. E transferiram ele, cofaram, esconderem tudo, deram dinheiro, bolsa e tal. E a estagiária foi contratada na carteira com a ameaça de que se abrisse a boca, seria processada e imposta para fora.
1:17:38
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Tudo, se fosse na escola pública. Estava até no normal, na sozinha. E a menina dizia, eu vou ficar nesse ecólogo, eu preciso, mas eu não vou ficar trabalhando lá. Eu vou sair desse lugar. Eu não sei nem o que pode acontecer com isso. Ela disse que ela tinha medo de tanta alfomerção. Nem os outros pais não ficaram.
1:18:13
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Tira o filho, porque mostrou que não era um lugar seguro. Ou não era, não sei se eles tomaram providências para aumentar. Porque foram um adolescente com uma criança sem supervisão que morreu. Então, eles têm também muito a esconder. Tanto que eles não querem a gente lá. A escola privada tem o gol para a universidade. Só quer o estágio. A nada. Gente, antigamente a gente ganhava até dinheiro por fora.
1:18:47
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Muitas escolas dessas chiques chamavam a gente pra fazer Semana Pedagógica, essas coisas. A gente dava curso de planejamento. Tem muito curso de planejamento, palestra pra professor, tudo e nunca mais. Agora eles chamam e contem. E é uma coisa tão séria que essa Semana Pedagógica da Piraú.
1:19:12
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Ele fez toda a vida se chamar o grande pesquisador para fazer uma abertura. Porque hoje em dia, a geração de vocês nem conhece essas pessoas, né? Porque eles chamavam os caviãs, os moacigadores, todos vinham para cá fazer aulas na oral. Agora eles chamam quem? Influência. Nada, onde? Influência. Me sentar para explicar uma pessoa ouvir falar e fazer a aula da pedagógica.
1:19:52
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Eu nunca esqueço que na nossa colheita aqui da UFMA foi um cara que...
1:20:00
S…
Speaker 2 (currículo 4)
Ele falava como foi, como a vida dele era difícil, porque ele teve que herdar a escola da família que ele fez, trabalhar tudo muito. E aí ele, aê, falou como... Eu também vi a Bárbara para quebrar a aula na rua toda. Ele é o principal freio, gente, só para vocês terem ideia. Assisti duas vezes.
1:20:43
S…
Speaker 1 (currículo 4)
É uma luta que eu estou falando sozinha hoje em dia. Então, eu vou energizar muito. E por isso eu também não vou mais em lugar. Não vou. Eu fui desligar o freio.
1:20:58
S…
Speaker 1 (currículo 4)
assistiu, olhando falando e sentado no chão da gente. Os estudantes, tudo ouvindo, né? E aí o auditório lotado e a gente sentado aqui no chão e ele falava pra nós. Ele dizia, não, porque eu preciso falar pra vocês. E vamos tomar conta da educação desse país. E aí ele falava muito se dirigindo a gente. Então, Moacir Gadotti, Dermal Zavião, Iriac Zeziski, Regina Leite Garcia.
1:21:27
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Gente, gente, a gente estudava nos livros e aí tinha uma aula inaugural, a gente ia assistir com essas pessoas. Vocês não estão tendo esse contato. Quando vem nenhuma iminência à quadra que nem tudo vou falar, não sei aonde. Não, a gente tinha com esses grandes nomes, teóricos mesmo. Gente, esse termo teórico de currículo que veio aqui, eu não assistia.
1:21:55
S…
Speaker 1 (currículo 4)
porque o pessoal não liberou os alunos, não clamou. Com tradução simultânea, foi o maiteriano. Uma professora aqui que tinha sido orientada dele, ela era visitante aqui, e esse homem veio de uma rede do currículo no Norte do Nordeste, então ele veio conhecer o Jim. Esse homem foi um dos maiores teóricos do currículo do século XX, e os estudantes não assistiram.
1:22:27
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Nem eu, que é professora de convite. E a mulher fazendo tradução simultânea, né? Falando em inglês. E que hoje tu não vê essas pessoas. Cadê os autores que vocês estudam? Não vem, não tem. Então eu lamento, né?
1:22:50
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Eu digo assim que pelo tempo que eu peguei o fim da ditadura, eu tive muito mais oportunidade do que vocês estão vendo hoje. E isso é uma escolha.
1:23:02
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Nós temos grandes estudiosos de ensino superior no Brasil. A gente estuda no livro do cara. Aí convida um coach para fazer a abertura para a Universidade do Rio. Pelo amor. Eu me sinto desrespeitada. Eu não vou para o mundo. Eu acho que é um desrespeito comigo, na minha história. Não sou uma grande pesquisadora, nem autora do livro. Mas eu estudei. Aí eu vou estudar um CD e fazer alta ajuda para sempre. E o que é pior é saber se os alunos têm isso.
1:23:31
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Não, a gente tem que estudar para ter argumento, para poder discutir. A gente precisa estudar. Aqui é o estudo mais geral e a medida que vocês forem para pós, vocês vão afunilando e aprofundando numa área que vocês têm difícil. Mas precisa estudar. E não é estudar o linguista. Botar no Google e pegar o primeiro artigo. É estudar teórico.
1:24:01
S…
Speaker 1 (currículo 4)
Se a gente tirar 50% da disciplina, nós temos outro.
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