Aula 2
Mar 30, 2026 13:45
· 31:45
· Portuguese
· Whisper Turbo
· 2 speakers
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0:02
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Olá, boa noite. A gente vai conversar hoje um pouquinho sobre o tema de fotoativação.
0:10
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Meu nome é Natália Sibira Fink, eu sou doutoranda em biomateriais aqui na UFPEL.
0:17
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a nossa conversa hoje vai girar em torno inicialmente de uma introdução,
0:23
S…
Speaker 1 (Aula 2)
seguindo de algumas características dos compósitos resinosos, polimerização,
0:30
S…
Speaker 1 (Aula 2)
falar um pouco dos tipos de fotopolimerizadores e quais são as perspectivas futuras que a gente pode esperar sobre esse tema.
0:39
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, para a gente entender um pouquinho sobre esse assunto, a gente tem que retornar alguns conceitos básicos,
0:46
S…
Speaker 1 (Aula 2)
por exemplo, o conceito de polímero. Então, o que é um polímero?
0:50
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Polímero nada mais são do que macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores,
1:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e quais são essas unidades estruturais menores?
1:04
S…
Speaker 1 (Aula 2)
São os monômeros presentes aí em vários materiais da odontologia.
1:08
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a partir de uma reação, esses monômeros, então, eles vão se converter nessas macromoléculas
1:17
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que a gente acabou de ver, que são os polímeros.
1:22
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Esses monômeros, eles estão presentes aí, como eu disse, em alguns materiais,
1:26
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e principalmente em compósitos resinosos.
1:31
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, relembrando a composição básica da nossa resina composta,
1:37
S…
Speaker 1 (Aula 2)
nós temos uma matriz orgânica, nós temos uma carga inorgânica,
1:43
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e unindo essa carga inorgânica à matriz orgânica, nós temos o silano.
1:49
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Na matriz orgânica, a gente tem na composição monômeros, iniciadores, ativadores e inibidores.
2:03
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a matriz orgânica, ela vai ser responsável pela contração de polimerização,
2:12
S…
Speaker 1 (Aula 2)
porque é na matriz orgânica que a gente vai ter esses monômeros.
2:17
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a matriz orgânica das resinas compostas, ela é responsável por sua transformação
2:23
S…
Speaker 1 (Aula 2)
de uma massa plástica em um sólido rígido.
2:28
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E isso acontece por meio de um sistema acelerador, iniciador,
2:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que a gente vai, daqui a pouco, estudar um pouco mais a fundo.
2:38
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, aqui a gente pode observar que a gente tem uma distância entre esses caminhõezinhos,
2:45
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e quando existe a polimerização, é como se acontecesse isso,
2:50
S…
Speaker 1 (Aula 2)
acontecesse a aproximação desses carrinhos, e a gente tem aqui um distanciamento,
2:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
um espaço que ficou, então, sem a presença do carrinho.
3:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, justamente essa contração que acontece durante o processo de polimerização,
3:06
S…
Speaker 1 (Aula 2)
também afeta os nossos compósitos.
3:15
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Essa contração de polimerização, então, é justamente o resultado da movimentação,
3:21
S…
Speaker 1 (Aula 2)
ou seja, da aproximação desses monômeros entre si,
3:24
S…
Speaker 1 (Aula 2)
para formar a macromolécula polímero,
3:27
S…
Speaker 1 (Aula 2)
durante essa formação, então, da cadeia polimérica.
3:32
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, aqui, novamente, a gente tem os monômeros,
3:35
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e aí, quando eles se juntam, se unem, formando essa cadeia de polímero,
3:41
S…
Speaker 1 (Aula 2)
existe aí uma contração.
3:43
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Essa contração, ela pode acontecer de uma forma maior ou menor.
3:50
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Existem algumas características que vão interferir aí se essa contração será
3:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
num grau maior ou num grau menor, e também o operador.
4:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Aqui, nesse vídeo, a gente vai poder observar a diferença
4:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
dessa contração de polimerização numa resina composta de baixa viscosidade
4:14
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e uma resina composta de média viscosidade.
5:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, o que a gente observa? Que essas resinas que têm menos carga, como é o caso das resinas
5:10
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Flow, elas têm menos carga, mas matriz orgânica contraem mais. Então, a gente viu aí que após
5:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a fotopolimerização, a tirinha de poliéster ela chega, levanta, suspende por conta justamente da
5:25
S…
Speaker 1 (Aula 2)
contração desse material. Então, resina Flow, por ter mais matriz orgânica, a gente vai observar aí
5:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
essa maior contração de polimerização. E essa contração de polimerização, ela vai ocorrer para o centro
5:41
S…
Speaker 1 (Aula 2)
da cavidade. Então, por conta disso, por conta do material contrair para o centro dele, a gente também
5:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
vai ter, acontecendo ali, a tensão de polimerização, certo? Por quê? Porque a tensão de polimerização
5:59
S…
Speaker 1 (Aula 2)
nada mais é do que a partir da perda volumétrica do material, a gente vai ter então o nosso tecido,
6:08
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a dentina ou o esmalte, juntamente com o adesivo, tentando fazer uma força contrária àquela contração.
6:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, vai gerar aí essa tensão por conta dessa perda volumétrica do material. É como se fosse nesse
6:27
S…
Speaker 1 (Aula 2)
esquema, esse cabo de força. De um lado, a gente tem o órgão dental com o adesivo, do outro, a resina
6:35
S…
Speaker 1 (Aula 2)
composta contraindo para o seu centro. Então, esse resultado dessa força, a gente vai chamar então
6:42
S…
Speaker 1 (Aula 2)
de tensão de tensão de contração de polimerização. E quais são alguns problemas que podem vir decorrentes
6:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
dessas tensões de polimerização? Microinfiltração, lesão de cárie recidivante, descoloração marginal,
7:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
fendas, microfraturas do esmalte, sensibilidade pós-operatória e fratura do dente em questões mais graves.
7:12
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Para reduzir essa contração de polimerização, algumas técnicas podem ser utilizadas,
7:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
como a técnica incremental, utilizando incrementos de dois milímetros, o alerta ao fator C, ou seja,
7:27
S…
Speaker 1 (Aula 2)
aderir o material resinoso ao menor número de paredes possível. E também, quando possível,
7:39
S…
Speaker 1 (Aula 2)
utilizar aí restaurações indiretas. Então, a polimerização, ela pode acontecer através de uma
7:53
S…
Speaker 1 (Aula 2)
reação física ou através de uma reação química. Então, se for através de uma reação física,
8:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a gente vai ter aí a presença da luz combinada ao iniciador. Esse iniciador, a maioria dos materiais
8:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
da odontologia, vão utilizar a cânforoquinona combinada ao co-iniciador, que é a amina.
8:14
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Ou também pode acontecer através de uma reação química. E aí, através dessa reação química,
8:21
S…
Speaker 1 (Aula 2)
isso acontecerá com a combinação de um peróxido de benzoíla e amina terciária. Então, essa polimerização,
8:31
S…
Speaker 1 (Aula 2)
polimerização, ela pode ser química, como a gente acabou de falar, física, através da luz, e também dual,
8:38
S…
Speaker 1 (Aula 2)
quando essa polimerização ocorre tanto pelo meio químico quanto pelo meio físico.
8:46
S…
Speaker 1 (Aula 2)
sempre que a gente tiver esses materiais que vão polimerizar através de uma reação química ou dual,
8:55
S…
Speaker 1 (Aula 2)
eles certamente estarão em embalagens separadas, porque a partir do momento que eles entram em contato,
9:02
S…
Speaker 1 (Aula 2)
essa reação vai iniciar. E a fotopolimerização, então, é uma reação química, onde o processo se inicia pela luz
9:12
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e moléculas de monômeros reagem para formar cadeias poliméricas tridimensionais.
9:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, o iniciador é aquela molécula que vai absorver a luz e, após a absorção dessa luz,
9:29
S…
Speaker 1 (Aula 2)
ele vai gerar radicais livres que vão dar o início ao processo de polimerização.
9:35
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Esse iniciador, ele pode ou não agir combinado a um co-iniciador. Esses co-iniciadores, eles já são moléculas
9:45
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que não absorvem luz, mas interagem para produzir esses radicais livres juntamente ao iniciador.
9:53
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, nesse esquema, a gente vê um iniciador que absorve...
10:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
sobe luz, gera radicais livres que vão, então, iniciar esse processo de polimerização dos monômicos.
10:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quando a gente fala desse processo de polimerização com o iniciador,
10:19
S…
Speaker 1 (Aula 2)
isso pode acontecer de forma direta ou indireta.
10:22
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quando o iniciador precisa de um co-iniciador na reação,
10:29
S…
Speaker 1 (Aula 2)
então haverá uma reação indireta, quando a gente tem o iniciador combinado ao co-iniciador
10:37
S…
Speaker 1 (Aula 2)
para a produção desses radicais livres e, de forma direta, eu tenho o iniciador
10:45
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que não precisa do co-iniciador para produzir, para gerar esses radicais livres.
10:53
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, os sistemas de foto-iniciadores, esses foto-iniciadores podem ser categorizados em tipo 1 e tipo 2.
11:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
O tipo 1 não precisa de co-iniciador, então eles são diretos.
11:05
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E o tipo 2, eles são indiretos.
11:08
S…
Speaker 1 (Aula 2)
O mais conhecido é a cânforoquinona, que é o foto-iniciador,
11:12
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que necessita aí de um co-iniciador, que é a nossa amina.
11:19
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, como eu disse, esses foto-iniciadores, eles vão absorver luz.
11:25
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Mas qual luz depende do foto-iniciador?
11:29
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Aqui nesse slide, nós temos três exemplos de foto-iniciadores
11:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e abaixo nós temos a legenda de qual é a luz que esse foto-iniciador vai absorver.
11:39
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A cânforoquinona absorve luz azul, o TPO, luz violeta,
11:45
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e o Ivocerin, que é um foto-iniciador da Ivocler, vai absorver aí luz azul royal.
11:57
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, de acordo com esse artigo de senhorette de 2018,
12:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a gente tem essa figura onde a gente tem a cânforoquinona, o TPO e o Ivocerin.
12:06
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Pela cor, a gente já vê que a cânforoquinona, ela tem uma cor mais escurecida, né?
12:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E por isso, com essa necessidade de desenvolver materiais aí
12:17
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que buscam mais translucidez, mais estética,
12:22
S…
Speaker 1 (Aula 2)
as empresas então buscam por foto-iniciadores que sejam mais claros.
12:27
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, aqui a gente vê o TPO e o Ivocerin comparados com a cânforoquinona.
12:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a cânforoquinona aqui absorvendo luz azul,
12:36
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e o TPO e o Ivocerin estão em outro espectro.
12:43
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, nós temos um iniciador que necessita de absorver luz violeta,
12:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
luz azul, gera radicais livres,
12:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que vão então iniciar esse processo de polimerização.
13:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, nós temos no mercado materiais que combinam a cânforoquinona
13:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
com outros foto-iniciadores.
13:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, por isso, a necessidade de...
13:16
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A gente conheceu o nosso fotopolimerizador,
13:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
perdão, para a gente entender se esse fotopolimerizador,
13:25
S…
Speaker 1 (Aula 2)
qual é o espectro de luz que esse aparelho está trabalhando.
13:29
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Porque nesse caso, por exemplo, dessas resinas,
13:31
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a gente tem aqui a combinação do TPO com a cânforoquinona.
13:39
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, conversando um pouquinho sobre os aparelhos,
13:43
S…
Speaker 1 (Aula 2)
os fotopolimerizadores, então, é um aparelho emissor de luz
13:48
S…
Speaker 1 (Aula 2)
em comprimentos de onda específicos.
13:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, como a gente viu, dependendo do foto-iniciador,
13:53
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a gente vai precisar de um comprimento de onda
13:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
diferente, diferenciado para cada foto-iniciador.
14:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Capazes de ativar os iniciadores para que se inicie o processo de polimerização.
14:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, dentro do espectro eletromagnético,
14:12
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a gente tem a luz visível.
14:15
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E dentro da luz visível, nós temos alguns comprimentos de onda.
14:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, basicamente, a gente vai trabalhar
14:22
S…
Speaker 1 (Aula 2)
nesses comprimentos de onda marcados em vermelho,
14:25
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que vai variar do 475 ao 400.
14:30
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quais são os tipos de fotopolimerizadores que a gente conhece?
14:35
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A gente tem os fotopolimerizadores que possuem lâmpadas halógenas
14:40
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e esse fotopolimerizador que possui lâmpada halógena,
14:43
S…
Speaker 1 (Aula 2)
ele possui um filtro, justamente para poder filtrar aquele espectro específico.
14:51
S…
Speaker 2 (Aula 2)
Já os LEDs, não.
14:52
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Eles já direcionam diretamente para esse espectro.
14:57
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Eles não necessitam desse filtro.
15:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a gente também tem os LEDs multi-wave ou poli-wave também, onde a gente tem mais de um comprimento de onda, então aqui a gente tem o violeta, o azul royal, o azul, dependendo do tipo de foto iniciador.
15:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, se você tem materiais que trabalham com TPO, PPD e vocerim, o ideal é que você tenha aí no seu consultório um multi-wave ou um poli-wave e LEDs ou lâmpadas halógenas que estão apenas no espectro azul, que aqui são os materiais que trabalham com a cânfora ou quinona.
15:40
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Certo? Então, lâmpadas halógenas e LEDs vão estar trabalhando com a luz azul e os LEDs multi-wave ou poli-wave com outros foto iniciadores aí, além da cânfora ou quinona, que absorve a luz azul, como as luzes violeta ou azul royal.
16:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, conversando um pouquinho sobre as lâmpadas halógenas, conversando sobre as unidades de luz e focando agora nas lâmpadas halógenas.
16:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
São aqueles aparelhos fotopolimerizadores mais antigos, maiores, eram aparelhos mais pesados, eles tinham até um ventilador atrás, justamente porque eram aparelhos que produziam muito calor, eram aparelhos grandes.
16:30
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E produziam também alto fluxo de energia, emitiam luz branca, necessitavam aí desse filtro para filtrar o espectro de luz específico.
16:43
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, havia um desperdício de energia.
16:48
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quando a gente compara com os LEDs, os LEDs são equipamentos menores, muito mais baixo fluxo de energia comparado ao que a gente acabou de conversar,
16:59
S…
Speaker 1 (Aula 2)
dos aparelhos de luz halógenas.
17:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
São lâmpadas que duram mais e emitem apenas luz na faixa desejável.
17:09
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Segundo, algumas questões importantes, alguns conceitos são importantes quando a gente pensa em fotopolimerizador.
17:21
S…
Speaker 1 (Aula 2)
O primeiro deles é a irradiância.
17:23
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E o que é a irradiância?
17:25
S…
Speaker 1 (Aula 2)
É a quantidade de luz que a gente vai entregar em uma determinada área.
17:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Segundo, é a energia e a partir dessa energia a gente vai ter a formação, a geração daqueles radicais livres.
17:42
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E por último, o espectro de luz, que aquela unidade de luz, aquele fotopolimerizador, trabalha.
17:53
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, o que é necessário para alcançar uma adequada polimerização em diferentes situações clínicas?
18:02
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A gente vai conversar um pouco sobre isso.
18:06
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A irradiância, então, que a gente disse que a quantidade de luz em uma determinada área,
18:13
S…
Speaker 1 (Aula 2)
quanto de luz que você está entregando em uma determinada área.
18:17
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quando a gente pensa em irradiância, nos fotopolimerizadores monowave, ou seja, que tem apenas o espectro de luz,
18:26
S…
Speaker 1 (Aula 2)
no centro a radiância é maior do que a periferia.
18:31
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, por que isso é importante a gente saber?
18:35
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Porque quando a gente está fotopolimerizando algum material, a gente sabe que no centro é maior a entrega daquela luz,
18:41
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que vai gerar aquela energia para gerar radicais livres para iniciar o processo de polimerização.
18:47
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, é importante que a gente mude a posição do nosso aparelho de acordo com aquele material.
18:54
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Não só contar que aquela ponta do aparelho fotopolimerizador, ele está entregando a mesma quantidade de irradiância,
19:02
S…
Speaker 1 (Aula 2)
de energia para aquele material de forma homogênea.
19:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Outra questão é que nos fotopolimerizadores, nos LEDs, a gente tem chip.
19:13
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, eles podem ser apenas com o espectro monowave, ou seja, um comprimento de onda,
19:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
ou multiwave ou poliwave, quando a gente tem mais de um comprimento de onda.
19:26
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, aqui a gente pegou um valo, que é um fotopolimerizador multiwave ou poliwave,
19:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
e a gente projetou o valo na parede para a gente ver justamente esses chips com diferentes comprimentos de onda.
19:44
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A gente tem o azul royal, a gente tem o azul e o violeta.
19:50
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Outra questão que a gente vê no artigo de senhorette 2018, é que a luz azul, ela tem mais...
20:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
mais profundidade do que a luz violeta. Então quando a gente tá fotopolimerizando esse material,
20:08
S…
Speaker 1 (Aula 2)
mais motivo para a gente alternar a posição do nosso fotopolimerizador, porque a gente pode
20:14
S…
Speaker 1 (Aula 2)
observar aqui desse lado da figura, onde a gente tem áreas subpolimerizadas. Por quê? Porque a
20:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
luz violeta não teve profundidade comparada à luz azul, certo? Então isso também é uma questão que
20:27
S…
Speaker 1 (Aula 2)
tem que ser levada em consideração. Outra questão é o distanciamento da ponteira. Muitas vezes o
20:34
S…
Speaker 1 (Aula 2)
operador acaba se distraindo e a ponteira sai da posição onde o material tá posicionado ou se
20:41
S…
Speaker 1 (Aula 2)
distancia do material. Então o que que a gente observa? Que quando você tem um distanciamento de
20:47
S…
Speaker 1 (Aula 2)
3 milímetros, há redução de 15% na intensidade de luz naquele local. Quando você tem distanciamento
20:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
de 7 milímetros, você tem uma redução de 66% da intensidade de luz. Então é importante que o
21:04
S…
Speaker 1 (Aula 2)
operador ele esteja focado e visualizando o local onde ele tá fotopolimerizando. Quanto mais distante a
21:13
S…
Speaker 1 (Aula 2)
gente vê aqui que a luz, a entrega dessa luz vai sendo menor, vai sendo menos focada, vai sendo mais rarefeita,
21:28
S…
Speaker 1 (Aula 2)
de acordo com a profundidade. Alguns fotopolimerizadores a gente pode ter um aquecimento muito grande, como no
21:38
S…
Speaker 1 (Aula 2)
caso do valo. O valo quando a gente dobra o tempo, ele pode chegar a um aquecimento de 50 graus. Então como
21:45
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que a gente controla esse aquecimento? Com jato de ar, certo? Então o ideal é que você utilize um jato de ar
21:53
S…
Speaker 1 (Aula 2)
para controlar o aquecimento que pode gerar a partir desses fotopolimerizadores. Então aqui o Blue Phase também é um
22:02
S…
Speaker 1 (Aula 2)
fotopolimerizador Blue Wave, assim como o Valo, e a gente tem aqui de 800 a 1200 de potência, certo?
22:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Para isso é necessário que o nosso fotopolimerizador sempre esteja calibrado com o mesmo radiômetro. Então a gente tem aqui um radiômetro,
22:30
S…
Speaker 1 (Aula 2)
um sensor ajustado para captar apenas a luz no comprimento de onda de 400 a 500. Então o ideal é que seu fotopolimerizador,
22:40
S…
Speaker 1 (Aula 2)
seu aparelho seja sempre ajustado com o mesmo radiômetro. Os fotopolimerizadores eles têm diferentes tipos de pontas,
22:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
então pode ser fibra ótica, como no caso do Blue Face que a gente acabou de ver, ou micro lente como no caso do Valo.
22:59
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então o Valo, hoje a gente tem alguns tipos de pontas, né? Ponta que vai variar no diâmetro de 7 a 9 milímetros,
23:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
10 milímetros e 12 milímetros. E qual que é a importância disso? Bem, se a gente considerar que a mesa ocusal de um
23:19
S…
Speaker 1 (Aula 2)
pré-molar tem entre 7 a 9 milímetros, então só o diâmetro do Valo em uma incidência apenas ele já consegue
23:30
S…
Speaker 1 (Aula 2)
fotopolimerizar aí toda a mesa ocusal de um pré-molar. O de 10 milímetros seria compatível à mesa ocusal de um
23:37
S…
Speaker 1 (Aula 2)
molar, mas hoje a gente já tem o Grão Valo com 12 milímetros. Outra questão importante é que o Valo ele é reto, né?
23:48
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E a fibra ótica ela tem aquela curvatura. Isso é importante quando a gente tem pacientes, por exemplo,
23:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que não tem uma abertura, uma amplitude de abertura de boca boa. Então o Valo ele consegue chegar em regiões com mais
24:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
difícil acesso, justamente por não ter aquela curvatura que a gente observa nos fotopolimerizadores com fibra ótica.
24:17
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quando a gente tem uma subpolimerização, ou seja, a gente não conseguiu polimerizar por completo aquele material.
24:27
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então a gente vai ter aí defeitos marginais, cáries recorrentes, fratura da restauração, além da biocompatibilidade
24:38
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que vai ser afetada negativamente. Então vamos agora conversar sobre alguns pontos
24:48
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que a gente tem que ter atenção referente aos materiais. Então primeiramente nos cimentos.
24:54
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então quanto mais, quanto maior, perdão, é a capacidade de...
25:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
transmissão de luz, maior a capacidade de energia que vai atingir o cimento. Então, por exemplo, cimento VarioLink
25:08
S…
Speaker 1 (Aula 2)
precisa de foto multi-wave. Por quê? Porque vai ter aí um foto iniciador tipo 1, certo?
25:19
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Nas resinas, a resina, todo material, pessoal, a gente tem que ler bula para conhecer aquele material.
25:26
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, nas resinas, a quantidade de foto iniciador vai influenciar na cor das resinas.
25:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
A gente viu na figura do artigo do senhor Ed de 2018, a diferença de cor desses foto iniciadores e isso vai interferir na cor dessas resinas.
25:45
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Alguns fabricantes combinam aí a canforoquinona com outros foto iniciadores do tipo 1, certo?
25:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, como é o caso dessa resina da Tetrique, justamente para tentar clarear esse material.
26:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E mais uma vez, a gente tem que ler bula, porque, por exemplo, a resina de dentina da 3M
26:08
S…
Speaker 1 (Aula 2)
diz que o incremento tem que ser de 1,5 milímetro e não de 2 e deve ser fotopolimerizado pelo dobro do tempo.
26:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Isso de acordo com a própria bula da 3M.
26:23
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E nas resinas microparticuladas, elas são mais difíceis de serem polimerizadas, justamente porque as partículas vão tender a refletir a luz.
26:38
S…
Speaker 2 (Aula 2)
Mais recentemente, a gente tem as bookfill.
26:41
S…
Speaker 1 (Aula 2)
As resinas bookfill podem ter um incremento de 4 a 5 milímetros, dependendo também da viscosidade da bulk que a gente está utilizando.
26:50
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E os foto iniciadores utilizados por esses materiais são mais reativos.
27:01
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Por quanto tempo eu devo fotopolimerizar o meu material?
27:06
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Bem, para início de conversa, novamente, a gente tem que ler a bula do material.
27:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Mas, via de regra, a gente entrega para aquele material, a gente precisa entregar uma energia de 24 joules por centímetro quadrado.
27:20
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, considerando isso, vou aferir a potência do meu fotopolimerizador no radiômetro e encontrei uma radiança de 600 miliwatts por centímetro quadrado.
27:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a gente tem uma regrinha aqui, uma fórmula, que a energia é igual a irradiância vezes o tempo.
27:40
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Se eu sei que eu tenho que entregar 24 joules e eu tenho um fotopolimerizador com uma radiança de 600 miliwatts por centímetro quadrado,
27:54
S…
Speaker 1 (Aula 2)
eu tenho que fotopolimerizar esse material por, no mínimo, 40 segundos.
27:59
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, é só jogar na fórmula, energia é igual a irradiança vezes tempo, que você, então, vai ter aí o quanto tempo que você precisa fotopolimerizar seu material.
28:14
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Relembrando que, como a gente disse, o operador tem que estar vendo aonde ele está fotopolimerizando,
28:21
S…
Speaker 1 (Aula 2)
justamente para ele evitar que a ponta esteja distanciada da região onde precisa ser fotopolimerizado.
28:29
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, para isso, ele precisa ter um filtro protetor.
28:32
S…
Speaker 1 (Aula 2)
O ideal é que seja o óculos ou a raquete, onde o seu auxiliar vai estar posicionando a raquete
28:40
S…
Speaker 1 (Aula 2)
para você ter visão direta do local onde você está fotopolimerizando.
28:46
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Isso é importante hoje em dia, até no celular existem os blue blockers,
28:50
S…
Speaker 1 (Aula 2)
justamente para a gente não ter contato com a luz azul, o que é prejudicial para a nossa visão.
28:56
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, se a gente não protege o nosso aparelho, o nosso aparelho acaba ficando com essa ponta,
29:07
S…
Speaker 1 (Aula 2)
com resinas, com esses materiais aderidos à nossa ponta.
29:11
S…
Speaker 1 (Aula 2)
O que vai prejudicar a nossa fotopolimerização, vai criar um bloqueio na passagem dessa luz.
29:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, a gente precisa de barreiras.
29:21
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E aí a pergunta, será que essas barreiras que a gente coloca nos nossos aparelhos,
29:26
S…
Speaker 1 (Aula 2)
elas vão influenciar nessa entrega dessa luz para o material?
29:31
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Bom, de acordo com esse artigo de 2020, a gente vê que elas diminuem sim, mas diminuem 5%.
29:41
S…
Speaker 1 (Aula 2)
E a gente já tem barreiras próprias do próprio fabricante,
29:48
S…
Speaker 1 (Aula 2)
então a gente já tem a barreira própria do VAL, própria do FASE,
29:51
S…
Speaker 1 (Aula 2)
ou a gente pode usar o Rolopac, PVC, e o ideal é que a gente dê uma volta,
29:58
S…
Speaker 2 (Aula 2)
onde a gente também tem aqui...
30:00
S…
Speaker 1 (Aula 2)
que uma redução de 5%.
30:02
S…
Speaker 2 (Aula 2)
Então, quando a gente aumenta o número de camadas,
30:06
S…
Speaker 1 (Aula 2)
a gente acaba diminuindo a entrega daquela luz para o nosso material.
30:12
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Como considerações finais, então, monômero residual pode apresentar certa toxicidade,
30:18
S…
Speaker 1 (Aula 2)
ou seja, essa questão está ligada à subpolimerização.
30:21
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Esse material tem que ser totalmente convertido, totalmente polimerizado.
30:25
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, quando a gente tem aí uma subpolimerização, está influenciando diretamente na biocompatibilidade.
30:33
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quanto maior o volume do material, piores são os efeitos de contração de polimerização.
30:39
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Então, aqui o ideal é que a gente lance mão da técnica incremental,
30:46
S…
Speaker 1 (Aula 2)
onde a gente vai acrescentando esse material, essa resina de 2 em 2 milímetros.
30:52
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Lembra da resina de dentina, que é até um incremento menor, um milímetro e meio.
30:58
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Quanto maior a distância da fonte de luz, menor a energia disponível para ativar a polimerização.
31:05
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Ou seja, o fotopolimerizador, o aparelho, tem que estar com o aponto mais próximo possível do material.
31:13
S…
Speaker 2 (Aula 2)
E, resumindo, é isso.
31:19
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Espero que eu tenha contribuído e que vocês, então, tenham entendido um pouquinho mais sobre a foto ativação.
31:28
S…
Speaker 1 (Aula 2)
Tchau.
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